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Amigos lamentam morte do vocalista Neto Araújo, da Banda Collo de Menina: ‘Luto’

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A morte de do cantor Neto Araújo, aos 42 anos, comoveu fãs e colegas de trabalho nesta quinta-feira (2). Após a notícia, os integrantes da banda Collo de Menina, Roberta Felina e Matheus Leitte, usaram as redes sociais para prestar homenagens ao vocalista. Neto morreu em Pendências, no Oeste do Rio Grande do Norte, mesma cidade onde nasceu. Ele faleceu em casa, após sofrer um infarto.

Roberta compartilhou um vídeo ao lado do cantor e lamentou a perda do amigo, enquanto Matheus disse estar “sem chão” com a morte repentina e desejou conforto à família de Neto. As mensagens emocionaram os seguidores da banda.

O perfil oficial da Collo de Menina também publicou uma nota de pesar, destacando a importância de Neto para a história do grupo e prestando solidariedade aos familiares, amigos e fãs. O cantor havia assumido os vocais da banda em novembro do ano passado, após deixar a banda Cavaleiros do Forró.

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Fonte: TOP FAMOSOS

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Luísa Sonza emociona ao falar dos pais e especialista explica por que essa dor pode acompanhar a vida toda

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Ao se emocionar ao falar da separação e da relação conturbada entre os pais, a cantora expôs uma dor comum, mas pouco discutida. A neurocientista e analista emocional, Telma Abrahão, explica por que o cérebro não deixa de registrar os impactos das rupturas familiares, mesmo anos depois

 

O choro de Luísa Sonza ao comentar o relacionamento difícil entre os pais durante sua participação em um podcast chamou atenção por revelar um tipo de sofrimento silencioso que acompanha muitas pessoas até a vida adulta. Embora tenha deixado claro que o conflito não diz respeito diretamente a ela, a cantora admitiu que a situação “machuca muito” e que tem sido um momento delicado para toda a família.

Para a neurocientista e analista emocional especialista em traumas, Telma Abrahão, esse tipo de reação é mais comum do que parece. Segundo ela, o cérebro não interpreta apenas aquilo que acontece com a própria pessoa, mas também registra a dor de quem faz parte do seu vínculo afetivo. “Quando existe um conflito entre pai e mãe, o cérebro do filho dificilmente consegue permanecer neutro. Ainda que seja um adulto e tenha construído sua própria vida, existe uma memória emocional que continua conectada ao sistema familiar. O sofrimento não está apenas no fato de assistir a uma briga, mas na sensação inconsciente de que uma parte da própria história está em desequilíbrio”.

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A especialista explica que a infância molda a forma como o cérebro interpreta segurança, pertencimento e proteção. Por isso, mesmo quando uma separação acontece anos depois ou já foi aparentemente elaborada, novos episódios de tensão podem reativar emoções antigas. “Os vínculos familiares ficam registrados em regiões cerebrais relacionadas à sobrevivência emocional. Quando uma pessoa presencia novamente um conflito importante entre aqueles que representam suas referências afetivas, o cérebro pode reagir como se precisasse proteger esse vínculo outra vez. Muitas pessoas não entendem por que choram tanto nessas situações, mas o corpo está acessando memórias emocionais, não apenas lembranças conscientes”.

Segundo Telma, outro aspecto frequente é a culpa silenciosa que muitos filhos carregam, mesmo sem perceber. “É muito comum que filhos, mesmo adultos, sintam a necessidade de consertar relações que não pertencem a eles. Existe uma tendência de assumir responsabilidades emocionais que nunca deveriam ter sido suas. Isso gera ansiedade, exaustão e um sentimento constante de impotência, porque ninguém consegue resolver conflitos que pertencem ao casal”.

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Para a neurocientista, manifestações públicas como a de Luísa Sonza ajudam a romper a ideia de que apenas crianças sofrem com separações ou desentendimentos familiares. “A maturidade não apaga a necessidade humana de sentir que sua base emocional está em paz. Crescer não significa deixar de ser afetado pelas pessoas que construíram a nossa história. Quando alguém consegue reconhecer essa dor sem mascará-la, abre espaço para compreender que acolher as próprias emoções também faz parte do processo de cura”.

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