BRASÍLIA

João Costa

Especialista analisa debate sobre apostas online

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Advogada defende que debate seja conduzido com base em dados, regulação e políticas de prevenção ao endividamento

A discussão sobre a possível proibição das apostas e jogos online voltou ao centro do debate público após o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 8 de março, durante evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, quando o endividamento da população foi citado como justificativa para uma eventual proibição da atividade.

Para a diretora-executiva do LabSul e advogada Letícia Ferraz, a pauta exige uma análise mais ampla e baseada em evidências. “O tema merece atenção e sensibilidade, no entanto decisões dessa magnitude precisam ser tomadas com base em evidências, dados e análise regulatória cuidadosa. Proibir pode parecer uma solução simples, mas gera consequências ainda mais graves para a sociedade”.

No Brasil, as apostas de quota fixa, que incluem apostas esportivas e jogos online, foram autorizadas pela Lei nº 13.756/2018 e estruturadas posteriormente pela Lei nº 14.790/2023, após amplo debate legislativo e participação de especialistas, sociedade civil e órgãos públicos. O resultado foi a criação de um marco regulatório que prevê autorização estatal, fiscalização permanente e regras de governança, integridade e proteção ao consumidor.

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De acordo com Letícia Ferraz, a legislação prevê salvaguardas voltadas à proteção dos usuários. “Entre essas salvaguardas estão mecanismos concretos de proteção aos apostadores. A legislação exige verificação etária, inclusive com reconhecimento facial, para impedir o acesso de crianças, além de ferramentas de autocontrole como limites de aposta, alertas de uso, pausas obrigatórias e sistemas de autoexclusão.”

Ela também destaca que as empresas têm o dever de informar os riscos da atividade. “As empresas também têm o dever de informar de forma clara os riscos de dependência, transtornos patológicos e perda de valores, orientando os usuários sobre sinais de alerta para que possam exercer autovigilância.”

Dados do relatório Panorama Semestral do Mercado Regulamentado de Apostas de Quota Fixa, do Ministério da Fazenda, indicam que em 2025 a atividade movimentou aproximadamente R$ 37 bilhões em receita bruta de jogos, com mais de R$ 9,9 bilhões em impostos destinados diretamente a áreas como saúde, educação, esporte e segurança pública.

Apesar das preocupações com o impacto social do jogo, a especialista afirma que ainda não há evidências científicas que comprovem que a proibição seja a solução para o problema do endividamento.

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“Reconhecer a existência de riscos não significa ignorar a complexidade do fenômeno. Pelo contrário, exige aprofundar pesquisas, fortalecer políticas de prevenção e ampliar a assistência às pessoas afetadas”, afirma.

Outro ponto destacado por Letícia Ferraz é a presença do mercado ilegal no país. Estudos indicam que entre 41% e 51% das apostas no Brasil ainda ocorrem em ambientes clandestinos.

Segundo ela, “a proibição do mercado regulado não elimina o jogo, ele apenas empurra os usuários para esses ambientes sem qualquer controle do Estado”.

A especialista também chama atenção para diferenças entre o mercado regulado e o ilegal. “Importante salientar que no mercado regulado há proibição do depósito por meio de pagamento com cartão de crédito, enquanto no ilegal, essa possibilidade existe o que significa um potencial de endividamento maior.”

Para Letícia Ferraz, o desafio está em fortalecer a fiscalização e combater operadores ilegais. “Proteger a população exige informação, prevenção, pesquisa e políticas públicas eficazes. O Brasil, em vez de retroceder, precisa avançar na construção de um ambiente regulado que combine proteção social, responsabilidade econômica e garantia de direitos fundamentais.”

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João Costa

Podcast, empreendedorismo e inclusão: a trajetória de Claudio Gonçalves inspira empresários no Brasil  

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Administrador de empresas e fundador do Espaço da Audição, Claudio Gonçalves afirma que capacitação, inteligência emocional e acesso ao conhecimento são pilares para gerar oportunidades, fortalecer pequenos negócios e promover transformação social no Brasil

 

O empresário Claudio Gonçalves, fundador do Espaço da Audição e idealizador do podcast Arte de Vencer, defende a educação empreendedora como uma das principais ferramentas de transformação social no Brasil. Com atuação no mercado de aparelhos auditivos desde 1998, ele acredita que o acesso ao conhecimento pode ampliar oportunidades, fortalecer comunidades e gerar crescimento econômico sustentável.

