BRASÍLIA

Notícias Corporativas

Minas Gerais é líder em energia solar no Brasil

O setor cresceu 59% em 2022 e pode se tornar a segunda fonte energética do país em breve. Cerca de 10% da matriz elétrica do Brasil é gerada por energia solar fotovoltaica.

Publicado em

O estado de Minas Gerais é o líder em produção de energia solar no Brasil. É o que aponta o levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, divulgado no último mês. Segundo o estudo feito em parceria com a Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica do Governo Federal, somente em terras mineiras existem 30.990 Megawatts de potência para geração e consumo de energia solar fotovoltaica – entre usinas operando, em construção ou prestes a serem construídas.

De toda a energia solar produzida no Brasil, cerca de 15% está concentrada em Minas Gerais. A capacidade de geração e distribuição de energia do estado é a maior do país. São Paulo, em segundo lugar, fica com 12% de geração e distribuição da energia. Em números, enquanto Minas possui mais de 1.600 Mw em operação, o estado companheiro de região produz, em média, 590 Mw nas usinas espalhadas em seu território.

Segundo Cristiana Nepomuceno, bióloga e advogada ambiental do Nepomuceno Soares Advogados, a liderança de Minas Gerais na operação da energia solar é reflexo do entendimento sobre a importância da geração de energia de forma sustentável: “A existência de uma energia renovável, sobretudo no Brasil, país cuja extensão territorial é imensa, é uma necessidade que vem sendo observada ao longo dos últimos anos”.

Leia Também:  Designa desenvolve curso sobre doença falciforme para UFRJ

Ainda de acordo com Cristiana, a energia solar evidencia que a geração de energia sem causar grandes danos ao meio ambiente é viável. “O processo de instalação de usinas fotovoltaicas já é uma realidade e mostra que o Brasil não só pode, como deve investir na viabilização dessa fonte de energia, pois o consumo demandado tanto pela população, quanto pelas empresas é grande. Daí surge a necessidade de fazer com que essa produção cumpra com o intuito de levar energia à sociedade sem comprometer os recursos naturais e poluir de forma definitiva o ecossistema”, completa.

A maior parte da potência de energia solar produzida no Brasil é utilizada em residências, o que representa quase 50% do consumo. Os estabelecimentos comerciais e o setor de serviços utilizam quase 30% dos recursos fotovoltaicos. Em seguida, estão os setores Rural, Industrial e os serviços referentes à iluminação e ao setor público.

A energia fotovoltaica soma 3% da demanda diária de energia elétrica no Brasil. Segundo o levantamento, a escolha pela energia renovável já fez com que a liberação de mais de 29,7 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera fosse evitada.

Leia Também:  InstaGem.AI automatiza produção de conteúdo no Instagram

“A necessidade de diminuição de emissão de carbono na atmosfera é um consenso global. O excesso de gases no planeta, que acaba gerando o efeito estufa e o aumento da média de temperatura mundial é uma questão discutida há anos, como nas Conferências da Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, as COPs. A diminuição deste processo de poluição passa justamente pela adoção de fontes de energia renováveis. A energia solar faz parte do escopo das ‘energias limpas’, ou seja, que não contribuem para o agravamento do aquecimento global, pois não liberam CO2 na atmosfera”, explica Cristiana Nepomuceno.

Atualmente, a energia solar representa 10,2% de toda matriz elétrica brasileira, e pode, em breve, ultrapassar os números referentes à geração de energia eólica, que contabiliza outros 11% da matriz, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica e a Agência Nacional de Energia Elétrica.

Advertisement

Notícias Corporativas

Menos visitas, desembolso maior: ticket médio impulsiona setor de panificação, que cresce 3,24% em 2026

Published

on

Alta de 5,75% no ticket médio e força da produção própria (70,59%) sustentam o crescimento do setor de panificação nos primeiros cinco meses do ano, apontam dados do Instituto IDEAL apresentados no Summit Panificação 360°.

