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MEC entrega leitos e anuncia reformas em Hospital Universitário da Unirio

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Nesta sexta-feira, 6 de março, o ministro da Educação, Camilo Santana, cumpre agenda no Rio de Janeiro (RJ). A programação inclui visita ao Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Huse-Unirio), onde será entregue a ampliação de 39 leitos de enfermaria e anunciadas novas reformas para ampliar a capacidade da unidade ao longo de 2026, com mais de 50 leitos e investimentos de cerca de R$ 35 milhões. A agenda também prevê a recepção de novos empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao MEC que é responsável pela gestão do hospital. Pela manhã, o ministro acompanhou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz, onde habilitou a PUC-Rio e a Faculdade IDOR para oferta de curso de medicina. 

No Huse-Unirio, o ministro Camilo Santana afirmou que a visita permite ao Ministério da Educação (MEC) conhecer de perto as instituições. “Estamos fazendo uma peregrinação em todas as universidades. Com essa visita, entendemos um pouco os desafios da instituição, que esse é nosso papel”. Santana também destacou o potencial de ampliação do Hospital Universitário após a conclusão de obras previstas. “Será um grande hospital, vai chegar a mais de 470 leitos quando estiver tudo pronto”, informou. 

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A ampliação da estrutura do hospital integra um processo de fortalecimento da assistência, do ensino e da pesquisa no Hospital Universitário vinculado à Unirio. A entrega de novos leitos amplia sua capacidade de atendimento e reforça o espaço de formação prática para estudantes e residentes. Do total de R$ 35 milhões, estão sendo investidos R$ 6 milhões nas unidades de internação, R$ 5 milhões em equipamentos e mobiliário hospitalar, R$ 9 milhões para reformas que irão viabilizar a ampliação de mais 50 leitos ainda este ano e R$ 15 milhões para novos equipamentos. 

O Huse-Unirio é resultado da fusão entre o antigo Hospital dos Servidores do Estado, anteriormente vinculado ao Ministério da Saúde, e o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), que já era administrado pela Ebserh. A integração das estruturas busca consolidar um Hospital Universitário ampliado, voltado tanto ao atendimento à população quanto à formação de profissionais da saúde. 

Como parte desse processo de reorganização, foram contratados 388 novos empregados públicos pela Ebserh  sendo 151 admitidos em fevereiro e 237 em março  para reforçar as equipes assistenciais e administrativas da unidade. 

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Além disso, 234 novos estudantes de graduação de diferentes cursos da área da saúde passaram a desenvolver atividades práticas no hospital. A estrutura também concentra programas de residência médica e multiprofissional, com a entrada de 253 novos residentes neste ano, incluindo profissionais das áreas de pediatria e oftalmologia. 

Agenda – Ainda no Rio de Janeiro, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Camilo Santana, autorizou a habilitação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), instituição comunitária de educação superior, e da Faculdade IDOR de Ciências Médicas como instituições de ensino aptas a solicitar autorização para ofertar curso de graduação em medicina. As instituições são mantidas por mantenedoras de educação superior hospitalares. A cerimônia ocorreu na manhã desta sexta-feira, 6 de março, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz (RJ). 

Resumo | Mais educação para o Rio de Janeiro 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ebserh  

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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