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Último fim de semana do Freedom 250 em Brasília terá três dias de concertos gratuitos

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Foto: Pianista Virginia Hogan

Programação celebra os 250 anos da Independência dos Estados Unidos e o intercâmbio cultural com o Brasil

A Casa Thomas Jefferson promove, entre os dias 2 e 4 de julho, o último fim de semana da programação do Freedom 250 em Brasília, iniciativa internacional que celebra os 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Com três apresentações gratuitas, a agenda destaca a música como instrumento de intercâmbio cultural e reforça os laços entre Brasil e Estados Unidos por meio de artistas e repertórios de destaque da tradição norte-americana.

A programação começa na quinta-feira, 2 de julho, com um concerto da Orquestra Sinfônica de Brasília, realizado em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional Claudio Santoro. Sob a regência do maestro norte-americano Jeffrey Sean Dokken, a apresentação reúne obras de Aaron Copland, Samuel Barber, Florence Price, George Gershwin e John Philip Sousa. O concerto contará ainda com a participação do violinista brasiliense Ayrton Pisco e dos pianistas Virginia Hogan e Boaz Sharon.

Foto: Pianista Boaz Sharon

Na sexta-feira, 3 de julho, às 19h, o pianista norte-americano Boaz Sharon se apresenta no CTJ Hall, na unidade da Casa Thomas Jefferson da 706/906 Sul, dentro do projeto Sextas Musicais. Professor da Universidade de Boston e artista Steinway de carreira internacional, Sharon interpretará obras de George Gershwin, Leonard Bernstein e Sergei Prokofiev, em um recital que celebra a excelência da tradição pianística norte-americana e sua contribuição para a formação musical em diferentes partes do mundo.

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Encerrando a programação, no sábado, 4 de julho, data em que os Estados Unidos celebram o Independence Day, a Big Band da Orquestra Candanga da Universidade de Brasília (UnB) fará uma apresentação especial na unidade da Casa Thomas Jefferson da Asa Norte. O concerto marca o encerramento das comemorações do Freedom 250 em Brasília, celebrando a diversidade e a riqueza da música norte-americana em uma apresentação aberta ao público.

As três apresentações são gratuitas e integram a programação do Freedom 250, iniciativa que comemora os 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos e destaca o legado da cultura, da educação e das artes norte-americanas, promovendo o diálogo cultural e a aproximação entre os dois países.

SERVIÇO:
QUINTA: Concerto americano – Freedom 250
Data:  02 de julho de 2026 (quinta-feira)
Hora: 19h
Onde: Teatro Nacional Claudio Santoro, Sala Martins Penna
Quanto: Entrada gratuita
* Com transmissão ao vivo pelo canal do youtube da Casa Thomas Jefferson.

SEXTA: Sextas Musicais com pianista Boz Sharon
Data:  03 de julho de 2026 (sexta-feira)
Hora: 19h
Onde: CTJ Hall – Casa Thomas Jefferson – Casa Thomas Jefferson Asa Sul, 706/906 Sul
Quanto: Entrada gratuita
* Espetáculo apenas presencial, SEM transmissão ao vivo pelo canal oficial da Casa Thomas Jefferson no YouTube

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SÁBADO: BIG BAND-Orquestra Candanga da UnB
Data:  04 de julho de 2026 (sábado)
Hora: 11h30
Onde: Casa Thomas Jefferson Asa Norte – Setor de Grandes Áreas Norte 606
Quanto: Entrada gratuita
* Espetáculo apenas presencial, SEM transmissão ao vivo pelo canal oficial da Casa Thomas Jefferson no YouTube

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BRASIL

Fragilidade masculina: livro rompe com mito do homem “forte” e emocionalmente inabalável

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Com uma narrativa que vai do suspense à crítica social, em “O Cidadão Incomum 3” escritor e quadrinista Pedro Ivo levanta questionamentos sobre desigualdade, poder, masculinidade e colapso social

Uma onda de calor extrema toma a capital paulista enquanto uma sequência de mortes misteriosas começa se espalha pela cidade. Todas as vítimas foram mortas sob o mesmo modus operandi: carbonizadas em ambientes fechados, sem sinais aparentes de incêndio no restante do local. Em meio ao caos social e político de um Brasil cada vez mais dividido, o super-herói Caliel tenta descobrir a origem dos próprios poderes ao mesmo tempo em que se torna alvo de conspirações, perseguições e da crescente desconfiança pública em torno de sua figura.

É diante desse cenário que o leitor é apresentado ao enredo de O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte. Publicada pela Editora Conrad, a obra encerra a trilogia de origem do protagonista Caliel ao combinar suspense investigativo, ficção científica, horror psicológico e crítica social em uma narrativa ambientada no Brasil contemporâneo. Ao longo da série, o escritor, quadrinista e roteirista Pedro Ivo transforma o universo dos super-heróis em uma reflexão sobre amadurecimento, responsabilidade e pertencimento.

Longe de ser um vigilante sem problemas ou defeitos, o personagem é descrito como um homem emocionalmente instável, marcado por crises de ansiedade, culpa e pelas consequências dos próprios atos. Ao descobrir que será pai, passa a lidar com responsabilidades familiares que parecem ainda mais assustadoras do que os perigos que enfrenta nas ruas. Enquanto tenta proteger Lígia, companheira que vive uma gravidez de risco, ele se questiona até onde alguém consegue permanecer humano quando se torna símbolo, ameaça e alvo ao mesmo tempo.

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Seus poderes, ao contrário da narrativa super-heroica comum, potencializam seus problemas
pessoais para muito além dos clássicos dilemas de responsabilidade do gênero. Ele talvez
goste de brincar de super-herói, mas não quer salvar o mundo. Quer o que nós queremos.
Uma vida boa. Minimamente previsível. Útil. Relevante, se possível.
(O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte, p. 8)

 

Conforme se aprofunda nas conspirações que cercam sua existência, Caliel mergulha em uma trama que atravessa diferentes períodos da história brasileira. Entre laboratórios clandestinos, interesses corporativos e segredos ligados à Amazônia, a narrativa conecta acontecimentos do presente ao passado político do país, em momentos que remontam à ditadura militar, ao passar por temas como exploração territorial, violência estrutural e o uso da ciência como ferramenta de poder.

Com experiência em literatura, quadrinhos e roteiro, o autor conduz a história em ritmo cinematográfico, revelando os mistérios da trama aos poucos e equilibrando ação, tensão psicológica e crítica social sem abrir mão da fluidez. Sua escrita aposta menos na idealização clássica dos super-heróis e mais na dimensão humana dos personagens, trazendo dilemas emocionais, crises de identidade e os impactos reais do poder sobre a vida cotidiana. Com ilustrações próprias e elementos metalinguísticos (como a peça teatral escrita por Caliel ao longo da trama), Pedro Ivo amplia as reflexões sobre identidade, pertencimento e a relação entre ficção e realidade, reforçando o caráter visual, autoral e artístico do projeto.

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Além dos aspectos políticos e investigativos, O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte amplia o universo da série ao apresentar personagens que rompem com os modelos tradicionais do gênero, como Tito, reconhecido como o primeiro super-herói trans brasileiro. Entre paranoia coletiva, relações fragilizadas e disputas de poder, o escritor transforma o heroísmo em uma lente para observar o Brasil contemporâneo e discutir questões ligadas à masculinidade, desigualdade social e pertencimento.

 

Ficha técnica:
Título:  O Cidadão Incomum 3
Subtítulo: Experiência de Quase Morte
Editora: Conrad
ISBN: 978-6558034841
Autor: Pedro Ivo
Edição: 1ªed., 2026
Páginas: 448
Preço: R$ 99,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Pedro Ivo é escritor, quadrinista e roteirista, criador da série literária Cidadão Incomum, universo de livros e quadrinhos que está em adaptação para o cinema pela O2 Filmes. Suas histórias combinam ficção científica, crítica social e elementos sobrenaturais para abordar temas como identidade, desigualdade e ética no Brasil contemporâneo. Também é coautor de Entre Mundos, obra de terror e sci-fi ambientada na periferia de São Paulo, cujos direitos de adaptação foram adquiridos pela Intro Pictures. Além da literatura e dos quadrinhos, desenvolve projetos narrativos que conectam audiovisual, games e novas tecnologias.

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