BRASÍLIA

João Costa

Médicos nas redes sociais: postagens que podem gerar processos e punições

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Advogada especialista em Direito Médico explica os riscos jurídicos de “antes e depois”, depoimentos de pacientes e publicidade inadequada

 

A presença de médicos nas redes sociais cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Plataformas como Instagram e TikTok se tornaram canais relevantes para difusão de informação em saúde, educação médica continuada e esclarecimento de dúvidas da população. No entanto, o que muitos profissionais ainda desconhecem é que determinadas postagens podem gerar processos judiciais, sanções éticas e penalidades administrativas.

Segundo a advogada Dra. Gabrielle Brandão, especialista em Direito Médico, o principal risco está na falta de compreensão dos limites legais e éticos da publicidade médica.
“As redes sociais não são uma zona livre de regras. O médico continua integralmente sujeito ao Código de Ética Médica, às resoluções do Conselho Federal de Medicina e à legislação civil e consumerista”, explica.

Antes e depois: um dos maiores focos de risco

Um dos conteúdos que mais geram dúvidas, e autuações, é a publicação de imagens de “antes e depois”. Apesar de ajustes recentes nas normas do CFM, esse tipo de postagem permanece juridicamente sensível.

“O risco não está apenas na imagem em si, mas no conjunto da comunicação. Quando a postagem sugere promessa de resultado, comparação estética, sucesso garantido ou vantagem competitiva, o potencial de infração ética e judicial é elevado”, alerta Dra. Gabrielle.

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A advogada ressalta que nem mesmo a autorização do paciente afasta automaticamente o problema.
“O consentimento não autoriza tudo. Ainda que exista autorização formal, o paciente não pode ser identificado direta ou indiretamente, e a publicação não pode ter caráter promocional, mercantil ou sensacionalista. A autorização, por si só, não impede a configuração de infração ética ou responsabilidade civil”, reforça.

Depoimentos de pacientes também exigem cautela

Outro ponto comum nas redes sociais é o uso de depoimentos de pacientes satisfeitos. Embora pareçam naturais, esses conteúdos também geram riscos jurídicos.

“Depoimentos funcionam como publicidade e podem induzir outros pacientes a acreditar que terão o mesmo resultado, o que pode caracterizar propaganda enganosa e criação de expectativa irreal”, explica.

Além disso, mesmo com autorização expressa, não é permitido identificar o paciente, nem direta nem indiretamente, e o conteúdo não pode ser explorado com finalidade comercial.
“Sem esses cuidados, o médico pode responder por violação de imagem, quebra de sigilo profissional e indenização por danos morais”, destaca.

 

Publicidade médica x conteúdo educacional

Para Dra. Gabrielle, uma das estratégias mais seguras para o médico nas redes sociais é reposicionar o conteúdo para o campo educacional, falando de forma técnica, científica e institucional.

“Uma grande dica é produzir conteúdo como se o médico estivesse falando com outros médicos ou profissionais da saúde. Esse formato educacional, informativo e técnico afasta o caráter mercantil e reduz significativamente o risco de enquadramento como publicidade irregular”, orienta.

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Quando o foco está em educação, prevenção, atualização científica e orientação geral, sem autopromoção, promessas ou comparação de resultados, a comunicação se torna juridicamente mais segura.

 

Multas, processos e punições éticas

As consequências de uma postagem inadequada vão além da exclusão do conteúdo. O médico pode ser denunciado ao Conselho Regional de Medicina, responder a processo ético-profissional, sofrer advertências, multas, suspensão do exercício profissional e, em paralelo, enfrentar ações judiciais.

“No ambiente digital, a prova já nasce pronta. Prints, vídeos e registros tornam a reversão do dano muito mais difícil”, afirma a advogada.

Ela ressalta que, mesmo sem intenção de enganar, a forma da comunicação pode ser interpretada de maneira negativa pelos pacientes ou pelos órgãos fiscalizadores.

 

Informação é proteção

Para a especialista, o uso responsável das redes sociais passa, necessariamente, pela informação e pela prevenção jurídica.

“O médico pode e deve usar as redes sociais, desde que com responsabilidade, foco educativo e respeito às normas éticas. Uma comunicação bem estruturada protege a carreira, o patrimônio e a reputação profissional”, conclui Dra. Gabrielle Brandão.

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João Costa

Podcast, empreendedorismo e inclusão: a trajetória de Claudio Gonçalves inspira empresários no Brasil  

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Administrador de empresas e fundador do Espaço da Audição, Claudio Gonçalves afirma que capacitação, inteligência emocional e acesso ao conhecimento são pilares para gerar oportunidades, fortalecer pequenos negócios e promover transformação social no Brasil

 

O empresário Claudio Gonçalves, fundador do Espaço da Audição e idealizador do podcast Arte de Vencer, defende a educação empreendedora como uma das principais ferramentas de transformação social no Brasil. Com atuação no mercado de aparelhos auditivos desde 1998, ele acredita que o acesso ao conhecimento pode ampliar oportunidades, fortalecer comunidades e gerar crescimento econômico sustentável.

