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EDUCAÇÃO

Brics-Educação confirma prioridades identificadas pelo Brasil

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Assessoria Internacional (AI), realizou, na segunda-feira, 24 de fevereiro, a primeira reunião sob a presidência brasileira do Brics-Educação. O encontro marcou o início das atividades lideradas pelo Brasil, com a apresentação de quatro temas prioritários para a cooperação educacional em 2025, definidos após consultas internas e externas. 

As prioridades destacadas pelo Brasil incluem a ampliação das matrículas no ensino médio e na educação profissional e tecnológica (EPT); o uso ético da inteligência artificial na educação básica; a consolidação da rede de universidades do Brics; e a garantia da qualidade nos processos de avaliação do ensino superior. Durante a reunião, os países participantes manifestaram apoio às propostas e ao calendário apresentado. 

“Concentraremos as atividades no primeiro semestre, uma vez que, na segunda metade do ano, o Brasil sediará a Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP30), em Belém (PA), e assumirá a presidência do Mercosul. Nossa agenda no Brics culminará com a reunião ministerial prevista para a primeira semana de junho”, explicou o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Francisco Figueiredo de Souza. 

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Brics Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul integrando o grupo desde 2011, o Brics é um mecanismo de diálogo sobre questões globais. Em 2024, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã foram incorporados como novos membros, e em 2025 a Indonésia também passou a integrar o bloco. 

Os encontros entre os ministérios da educação dos países membros tiveram início em 2013. Para o MEC, a presidência brasileira do Brics-Educação representa uma oportunidade para diversificar as parcerias internacionais no setor, além de fortalecer a operação entre participantes do bloco. A iniciativa possibilita ao Brasil conhecer de perto as experiências de países que, dado o contexto global, compartilham desafios educacionais semelhantes aos enfrentados no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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