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MEC empossa reitor da Universidade Federal de Campina Grande

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O Ministério da Educação (MEC) empossou, nesta segunda-feira, 15 de dezembro, o professor Camilo Allyson Simões de Farias como novo reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A cerimônia ocorreu no campus de Campina Grande (PB). Durante a solenidade, o ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o compromisso com a democracia nas universidades federais.

“Estou fazendo questão de ir até as universidades para dar posse e mostrar a importância da gestão democrática e o respeito que temos às comunidades acadêmicas. Desejo sucesso ao novo reitor eleito, não tenho dúvidas de sua competência e do trabalho que já está realizando”, afirmou.

O novo reitor é doutor em Engenharia pela Universidade de Ehime, no Japão, e mestre e graduado pela própria UFCG. Professor associado da instituição, assume o mandato após ter sido eleito com 61,32% dos votos válidos, juntamente com a professora Fernanda Leal, eleita vice-reitora. Farias é um dos 55 reitores de universidades federais que o Governo do Brasil nomeou, desde 2023, respeitando a escolha de estudantes, docentes e servidores, e reforçando a democracia nas instituições.

Assim como o ministro, o professor destacou o caráter democrático do ato de nomeação e reafirmou o compromisso da UFCG com a sociedade. “Esta solenidade oficializa algo que vai além de um ato administrativo, ela reafirma, diante da comunidade acadêmica e do país, o respeito à vontade democrática, às instituições públicas e à autonomia universitária. Aqui, hoje, renovamos publicamente o compromisso com a UFCG com seu povo e com a sociedade brasileira”.

Com sete campi distribuídos pelo estado da Paraíba, mais de 14 mil estudantes e centros dedicados ao ensino, à pesquisa, à inovação e à extensão, a UFCG mantém atuação decisiva na formação qualificada e no desenvolvimento regional. A instituição destaca-se pelo protagonismo no registro de patentes e na produção científica, ao mesmo tempo em que expande a estrutura de hospitais universitários, laboratórios e iniciativas de extensão.

Contempladas com R$ 33 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), as obras na UFCG já estão em execução nos campi de Campina Grande e Cajazeiras (PB). As intervenções, que incluem a construção de uma nova arena esportiva e a ampliação de salas de aula, fortalecem a infraestrutura universitária e ampliam as condições para o avanço das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

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UFCG – Mais cedo nesta segunda-feira (15), em Campina Grande, a comitiva do MEC inaugurou o novo bloco da UTI Adulta e a ampliação da internação pediátrica do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC). As entregas na UFCG têm investimentos de R$ 8,5 milhões da pasta. A construção da nova UTI Adulta abrigará dez leitos, enquanto sua atual estrutura será reformada para implantação da UTI Pediátrica e Oncopediátrica, também com dez leitos. Atualmente, o hospital não conta com essa ala de atendimento a crianças.

IFPB – Após a posse, o ministro da Educação visitará, em João Pessoa, as obras da nova sede da reitoria do IFPB. Camilo Santana acompanhará o avanço da construção, que está com mais de 80% de execução e integra os investimentos do Novo PAC na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A instituição teve R$ 69 milhões destinados à ampliação e à melhoria da infraestrutura e R$ 100 milhões para a construção de quatro novos campi na Paraíba — Mamanguape, Sapé, Queimadas e Alagoa Grande — que ampliarão a oferta de cursos técnicos gratuitos no estado.

UFPB – Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o ministro acompanhará o andamento da reforma do Centro Obstétrico do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), que recebeu R$ 8,8 milhões de recursos do Novo PAC, e assinará a ordem de serviço para a construção da nova subestação de energia elétrica, com investimentos de R$ 5,5 milhões do MEC. A obra ampliará a capacidade de fornecimento de energia e garantirá suporte às futuras ampliações do complexo hospitalar, bem como modernizará áreas de atendimento, salas de parto e fluxos assistenciais, com conclusão prevista para abril de 2026. Camilo Santana também fará a vistoria da revitalização das fachadas e da cobertura do hospital, além das intervenções em execução para modernização dos sistemas de prevenção de incêndio, proteção contra descargas atmosféricas e abastecimento de água.

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CNDB – Encerrando a agenda de compromissos no estado, o ministro Camilo Santana entregará a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), na terça-feira, 16 de dezembro, para mil professores e 100 vales-computadores do programa Mais Professores para o Brasil. A cerimônia será na capital paraibana, João Pessoa, e terá a participação de autoridades, gestores locais, professores e representantes da comunidade escolar. Na ocasião, também serão entregues ônibus escolares do Governo do Estado da Paraíba.

Novo PAC – O Novo Programa de Aceleração do Crescimento tem impulsionado investimentos significativos na educação da Paraíba, totalizando R$ 890,6 milhões em diferentes níveis de ensino. São investimentos de R$ 641,7 milhões para a educação básica, R$ 169 milhões destinados à educação profissional e tecnológica e R$ 79,9 milhões voltados à educação superior. Os recursos permitem a construção de 42 escolas em tempo integral e 43 creches; além da aquisição de 131 ônibus escolares. O programa também viabiliza a criação de quatro novos campi do IFPB na Paraíba — em Alagoa Grande, Mamanguape, Queimadas e Sapé — e a realização de 26 obras de melhoria em hospitais universitários, universidades e institutos federais já existentes, distribuídas por 17 municípios, ampliando o alcance e a qualidade da educação pública no estado.

Resumo | Mais Educação para a Paraíba

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu), da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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