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Adidância Militar do Egito celebra o 52º Aniversário da vitória

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O 6 de outubro é uma data importante   no calendário egípcio, marcando o aniversário da Gloriosa Vitória de Outubro de 1973. A celebração do seu 52º aniversário não é apenas um ato de memória histórica, mas uma reafirmação contínua do orgulho nacional, da dignidade recuperada e da grandeza das Forças Armadas egípcias.

 

O discurso proferido pelo adido de defesa do Egito Ahmed Salah em Brasília, reflete   a mensagem unificada da nação, destaca o profundo significado desta vitória.

Em 1973, sob a liderança do falecido Presidente Mohamed Anwar El-Sadat, as Forças Armadas egípcias não só conseguiram o feito militar de atravessar o Canal de Suez e romper a Linha Bar-Lev, como também restauraram a confiança do povo e a soberania sobre o seu território.

 

Este evento não é apenas um capítulo na história militar, mas um símbolo da capacidade do povo egípcio de superar o impossível.

 

A Lição da Geração de Outubro

 

A homenagem à “Geração de Outubro” e aos mártires justos é central na celebração. A sua coragem e determinação, que permitiram a recuperação da terra e da dignidade, continuam a ser um farol para as Forças Armadas atuais.

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É a partir deste legado que os militares egípcios de hoje tiram a sua força para enfrentar os desafios contemporâneos.

 

Segurança e  Estabilidade Regional

 

Em um cenário regional complexo, o papel das Forças Armadas estende-se da defesa territorial ao combate implacável ao terrorismo. A coesão inabalável entre o povo egípcio e os seus militares é apresentada como o pilar da segurança nacional. O Egito mantém-se “vigilante e capaz”, pronto para proteger os seus interesses e traçar “linhas vermelhas” claras contra qualquer ameaça.

 

No entanto, o Egito vitorioso de 1973 é também o Egito que “sempre procura alcançar a paz”. O país rejeita a busca por conflitos e ambições ilegítimas, preferindo construir “pontes de cooperação” como base sólida para o desenvolvimento.

 

O Egito do Amanhã:

 

Desenvolvimento e Liderança

O discurso faz uma ponte entre a vitória do passado e o “enorme transformação” do presente. O Egito tem investido em projetos económicos massivos, visando restaurar a sua posição de liderança na região, sempre em parceria com países irmãos e amigos. Este desenvolvimento é visto como uma manifestação da mesma determinação que levou à vitória militar.

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O enfoque na cooperação internacional é um tema chave. Os desafios de segurança no Médio Oriente exigem uma ação responsável, com o objetivo de restaurar a estabilidade regional e garantir a segurança de forma abrangente. É crucial, contudo, que esta cooperação se baseie no respeito mútuo e na rejeição da “interferência nos assuntos internos” de outros estados.

A celebração do 52º aniversário da Vitória de Outubro acontece em vários países  do mundo e em Brasíliaa recepção   contou com  cerca de 250 convidados no dia 08 de outubro, com a presença de militares brasileiros e adidos estrangeiros acreditados no Brasil, portanto, mais do que uma comemoração militar é uma declaração de princípios: a lembrança de que a força e a dignidade vêm da unidade, do sacrifício e de uma visão clara para o futuro, onde a segurança e o desenvolvimento

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Observadores internacionais destacam organização e participação nas eleições do primeiro Kurultai do Cazaquistão

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Representantes de organizações internacionais relataram participação ativa dos eleitores, treinamento das comissões e condições adequadas para o acompanhamento da votação

ASTANA — Observadores internacionais que acompanharam as eleições para o primeiro Kurultai do Cazaquistão apresentaram uma avaliação predominantemente positiva do processo eleitoral realizado neste domingo (23). Durante briefing realizado em Astana nesta segunda-feira (24), representantes de diferentes missões destacaram a organização das seções eleitorais, o treinamento dos integrantes das comissões e as condições oferecidas para o acompanhamento da votação.

A eleição de 23 de agosto marcou uma nova etapa da reforma política do Cazaquistão. Realizado sob a nova Constituição, aprovada em referendo nacional em março de 2026, o pleito definiu os integrantes do novo Legislativo unicameral do país, o Kurultai, que será composto por 145 deputados.

Entre os representantes internacionais que participaram das avaliações estava T. R. Midhun, vice-secretário-geral da Organização para Cooperação de Xangai (SCO) e chefe da missão de observação da entidade no Cazaquistão.

