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MEC realiza Semana de Práticas Restaurativas na Educação

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Entre 1º e 2 de dezembro de 2025, Aracaju sedia a Semana Nacional de Práticas Restaurativas na Educação, uma iniciativa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O evento integra as ações do Programa Escola que Protege (ProEP) e tem como tema “Pertencimento, transformação de conflitos e promoção da cultura de paz na escola”.

A programação combina mesas temáticas, oficinas e debates com especialistas, gestores e professores de todo o país, transmitidas ao vivo no canal do MEC no YouTube. Durante o evento, também haverá o pré-lançamento da série “Escola que Protege: Práticas Restaurativas na Educação”, com a exibição do primeiro episódio. A série produção deve ir ao ar em fevereiro de 2026, no Canal Educação. Serão cinco episódios com exibições semanais.

A abertura ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), com uma palestra magna proferida pela consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Josevanda Franco; e pelo servidor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Marcelo Maliza, na qual foi abordado o papel dos círculos de construção de paz na formação de vínculos, na escuta ativa e na prevenção das violências escolares.

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A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas do MEC, Thaís Dias Luz Borges Santos, afirmou na mesa de abertura que a prevenção é o único caminho para enfrentar a violência nas escolas. “Para isso, precisamos dos nossos parceiros e temos dialogado muito fortemente com o Conselho Nacional de Justiça, porque entendemos que a experiência que o Judiciário tem no Brasil com a justiça restaurativa tem potencial de ser adaptada à luz das pedagogias para as escolas. Estamos nos movimentando para que a escola não esteja só em seu território, e para que a gente consiga de fato elencar as estratégias pedagógicas e intersetoriais da agenda de enfrentamento da violência nas escolas”, disse.

Com participação presencial estimada de 300 educadores, a Semana Nacional de Práticas Restaurativas consolida o compromisso do Ministério da Educação com uma educação que protege, acolhe e transforma — fortalecendo o diálogo, o pertencimento e a corresponsabilidade nas escolas brasileiras.

Participantes – Além da representante do MEC, a mesa de abertura teve a presença de profissionais da Universidade Federal de Sergipe; do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME); do Tribunal de Justiça de Sergipe; e do Ministério Público Estadual, reafirmando o compromisso intersetorial pela proteção e convivência democrática no ambiente escolar.

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Escola que Protege – O Programa Escola que Protege tem como objetivo fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas. Ele visa promover a formação continuada de profissionais da educação e fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema.

Criado com a Lei nº 14.643/2023, regulamentada pelo Decreto nº 12.006/2024, o programa é a principal iniciativa do MEC na operacionalização do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave).

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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