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Brasil e Angola trocam experiências sobre a EJA

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O Ministério da Educação do Brasil (MEC) recebeu, nesta semana, a delegação do Ministério da Educação de Angola. O encontro teve como objetivo apresentar e compartilhar experiências sobre as políticas e as práticas adotadas pelo governo brasileiro no âmbito da educação de jovens e adultos (EJA), com enfoque especial em inclusão social, diversidade e formação docente.  

A visita técnica da comitiva angolana começou na terça-feira, 22 de abril, e se encerra nesta sexta-feira, 25 de abril. Estiveram presentes o diretor nacional de Educação de Jovens e Adultos de Angola, Evaristo Pedro; a chefe do Departamento Nacional de Ensino Primário de Adultos, Rosária Bonifácio; a chefe do Departamento de Formação, Ana Domingos; e o chefe do Departamento de Estudos e Gestão Curricular do INADE, José Carlos Fernando Zacarias. 

“Foram dias intensos, de muitas reflexões e trocas de experiências. Identificamos desafios comuns para a qualificação da educação de jovens e adultos nos dois países. O encontro demonstrou que temos muito a construir colaborativamente e que a aproximação com Angola contribui para a implementação do Pacto EJA, sobretudo no que se refere à formação para a docência na EJA”, afirmou a diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do MEC, Ana Lúcia Sanches. 

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Agenda Acompanhados por integrantes da Diretoria de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (DPAEJA), da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), o grupo realizou visitas técnicas externas à unidade escolar exclusiva para a EJA (CESAS), à Escola Meninos e Meninas do Parque (oferta EJA para pessoas em situação de rua), à escola de EJA instalada no Sistema Penitenciário do Distrito Federal e à Escola de Formação Docente. 

Também foi realizada uma discussão sobre a Política Nacional de Formação para a Docência na EJA, com participação do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Além disso, os servidores brasileiros apresentaram as normativas operacionais e curriculares, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD-EJA) e os materiais didáticos específicos para alfabetização e ensino médio 

Os presentes ainda conheceram as políticas do Ministério da Educação para a educação escolar indígena, quilombola, especial, do campo, para as relações étnico-raciais e para a juventude. Ao término das atividades, as equipes técnicas fizeram uma avaliação final da visita e do intercâmbio.  

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Pacto EJA – Instituído pelo Decreto nº 12.048/2024, o Pacto Nacionalpela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens eAdultos é uma política pública construída de forma colaborativa pelo MEC com a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.Os objetivos são superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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