BRASÍLIA

EDUCAÇÃO

MEC orienta sobre custeio do PET em transmissão

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC), por meio as Secretaria de Educação Superior  (Sesu) realizou na segunda-feira,  11 de agosto, o encontro PET – Direto ao Ponto: Custeio 2025. O encontro, ocorrido no formato remoto, contou com a participação de mais de 400 tutores e tutoras do Programa de Educação Tutorial (PET) de diversas regiões do Brasil. O objetivo foi orientar acerca do custeio do programa em 2025, no valor de R$ 6,4 milhões, cujo pagamento já foi iniciado pela pasta. 

A participação dos tutores foi intensa e não foram poucas as manifestações de satisfação pela realização do evento, que contou com mais de 140 reações registradas na plataforma on-line. Os tutores do PET são docentes do ensino superior com título de doutorado ou mestrado.  

O diretor de Políticas e Programas de Educação Superior, Adilson Santana de Carvalho, fez a fala de abertura, destacando a relevância da iniciativa para fortalecer o diálogo entre o MEC e os participantes do programa. “Eventos como este permitem aproximar o MEC dos tutores, criando um espaço de articulação, troca de informações e esclarecimento de dúvidas, o que contribui para a boa execução e gestão dos recursos”, afirmou. 

Leia Também:  MEC divulga matriz de formação da língua portuguesa

Representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Banco do Brasil (BB), da Comissão Nacional de Prestação de Contas do PET e da Coordenação-Geral de Relações Estudantis e Serviços Digitais (CGRED/SESU/MEC) participaram como expositores. 

Durante a transmissão, foram abordados diversos aspectos operacionais, técnicos e legais relacionados à execução dos recursos, com ênfase na Resolução CD/FNDE nº 36/2013 e no Manual de Orientações do Custeio, entre outras normativas. Em suas apresentações, os expositores buscaram reforçar orientações sobre a correta aplicação dos valores, os cuidados a ser observados para a prestação de contas da utilização dos recursos de custeio do PET e aspectos relevantes do funcionamento da gestão do programa. 

Os diferentes contatos de atendimento no MEC, no FNDE e no Banco do Brasil foram reforçados e a própria live gerou um canal próprio de atendimento, atingindo assim o objetivo de responder dúvidas e fortalecer a articulação entre os tutores, tutoras e as instituições envolvidas no processo de pagamento e prestação de contas. 

Ao todo houve 25 inscrições de tutores para falas, que foram organizadas em 3 blocos de perguntas respondidas ao vivo pela equipe do MEC responsável pelo PET. Além disso, todas as perguntas enviadas pelo chat estão sendo consolidadas pela equipe e serão respondidas e divulgadas para todos os participantes do encontro. 

Leia Também:  MEC iniciará pagamento de R$ 6,3 mi para custeio do PET

O PET tem como objetivo fomentar grupos de aprendizagem tutorial por meio da concessão de bolsas a estudantes de graduação e bolsas de tutoria a professores tutores. Os professores recebem bolsa mensal de R$ 2.100 (mestres) ou R$ 3.100 (doutores). Já o estudante bolsista tem direito a R$ 700, sem possibilidade de acumulação com outros benefícios. O valor de custeio de cada grupo PET é calculado com base na bolsa do discente multiplicada pelo número de bolsistas no grupo. 

Criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, o PET é uma política estratégica para consolidar o tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de ensino superior, contribuindo para a formação qualificada de futuros professores e pesquisadores. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

Advertisement

EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Published

on

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  MEC Idiomas tem mais de 560 mil matrículas ativas

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  Enem 2025: mais de 68 mil inscritos do Rio de Janeiro são concluintes do ensino médio público

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI