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Painel do MEC mostra dados de conectividade de 138 mil escolas públicas

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Painel de Monitoramento da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), do Ministério da Educação (MEC), reúne dados sobre as condições de conectividade das escolas públicas de educação básica em todo o país. Na atualização de julho de 2026, 108.658 escolas estão conectadas dentro dos parâmetros adequados, classificadas nos níveis 4 e 5 do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o que corresponde a 78,7% das 138.086 escolas monitoradas. 

O painel permite consultar não apenas a situação de conectividade geral das escolas, mas também os dados referentes a cada um dos desafios que compõem o diagnóstico de conectividade, sendo eles o acesso à energia elétrica adequada; o serviço de conexão à internet em velocidade adequada para uso pedagógico; e a cobertura de Wi-Fi. 

Dados de julho mostram que quase a totalidade das escolas monitoradas no país conta com condições adequadas de energia elétrica. São 136.602 instituições, o equivalente a 98,9% do total. O levantamento também aponta avanços na conectividade: 79,7% das escolas têm velocidade de internet considerada adequada, enquanto 80,7% já contam com cobertura de rede Wi-Fi dentro dos parâmetros estabelecidos. 

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As informações apresentadas no painel são resultado do monitoramento realizado pelo MEC no contexto da Enec. A coleta reúne dados de diferentes fontes e permite acompanhar aspectos relacionados à infraestrutura e às condições de acesso à internet nas escolas públicas. 

Entre abril e maio de 2026, o MEC realizou uma nova rodada de monitoramento junto às redes de ensino e às escolas por meio do Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (Simec) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Interativo, respectivamente. Secretarias de educação e escolas de todo o país responderam a questionários com informações sobre suas condições de conectividade. 

Entre os dados coletados estão a velocidade de internet contratada e a existência de rede Wi-Fi nas instituições. Essas informações são incorporadas ao painel, de acordo com a metodologia descrita na Nota Técnica do Indicador Escolas Conectadas (Inec), e passam a integrar o conjunto de evidências utilizado no acompanhamento da conectividade escolar e na composição do indicador.  
 
Como funciona o Indicador Escolas Conectadas 

Inec é o instrumento oficial utilizado no âmbito da Enec para aferir o grau de conectividade das escolas públicas de educação básica. A metodologia organiza as instituições em seis níveis, definidos a partir da análise conjunta das condições de energia elétrica, velocidade da internet e cobertura de rede Wi-Fi. Confira na imagem: 

velocidade da internet e cobertura de rede Wi-Fi
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Os níveis representam diferentes situações de conectividade, considerando desde condições que não atendem aos parâmetros estabelecidos até aquelas em que a infraestrutura apresenta características adequadas para o uso educacional da internet. 

As escolas classificadas nos níveis 4 e 5 são consideradas dentro dos parâmetros adequados de conectividade. Por isso, o percentual de 78,7% apresentado no painel corresponde às escolas que, a partir da análise conjunta das dimensões avaliadas, estão nesses dois níveis. 

O indicador permite, assim, observar a conectividade escolar a partir de diferentes componentes da infraestrutura. O painel reúne essas informações em um mesmo espaço, possibilitando consultar tanto a classificação das escolas quanto os dados relacionados a cada uma das dimensões consideradas na análise. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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