Segundo Claudio, a desigualdade social não está relacionada apenas à renda, mas também à falta de acesso à informação, direcionamento e desenvolvimento de habilidades práticas. Para ele, o empreendedorismo responsável vai além da abertura de empresas e está diretamente ligado à autonomia, à capacidade de resolver problemas e à geração de valor para outras pessoas.

“Comecei como estagiário e, em menos de oito anos, me tornei diretor comercial em uma das maiores multinacionais do ramo auditivo. Essa experiência me proporcionou contato com novos e modernos modelos de gestão, ampliando minha visão sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento aplicados aos negócios”, relembra.

Com MBA em Inteligência Artificial voltada ao futuro do empreendedorismo e à transformação digital dos pequenos negócios, Claudio também acompanha de perto as mudanças no varejo e a utilização da IA como aliada estratégica na gestão empresarial.

Nesse contexto, ele afirma possuir ampla experiência prática para discutir crescimento profissional, inovação e desenvolvimento humano, principalmente por meio do podcast Arte de Vencer, projeto criado para compartilhar experiências reais de empresários e profissionais de diferentes áreas.

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“A educação empreendedora muda a forma como a pessoa enxerga possibilidades. Quando alguém aprende sobre vendas, gestão financeira, comunicação, marketing e tecnologia, passa a criar oportunidades para si e para a comunidade ao redor”, afirma.

Ao longo de sua trajetória no setor de saúde auditiva, Claudio observou que muitos profissionais tecnicamente qualificados enfrentavam dificuldades de crescimento por não dominarem áreas como gestão, posicionamento e vendas. A partir dessa percepção, passou a investir em treinamentos, suporte estratégico e iniciativas voltadas à capacitação contínua.

O empresário destaca que, em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, aprender constantemente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade para a sobrevivência dos pequenos negócios.

“O empresário que para de aprender começa a ficar para trás muito rapidamente. Hoje, tecnologia, inteligência artificial e comportamento do consumidor mudam o tempo inteiro”, pontua.

Além da formação técnica, Claudio chama atenção para a importância das habilidades socioemocionais no empreendedorismo moderno. Resiliência, inteligência emocional, liderança, criatividade, disciplina e comunicação humana estão entre as competências consideradas essenciais para profissionais e empresários que desejam crescer de forma sustentável.

Nesse cenário, o podcast Arte de Vencer surgiu como uma plataforma de democratização do conhecimento e compartilhamento de experiências sobre empreendedorismo, superação e desenvolvimento humano. O projeto reúne empresários, líderes e especialistas para discutir desafios, aprendizados e estratégias de crescimento.

“O objetivo sempre foi mostrar os bastidores das trajetórias de sucesso. Muitas pessoas enxergam apenas o resultado final, mas não conhecem as dificuldades, os erros e os obstáculos enfrentados ao longo do caminho”, explica.

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Para Claudio Gonçalves, iniciativas voltadas à formação empreendedora podem gerar impacto social direto ao fortalecer autoestima, ampliar perspectivas e estimular o desenvolvimento econômico local. Ele também defende maior aproximação entre escolas, universidades e a realidade prática do mercado. Saiba mais sobre o empresário através do Instagram: @jclaudiogon

“Muitos jovens saem preparados tecnicamente, mas sem desenvolver habilidades fundamentais como liderança, negociação, inteligência emocional e resolução de problemas. O empreendedorismo com propósito nasce justamente da capacidade de gerar valor real para as pessoas”, conclui.

“À frente do Espaço da Audição, Claudio lidera projetos de modernização do mercado auditivo brasileiro, integrando tecnologia, capacitação profissional, experiência do cliente e inovação em modelos de negócios.”

 

Sobre

Claudio Gonçalves é administrador de empresas, com pós-graduação em Marketing, Controladoria e MBA em Inteligência Artificial. Fundador do Espaço da Audição, ele lidera uma proposta inovadora e disruptiva no segmento de aparelhos auditivos, buscando transformar um mercado que, segundo ele, manteve o mesmo modelo de atendimento e comercialização desde 1998. Embora os produtos tenham evoluído tecnologicamente, Claudio destaca que a forma de trabalhar permaneceu tradicional, e o Espaço da Audição surge justamente para modernizar a experiência do consumidor com foco em tecnologia, inovação e atendimento humanizado.

Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como pioneiro no setor, liderando iniciativas voltadas à ampliação do acesso a tecnologias auditivas e à promoção da qualidade de vida de pessoas com perda auditiva. Também é idealizador do podcast Arte de Vencer, dedicado a compartilhar histórias de superação, liderança, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal.

 

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