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Estudo mostra que falar mais de um idioma desacelera o envelhecimento

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Foto: divulgação

Pesquisa feita com 86 mil pessoas mostra os impactos do multilinguismo a longo prazo

Um estudo publicado na revista Nature Aging aponta que falar mais de um idioma pode trazer benefícios que vão além da comunicação e do enriquecimento cultural. Pesquisadores analisaram dados de 86 mil adultos entre 51 e 90 anos de 27 países europeus e descobriram que o multilinguismo está associado a um menor risco de envelhecimento acelerado, ou seja, pode ajudar o cérebro a envelhecer de forma mais saudável.

De acordo com o estudo, os indivíduos que falam mais de uma língua tem quase metade do risco de envelhecer de forma acelerada em comparação com os que falam apenas uma. Para a professora de inglês e designer de cursos da Casa Thomas Jefferson Bárbara Duarte isso acontece porque o aprendizado de línguas gera uma reserva cognitiva, atuando como um fator protetivo contra a degeneração. “Quando dominamos mais de um idioma – e não estou falando da fluência de nível nativo, mas sim do conhecimento funcional de frases-chave, aspectos da pronúncia e conjugações de verbos –, nosso cérebro precisa fazer um constante ‘malabarismo’ cognitivo. Não há uma chave liga/desliga para o ‘modo inglês’ ou ‘modo português’. O que acontece é uma seleção contínua e dinâmica entre os sistemas linguísticos. Esse processo de escolha e gerenciamento constante de informações é, por si só, um excelente exercício cerebral”, explica.

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A especialista destaca que é o mesmo princípio da atividade física: para o músculo se desenvolver, além do exercício, ele precisa de alimento de qualidade: “No caso do cérebro, podemos até memorizar a gramática e o vocabulário, mas para que a ‘malhação’ seja completa e fortaleça o cérebro, precisamos alimentar essa nova capacidade linguística com cultura, arte, ciência, amizades e o contato com assuntos do mundo e da sociedade. A língua é o exercício, e o contexto é o alimento”, afirma. O resultado da pesquisa europeia vai de encontro a esse pensamento ao concluir que falar diferentes idiomas pode funcionar como uma espécie de treino mental contínuo, fortalecendo as redes cognitivas e ajudando o cérebro a lidar melhor com o passar do tempo.

Apesar disso, o estudo não prova ainda uma relação direta de causa e efeito porque ainda não se sabe se falar várias línguas realmente retarda o envelhecimento ou se pessoas com cérebros mais saudáveis tendem a aprender mais idiomas. De toda forma, o estudo comprova que o aprendizado de várias línguas faz parte de um estilo de vida que favorece o envelhecimento saudável, ao lado de hábitos como praticar atividades físicas e manter interações sociais. E na prática, a professora pode perceber os benefícios do aprendizado no dia a dia dos alunos de diferentes idades. “Entre os adultos, observo um aumento progressivo da autoestima. Eles se sentem mais capazes e confiantes à medida que avançam no aprendizado. Para os adolescentes, o impacto é mais visível no desenvolvimento da maturidade e da tolerância. A cada aula, eles demonstram uma maior capacidade de lidar com temas complexos e controversos”, conta Bárbara.

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EDUCAÇÃO

Prorrogadas inscrições para Olimpíada de Professores de Matemática

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O Ministério da Educação (MEC) ampliou para 31 de maio o prazo para as inscrições da 3ª edição da Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMBr). A iniciativa é voltada para professores dos anos finais do ensino fundamental e tem como objetivo valorizar a prática pedagógica dos professores, bem como contribuir para o fortalecimento da aprendizagem da matemática nas escolas públicas brasileiras. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo portal oficial da olimpíada

Podem se inscrever professores efetivos ou temporários que estejam em sala de aula em escolas da rede pública. A OPMBr é estruturada em três fases: enquanto as duas primeiras são classificatórias e eliminatórias, a terceira é apenas classificatória. A Fase I consiste em testes com questões de matemática e didática; a Fase II envolve o envio de um vídeo com proposta pedagógica; e a Fase III é composta pela avaliação de portfólio e entrevista. O regulamento completo está disponível no site oficial da olimpíada

A 3ª Olimpíada de Professores de Matemática no Brasil – Edição anos finais do ensino fundamental é uma das ações dos eixos de reconhecimento e compartilhamento de boas práticas e de formação profissional do Compromisso Nacional Toda Matemática. 

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Webinário – Na terça-feira, 19 de maio, o MEC abre um webinário para tratar da prorrogação do prazo de inscrição para a OPMBr, com participação dos professores medalhistas da 2ª edição da olimpíada, que acabaram de retornar de uma missão na China. O evento ocorre às 17h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube

Toda Matemática – O Compromisso Nacional Toda Matemática tem como objetivo assegurar que todos os estudantes da educação básica se apropriem dos conhecimentos e desenvolvam as competências e habilidades estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a área da matemática. Além disso, busca garantir a institucionalização de programas de fortalecimento da educação matemática em todos os sistemas e redes de ensino que atendem à educação básica. 

Os princípios do Toda Matemática incluem o fortalecimento da colaboração entre estados e municípios, com foco na promoção da equidade educacional no território, o enfrentamento das desigualdades regionais, socioeconômicas, étnico-raciais e de gênero, e a centralidade dos processos de ensino-aprendizagem da matemática, atendendo às necessidades das escolas. A estratégia, do governo federal, de apoio técnico-pedagógico e financeiro inclui a produção de materiais de orientação para currículo, avaliação e formação, e incentiva financeiramente a execução de iniciativas e projetos voltados ao aprimoramento do ensino e da aprendizagem em matemática. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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