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MEC autoriza obras no Campus Macaúbas do Ifba

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quinta-feira, 5 de março, a assinatura dos termos de início das obras no Campus Macaúbas e de quatro restaurantes estudantis no Instituto Federal da Bahia (Ifba). As obras somam um aporte de R$ 31,8 milhões de recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Ao todo, estão sendo investidos R$ 110,8 milhões em obras e aquisição de equipamentos, bem como mobiliários nas ações de expansão e consolidação do Ifba. 

A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, que destacou o aumento dos investimentos do governo federal na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. “Em 2025, investimos mais de R$ 28 bilhões em nossos Institutos Federais, é um aumento de 45% em três anos, e em 2026 será mais”, disse.  Santana também reforçou o compromisso do Ministério com os gestores das instituições. “Precisamos lutar muito para ter mais coisas, mas cada reitor e reitora pode contar com o MEC e o governo do presidente Lula”. 

Em 2025, investimos mais de R$ 28 bilhões em nossos Institutos Federais, é um aumento de 45% em três anos, e em 2026 será mais”. Camilo Santana, ministro da Educação. 

As obras do Campus Macaúbas contam com investimento de R$ 13,7 milhões. O projeto prevê a construção de pavilhão acadêmico e administrativo com área total de 2.752,22 m², que abrange salas de aula, laboratórios, auditório, biblioteca e restaurante estudantil. A estrutura contempla, ainda, quadra poliesportiva com 1.534,93 m², fortalecendo a infraestrutura voltada às atividades acadêmicas e de formação integral dos estudantes. 

A construção dos restaurantes estudantis nos campi Barreiras, Simões Filhoe Valença – Tento, bem como a reforma e ampliação do restaurante estudantil do Campus Ubaitaba somam R$ 6,8 milhões de investimentos. As ações reforçam a política de permanência e êxito dos estudantes, ampliando o acesso à alimentação adequada e às condições necessárias para a continuidade dos estudos. 

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A reitora do Ifba, Luzia Mota, destacou a importância da presença do Ministério da Educação na instituição. “Receber o ministro da Educação aqui, em nossa instituição, dá uma sensação e um sentimento de Estado presente.” Ainda, segundo a reitora, os investimentos anunciados fortalecem o alcance das ações da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. “Essas obras representam um avanço importante para a permanência estudantil do Ifba. Nós sabemos a dificuldade para que as políticas cheguem aonde as pessoas estão, e essa é a grande força da Rede Federal”. 

Atualmente, o Ifba possui 24 campi e um Polo de Inovação, oferta 247 cursos e registra 31.339 matrículas. A instituição conta com 1.076 servidores técnicos-administrativos e 1.700 professores. 

Consolidação e Expansão – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o Ifba, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 10,8 milhões na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, já foram repassados R$ 4,6 milhões, incluindo R$ 651,9 mil em aditivo, com previsão de mais R$ 6,8 milhões. 

Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes.  Para o Ifba, o investimento para expansão é de R$ 100 milhões, que será direcionado para construção e aquisição de equipamentos dos novos campi em Itabuna, Macaúbas, Poções e Salvador. 

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Agenda – Na manhã desta quinta-feira (5), o ministro Camilo Santana esteve em Petrolina (PE), onde assinou o termo de autorização de obras do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf). Na ocasião, ele também participou da inauguração da reforma da Clínica Veterinária Universitária (CVU/Univasf), da ala para animais de grande porte, do Centro Nordestino de Bioprospecção (Cenorbio), do Laboratório de Produção de Medicamentos Inovadores (LPMI) e do bloco acadêmico do Campus Paulo Afonso. 

Em seguida, em Salvador (BA), participou da inauguração do novo Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (Hupes/Ufba) e assinou o Termo de Autorização para as obras do Almoxarifado e da Hotelaria, bem como para a realização do retrofit na unidade. 

Resumo | Mais educação para a Bahia   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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