Segundo Claudio, a desigualdade social não está relacionada apenas à renda, mas também à falta de acesso à informação, direcionamento e desenvolvimento de habilidades práticas. Para ele, o empreendedorismo responsável vai além da abertura de empresas e está diretamente ligado à autonomia, à capacidade de resolver problemas e à geração de valor para outras pessoas.

“Comecei como estagiário e, em menos de oito anos, me tornei diretor comercial em uma das maiores multinacionais do ramo auditivo. Essa experiência me proporcionou contato com novos e modernos modelos de gestão, ampliando minha visão sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento aplicados aos negócios”, relembra.

Com MBA em Inteligência Artificial voltada ao futuro do empreendedorismo e à transformação digital dos pequenos negócios, Claudio também acompanha de perto as mudanças no varejo e a utilização da IA como aliada estratégica na gestão empresarial.

Nesse contexto, ele afirma possuir ampla experiência prática para discutir crescimento profissional, inovação e desenvolvimento humano, principalmente por meio do podcast Arte de Vencer, projeto criado para compartilhar experiências reais de empresários e profissionais de diferentes áreas.

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“A educação empreendedora muda a forma como a pessoa enxerga possibilidades. Quando alguém aprende sobre vendas, gestão financeira, comunicação, marketing e tecnologia, passa a criar oportunidades para si e para a comunidade ao redor”, afirma.

Ao longo de sua trajetória no setor de saúde auditiva, Claudio observou que muitos profissionais tecnicamente qualificados enfrentavam dificuldades de crescimento por não dominarem áreas como gestão, posicionamento e vendas. A partir dessa percepção, passou a investir em treinamentos, suporte estratégico e iniciativas voltadas à capacitação contínua.

O empresário destaca que, em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, aprender constantemente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade para a sobrevivência dos pequenos negócios.

“O empresário que para de aprender começa a ficar para trás muito rapidamente. Hoje, tecnologia, inteligência artificial e comportamento do consumidor mudam o tempo inteiro”, pontua.

Além da formação técnica, Claudio chama atenção para a importância das habilidades socioemocionais no empreendedorismo moderno. Resiliência, inteligência emocional, liderança, criatividade, disciplina e comunicação humana estão entre as competências consideradas essenciais para profissionais e empresários que desejam crescer de forma sustentável.

Nesse cenário, o podcast Arte de Vencer surgiu como uma plataforma de democratização do conhecimento e compartilhamento de experiências sobre empreendedorismo, superação e desenvolvimento humano. O projeto reúne empresários, líderes e especialistas para discutir desafios, aprendizados e estratégias de crescimento.

“O objetivo sempre foi mostrar os bastidores das trajetórias de sucesso. Muitas pessoas enxergam apenas o resultado final, mas não conhecem as dificuldades, os erros e os obstáculos enfrentados ao longo do caminho”, explica.

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Para Claudio Gonçalves, iniciativas voltadas à formação empreendedora podem gerar impacto social direto ao fortalecer autoestima, ampliar perspectivas e estimular o desenvolvimento econômico local. Ele também defende maior aproximação entre escolas, universidades e a realidade prática do mercado. Saiba mais sobre o empresário através do Instagram: @jclaudiogon

“Muitos jovens saem preparados tecnicamente, mas sem desenvolver habilidades fundamentais como liderança, negociação, inteligência emocional e resolução de problemas. O empreendedorismo com propósito nasce justamente da capacidade de gerar valor real para as pessoas”, conclui.

“À frente do Espaço da Audição, Claudio lidera projetos de modernização do mercado auditivo brasileiro, integrando tecnologia, capacitação profissional, experiência do cliente e inovação em modelos de negócios.”

 

Sobre

Claudio Gonçalves é administrador de empresas, com pós-graduação em Marketing, Controladoria e MBA em Inteligência Artificial. Fundador do Espaço da Audição, ele lidera uma proposta inovadora e disruptiva no segmento de aparelhos auditivos, buscando transformar um mercado que, segundo ele, manteve o mesmo modelo de atendimento e comercialização desde 1998. Embora os produtos tenham evoluído tecnologicamente, Claudio destaca que a forma de trabalhar permaneceu tradicional, e o Espaço da Audição surge justamente para modernizar a experiência do consumidor com foco em tecnologia, inovação e atendimento humanizado.

Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como pioneiro no setor, liderando iniciativas voltadas à ampliação do acesso a tecnologias auditivas e à promoção da qualidade de vida de pessoas com perda auditiva. Também é idealizador do podcast Arte de Vencer, dedicado a compartilhar histórias de superação, liderança, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal.

 

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