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MEC autoriza início das obras de dois novos campi do IFB

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta segunda-feira, 27 de janeiro, o início das obras de dois novos campi do Instituto Federal de Brasília (IFB), localizados nas regiões administrativas do Sol Nascente e de Sobradinho. A autorização foi formalizada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante visita à Reitoria da instituição. Para a construção dos novos campi, serão investidos R$ 59,2 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Com a implantação das novas unidades, a expectativa é que sejam criadas cerca de 2.800 vagas. 

O campus Sol Nascente será implantado em um terreno com área de 16.672,36 m², situado no imóvel Guariroba, no trecho 2 do Sol Nascente. Já o campus Sobradinho será construído em um terreno de 20.020,93 m², localizado próximo à DF-420, ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho 2.  

“A admiração que o presidente Lula e eu temos pelos institutos federais é grande, por todo trabalho que fazem pela inclusão produtiva no país. Por isso, nossa mensagem, hoje, é de agradecimento à toda equipe do IFB”, cumprimentou o ministro, dirigindo-se aos profissionais presentes na visita. 

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Ele pontuou os esforços do governo federal para a recomposição orçamentária dos institutos federais, após cortes do Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. “Além de garantir o custeio das instituições, também estamos investindo, pelo Novo PAC, na criação de novos campi aqui no Distrito Federal, em Sobradinho e Sol Nascente, fora os recursos para construção de nove restaurantes estudantis, porque sabemos a importância da assistência estudantil nessas unidades.” 

Histórico – O anúncio dos novos campi do IFB foi feito em março de 2024, integrando a estratégia do governo federal de criação de mais de 100 novos institutos federais, distribuídos por todas as unidades da Federação. Atualmente, o IFB conta com dez unidades em funcionamento. 

Em abril do mesmo ano, durante a solenidade de lançamento da pedra fundamental do Campus Sol Nascente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância da iniciativa: “E tenho ainda uma obsessão pela educação profissional, porque é a formação profissional que faz as pessoas viverem melhor. Quando a gente tem uma profissão, a gente tem possibilidade de ter um bom emprego, de ganhar um salário melhor, de poder constituir família, de ter uma família vivendo em paz e viver dignamente como cidadãos civilizados”.    

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Consolidação – Além da expansão, o Novo PAC também contempla ações de melhoria e expansão da infraestrutura de campi de institutos federais em todo o país, com investimento nacional de R$ 1,4 bilhão. A ação é voltada aos campi que ainda não dispõem de infraestrutura completa, priorizando a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em sedes próprias. Para o IFB, estão previstos R$ 22,8 milhões para a ação de consolidação. Desse total, R$ 8,9 milhões foram repassados no período de 2023 a 2025, e outros R$ 13,8 milhões ainda estão previstos. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)   

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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