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Canal Educação, a TV do MEC, estreia nova programação

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A partir desta segunda-feira, 17 de março, o Canal Educação a TV do Ministério da Educação (MEC) está de cara nova! Além de ganhar outra identidade visual, novos programas e parcerias, a grade do canal foi reestruturada em faixas de programação que refletem a missão institucional do ministério 

A nova programação foi planejada para se adequar às diferentes faixas etárias de aprendizado e à capacitação continuada de educadores. Ao longo dos próximos dias, o canal estreará vários novos produtos licenciados e produções exclusivas do Canal Educação a TV do MEC. A nova programação inclui séries documentais, programas de entrevistas, reportagens, transmissões ao vivo e conteúdos voltados para o público infanto-juvenil, jovem, além de conteúdos para profissionais da educação e de formação continuada.   

Programas – O programa Inclusão Pra Valer é uma produção do Canal Educação que apresenta a escola como lugar de acolhimento de diferenças. Em cada episódio da série, a pesquisadora em educação inclusiva Mariana Rosa recebe especialistas de diversas áreas para um bate-papo sobre a inclusão escolar de pessoas com deficiência. O programa tem a orientação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC e estreia nesta terça-feira, 18 de março, às 19h30 (horário de Brasília).  

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a atração Compromisso Nacional Criança Alfabetizada faz parte de outra produção exclusiva do Canal Educação, que mostra o dia a dia nas escolas, as interações da comunidade escolar e a atuação de educadores e gestores para garantir a alfabetização das crianças na rede pública de ensino. Cada episódio traz situações reais da rotina nas escolas, apresentando as interações entre os diferentes atores da comunidade escolar. O novo programa estreia em abril.  

Na grade do Canal Educação, desde o fim do ano passado, o programa Educação Antirracista em Diálogo abre espaço para vozes e histórias inspiradoras, que fortalecem a luta por uma educação antirracista e pela valorização da cultura e dos saberes quilombolas no país. Também produzida sob a orientação da Secadi, a série de entrevistas vai ao ar todas as quartas-feiras, às 19h30, e deve ganhar, em breve, uma segunda temporada.  

NovidadesEntre março e abril, o Canal Educação estreia novos programas e novas temporadas em parceria com a Rede Nacional de Comunicação Pública, como a Rede Minas e as televisões universitárias: TV UFPR, da Universidade Federal do Paraná; TV UFOP, da Universidade Federal de Ouro Preto; TV Pernambuco; TV Universitária Rio Grande do Norte (TVURN), entre outras. Também entrarão na grade produções contempladas pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav); produções da Red Tal – Televisión America Latina; e da nova parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em breve, serão apresentados também o aplicativo e o streaming do Canal Educação 

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Canal Educação – A TV do MEC pode ser assistida pelo canal aberto 2.3 em Brasília, no Rio de Janeiro e no Maranhão. Já São Paulo assiste pelo canal 1.3. Para saber outras formas de sintonizar o canal, o público pode acessar o portal do MEC. Também é possível acompanhar a TV do MEC ao vivo pelo site do Canal Educação e pelo portal do ministério. Além disso, é possível assistir todas as produções do Canal Educação no YouTube 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Canal Educação 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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