BRASÍLIA

EDUCAÇÃO

Câmara discute educação em tempo integral no âmbito do PNE

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quinta-feira, 22 de maio, da audiência pública da comissão especial que analisa o novo Plano Nacional de Educação (PNE). O objetivo do encontro foi debater as metas do plano acerca da educação em tempo integral. O MEC, desde 2023, coordena em todo o país o Programa Escola em Tempo Integral, que fomenta a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica.   

O debate foi solicitado pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP) e Moses Rodrigues (União/CE). A comissão discute o Projeto de Lei 2614/24, que trata da instituição do PNE 2024/2034. No projeto, são propostos 18 objetivos a ser cumpridos nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.   

A Meta 6 do Plano Nacional de Educação vigente, que trata da oferta de educação em tempo integral nas escolas públicas do Brasil, será ampliada em 10% com a aprovação do novo PNE: o mínimo de vagas ofertadas em jornada estendida passa de 40% para 50% do total. Além disso, com a nova norma, pelo menos 25% dos alunos da educação básica deverão ser atendidos pela educação integral. Essa modalidade não apenas aumenta o tempo de permanência na escola, mas faz com que o currículo seja pensado para promover a formação integral das crianças e dos adolescentes.  

Leia Também:  MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I

Na audiência, o diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Valdoir Pedro Wathier, abordou a meta de ampliação da Educação Integral em Tempo Integral, relacionando esse desafio com as metas relativas à infraestrutura, à formação e ao financiamento público da educação brasileira. Segundo ele, o avanço depende de um esforço coletivo entre União, estados e municípios.  

O diretor informou que, nesse sentido, a SEB está trabalhando junto ao Conselho Nacional de Educação (CNE) para definir os parâmetros de qualidade para a educação integral em tempo integral. No entanto, observou que o Brasil é um país enorme e é preciso olhar para as peculiaridades de cada região.  

“Tem uma referência que a gente usa muito para saber a capacidade de financiamento de cada rede, que é o VAAT, o Valor Aluno Ano Total, e se a gente pegar os valores mais recentes, ele varia, para os municípios, de pouco mais de R$ 3 mil até R$ 83 mil. Para viabilizar a meta de ampliação da jornada escolar, para viabilizar a educação integral, será necessário um esforço para elevar a qualidade da infraestrutura e também de formação, pois as escolas muitas vezes não contam com espaços apropriados para o tempo integral, e nem todos os professores foram formados pela ou para a educação integral”, afirmou.  

Leia Também:  MEC inaugura estruturas no Hospital Universitário da Ufal

Outro ponto abordado na audiência foi a questão da infraestrutura das escolas para atender os estudantes do ensino em tempo integral. Wathier considerou em sua explanação que “para melhorar a qualidade da educação, o plano precisa de fato ser nacional, mobilizar o regime de colaboração entre União, estados e municípios e contar com a colaboração da sociedade”.  

Participantes A audiência pública contou ainda com a presença de especialistas e doutores em educação de universidade federais; de Jonathan Almada, diretor do Centro de Inovação para Excelência em Políticas Públicas; de Sônia Dias, gerente de Desenvolvimento e Soluções da Fundação Itaú; de Raiana Ribeiro, diretora de Programa da Cidade Escola Aprendiz  Cidade E; de Marcos Ragazzi, presidente da Associação Brasileira da Educação Básica de Livre Iniciativa; de Ana Paula Pereira, diretora executiva do Instituto Sonho Grande; e de Alécio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

Advertisement

EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Published

on

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Lei especifica ações de aperfeiçoamento na educação básica

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI