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Lançada Semana Nacional da Convivência Escolar 2026

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 26 de março, a Semana Nacional da Convivência Escolar 2026, durante webinário transmitido pelo canal do MEC no YouTube. A campanha tem como tema “Respeitar, participar e aprender: democracia se constrói na escola!” e busca mobilizar redes de ensino, gestores, educadores e estudantes para a promoção de ambientes escolares mais seguros, democráticos e acolhedores. 

O objetivo é que as secretarias municipais ou estaduais de educação e escolas realizem atividades ao longo do mês de abril voltadas ao fortalecimento da convivência democrática nas instituições de ensino. A proposta reforça o compromisso das redes com a prevenção e o enfrentamento ao bullying e a outras formas de violência no ambiente escolar. A iniciativa também dialoga com o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, data estratégica para mobilizar escolas e comunidades em torno do tema. 

A coordenadora-geral de acompanhamento e combate à violência nas escolas do MEC, Thaís Luz, destacou que a convivência escolar é elemento essencial para o processo de aprendizagem. “Essa é uma iniciativa que faz parte do nosso compromisso por uma educação pública que protege, inclui e garante direitos. A convivência escolar não é um tema a mais, ela é uma condição para que a aprendizagem aconteça”, afirmou. 

Durante o encontro, o MEC também apresentou os materiais pedagógicos e de comunicação disponíveis na página da iniciativa, que podem ser utilizados e adaptados pelas redes de ensino para apoiar as ações da Semana e a disseminação de suas ideias. 

Além de promover atividades em abril, as redes de ensino são incentivadas a incorporar ações de convivência escolar ao planejamento pedagógico ao longo de todo o ano letivo. Algumas redes que aderiram à iniciativa, por exemplo, já preveem a realização de mais de um momento dedicado ao tema durante o calendário escolar. 

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A articuladora da iniciativa no município de Viçosa, Iolanda Tenório, compartilhou a experiência da rede municipal na implementação da Semana e destacou o envolvimento das escolas no processo. “Foi muito importante essa vivência. Durante a semana, o passo inicial foi uma reunião com os dirigentes municipais das escolas. Destacamos que essa semana não seria mais um assunto que vinha do MEC, e, sim, algo complementar às ações que as escolas já vinham desenvolvendo. A partir daí os diretores aceitaram, fizeram seus planejamentos e colocaram a iniciativa em prática”, relatou. 

Para a edição de 2026, o MEC orienta que as escolas mobilizem toda a comunidade escolar – incluindo estudantes, profissionais da educação, equipes gestoras, famílias e parceiros do território – e desenvolvam iniciativas que fortaleçam vínculos, ampliem a participação estudantil e contribuam para a prevenção de violências, como o bullying, o cyberbullying e práticas discriminatórias. As escolas também são convidadas a compartilhar as atividades realizadas nas redes sociais utilizando as hashtags #SemanaDaConvivência e #ConvivênciaEscolar, marcando o MEC. 

O evento foi realizado em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e contou com a participação de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialistas da sociedade civil. 

Tema – O tema da Semana Nacional da Convivência Escolar de 2026 “Respeitar, participar e aprender: democracia se constrói na escola” reafirma a escola como espaço privilegiado de formação cidadã, no qual a democracia não é apenas um princípio abstrato, mas uma experiência concreta, vivida cotidianamente nas relações, nas práticas pedagógicas e nos processos de participação coletiva.   

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A convivência escolar democrática se constrói por meio da escuta, do diálogo, do reconhecimento das diferenças, do respeito mútuo e da corresponsabilidade entre todos os sujeitos que compõem a comunidade escolar. Nesse sentido, respeitar, participar e aprender são dimensões inseparáveis de um processo educativo comprometido com os direitos humanos, com a equidade, com a inclusão e com a promoção de ambientes escolares seguros, acolhedores e livres de violências.   

Semana – Semana Nacional da Convivência Escolar é uma iniciativa do MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a UFPR, no contexto do Programa Escola que Protege (ProEP). As ações têm o apoio do Consed e da Undime.  

A iniciativa atua na promoção de um ambiente escolar seguro e inclusivo, compondo o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), criado pelo Decreto nº 12.006/2024, que regulamenta a Lei nº 14.643/2023. A semana segue as disposições previstas na Portaria Interministerial MEC/MJSP nº 1/2025, que institui o ProEP; na Lei nº 13.277/2016, que institui a data de 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola; e na Lei nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying).   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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