Antes da votação, Midhun havia afirmado que a missão tinha como objetivo acompanhar todas as etapas do processo eleitoral e produzir uma avaliação objetiva, baseada na observação direta e em informações verificáveis. A equipe da SCO iniciou seus trabalhos no país em 19 de agosto e acompanhou os preparativos para as eleições, incluindo reuniões com autoridades eleitorais e a organização das equipes de observadores.

Durante a avaliação apresentada nesta segunda-feira, Midhun destacou a preparação das seções eleitorais e a participação dos cidadãos. Segundo ele, os observadores visitaram diferentes locais de votação e acompanharam os procedimentos desde a abertura das urnas. A missão ressaltou ainda que seus integrantes tiveram liberdade para definir os locais que seriam visitados durante o acompanhamento do pleito.

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A preparação das comissões eleitorais também esteve entre os aspectos destacados. Os relatos mencionaram a realização de treinamentos padronizados e a atuação profissional das equipes responsáveis pela condução da votação, além das condições disponibilizadas para o trabalho dos representantes internacionais.

Outro ponto ressaltado foi a interação com os eleitores. De acordo com os observadores, iniciativas de informação e diálogo contribuíram para ampliar o conhecimento dos cidadãos sobre os procedimentos eleitorais e favorecer o exercício consciente do direito ao voto.

A participação de organizações da sociedade também foi mencionada durante o briefing. Segundo os relatos, diferentes grupos e entidades estiveram envolvidos no acompanhamento das eleições, ampliando a presença da sociedade no monitoramento do processo.

Entre as participantes estava Alena Bulgakova, presidente da Comissão de Controle Público e Trabalho com Apelações dos Cidadãos da Câmara Pública da Federação Russa. Com formação jurídica, Bulgakova atua há anos em iniciativas de observação e acompanhamento eleitoral e já integrou missões internacionais de monitoramento em diferentes países.

Também participou da missão Makhfirat Khidirzoda, integrante da Comissão Central de Eleições e Referendos do Tajiquistão. Ela possui experiência em iniciativas relacionadas à modernização e à transparência dos processos eleitorais e participa de missões internacionais de observação da SCO.

De acordo com as avaliações apresentadas, não foram relatadas ocorrências que comprometessem a organização geral da votação. Os observadores voltaram a destacar a disponibilidade de informações aos eleitores, a preparação dos integrantes das comissões e as condições oferecidas às missões internacionais durante o acompanhamento do processo.

A dimensão internacional da observação foi significativa. Segundo dados divulgados durante o processo eleitoral, 777 observadores estrangeiros, provenientes de 42 países e 13 organizações internacionais, foram credenciados para acompanhar a votação em todo o território do Cazaquistão.

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A cobertura internacional do processo eleitoral também contou com a participação da imprensa brasileira. A jornalista Fabiana Ceyhan, com atuação no meio diplomático e internacional em Brasília e à frente do portal Mundo Diplomático, acompanhou a agenda relacionada às eleições no Cazaquistão.

Foi a partir de convite de Fabiana Ceyhan que Gabriel Scórsin, do Radar Digital Brasília, passou a integrar a cobertura diretamente do Cazaquistão, em uma parceria entre o Mundo Diplomático e o Radar Digital Brasília. A participação permitiu acompanhar, em Astana, diferentes etapas e agendas relacionadas ao processo eleitoral, levando ao público brasileiro informações produzidas diretamente do país sobre este momento de transformação institucional.

A missão da SCO informou que seu relatório final será apresentado após a conclusão de todos os procedimentos eleitorais previstos pela legislação cazaque. Antes da votação, a organização já havia ressaltado que seus representantes atuariam de forma imparcial, independente e objetiva, respeitando a legislação nacional e o princípio da não interferência nos assuntos internos do país.

Ao final do encontro, representantes das missões parabenizaram o povo do Cazaquistão pela realização do processo eleitoral e destacaram a importância da participação dos cidadãos neste novo momento institucional do país.

A avaliação internacional ocorre em um momento de transformação da estrutura política cazaque. A eleição do primeiro Kurultai representa, na prática, a implementação de uma das principais mudanças estabelecidas pela reforma constitucional de 2026: a substituição do antigo Parlamento bicameral por um Legislativo de câmara única, inaugurando uma nova configuração institucional no Cazaquistão.

 

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