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MEC lança curso online de educomunicação e clima

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 28 de novembro, o curso Educomunicação & Clima, durante o evento de apresentação do Programa Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade, realizado no Auditório do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília. A formação, disponível no Portal de Formação Mais Professores, é destinada a docentes e gestores escolares e busca qualificar práticas de educação ambiental climática na educação básica a partir do fortalecimento da comunicação, da participação social e da abordagem da emergência climática. 

Inicialmente, são ofertadas 10 mil vagas para o curso, que conta com carga horária de 60 horas, em formato autoinstrucional. A estrutura reúne quatro módulos que articulam teoria, análise crítica e prática pedagógica. O objetivo é apoiar escolas na promoção do desenvolvimento integral dos estudantes, incentivando participação democrática, responsabilidade coletiva e tomada de decisões informadas sobre questões socioambientais. 

A formação parte da questão norteadora de como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental e climática nas escolas. Ao integrar comunicação, ciência e participação social, o curso fortalece ações alinhadas à Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999), à proteção da biodiversidade e à redução das vulnerabilidades socioambientais. A perspectiva da justiça climática estrutura toda a proposta, valorizando saberes e experiências de estudantes, professores e comunidades tradicionais — indígenas, quilombolas, ribeirinhas e outras — que protagonizam iniciativas de sustentabilidade e cuidado em seus territórios. 

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O curso segue os princípios do Programa de Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade, instituído pela Portaria MEC nº 642/2025, e contribui para a implementação dos temas contemporâneos transversais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente nas áreas de meio ambiente, cidadania e civismo.  

Conteúdo – O curso é organizado em quatro módulos complementares: o primeiro apresenta as bases científicas da emergência climática, explicando suas causas; o segundo analisa as diferentes narrativas sobre mudanças climáticas; o terceiro discute como as escolas podem atuar no enfrentamento da crise; e o quarto orienta a elaboração de uma ação climática prática, territorializada e construída por meio do diálogo no contexto de cada comunidade escolar.  

A formação reúne videoaulas, roteiros de aprendizagem textuais e visuais, exercícios interativos e um trabalho final prático, no qual cada participante desenvolve uma proposta de ação climática para sua escola, com enfoque colaborativo, dialogado e contextualizado. 

O conteúdo foi desenvolvido por instituições de referência, como o Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (NCE/ECA/USP), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Cemaden/MCTI) e com a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea). A iniciativa recebe apoio do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (PPPP/Fapesp) e é realizada pelos programas Educação para a Cidadania e Sustentabilidade e Escola em Tempo Integral, ambos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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