O setor de panificação e confeitaria no Brasil registrou um crescimento de 3,24% no faturamento acumulado de janeiro a maio de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. O índice reflete um ritmo mais moderado de expansão frente aos anos anteriores (quando o setor cresceu 9,35% em 2025 e 8,80% em 2024), desenhando um cenário de acomodação do mercado que exige maior inteligência de gestão.

O retrato do consumo no chão de loja revela o principal desafio desse ciclo: o fluxo de clientes nas padarias teve uma queda de 2,31% no período, fazendo com que o crescimento das vendas fosse sustentado prioritariamente pela elevação de 5,75% no ticket médio nacional do consumidor.

Os dados inéditos foram apurados pelo Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (IDEAL) e apresentados durante o Summit Panificação 360°, evento liderado pelo consultor empresarial Emerson Amaral nesta quarta-feira (22 de julho), no Teatro Cásper Líbero, em São Paulo.

Desempenho regional e o peso do Pão Francês

A expansão do ticket médio teve forte impulso regional, liderada pelo Sul (+10,51%), Norte (+9,40%) e Nordeste (+5,95%), seguidos pelo Centro-Oeste (+4,84%) e Sudeste (+4,18%). Em faturamento geral, as regiões Norte (+6,58%) e Nordeste (+5,77%) apresentaram o maior ritmo de crescimento no quinquemestre.

Paralelamente, o pão francês manteve sua relevância estratégica, representando 6,88% do faturamento total do setor. O volume de vendas do item em valor (R$) cresceu 7,30%, impulsionado por um avanço de 3,10% em quilos vendidos e uma variação de preço médio de 4,20%, atingindo a média nacional de R$ 21,73 por quilo. O Centro-Oeste lidera o ranking do preço médio do quilo (R$ 24,03), seguido pelo Sul (R$ 22,63), Sudeste (R$ 22,45), Nordeste (R$ 20,66) e Norte (R$ 18,62).

Leia Também:  Especialista aponta como e-commerce B2B oferece uma boa experiência de compra

O protagonismo da produção própria (70,59%)

Diante do fluxo menor de público nas lojas, as padarias brasileiras aceleraram a aposta na fabricação interna. A participação da produção própria sobre o faturamento total alcançou a marca de 70,59% em 2026, o maior nível da série recente (superando os 67,91% de 2025 e 68,80% de 2024).

Para o consultor empresarial Emerson Amaral, idealizador do Summit Panificação 360°, o cenário reforça a necessidade de transformação nos processos produtivos.

“A desaceleração do crescimento para 3,24% e a queda de fluxo deixam claro que o crescimento seguirá baseado na capacidade de atrair o cliente à loja em seus variados momentos de consumo. Para retormarmos o número de visitações é preciso ampliar a atratividade dos produtos e das experiências, tendo o digital como um caminho para aumento de competitividade. E claro, os pontos de produtividade e gestão seguem como pilares, especialmente nesse segundo semestre que promete ser aquecido”, destaca Emerson Amaral.

Inovação como aliada da margem

Presente no evento com palestra técnica do especialista Matheus Pinheiro e área de experimentação sensorial de massas madres vivas e inativas, a Lesaffre,  multinacional francesa referência global em fermentação, aponta que a tecnologia de ingredientes e soluções em fermentação são ferramentas para padronização da produção própria.

Segundo André Tesini, diretor Comercial e Marketing de Panificação da Lesaffre Brasil, o alinhamento entre demanda do consumidor e inovação em fermentação é a chave para melhorar a rentabilidade do panificador.

“A produção própria é o grande diferencial competitivo da padaria brasileira. Quando mais de 70% do faturamento vem de itens fabricados internamente, qualquer variação de padrão ou perda por envelhecimento na gôndola afeta diretamente o lucro. A Lesaffre atua para entregar padronização, sabor autêntico e aumentar o shelf-life com soluções como a massa madre viva líquida, permitindo que o panificador entregue a qualidade exigida pelo consumidor, enquanto possibilita previsibilidade de custos”, garante André Tesini.

Fatores de escolha e saudabilidade

O movimento de alta no ticket médio conecta-se diretamente com os achados do relatório global Market & Consumer Trends 2026, da Lesaffre, que aponta o sabor e o aroma marcantes como os fatores prioritários de decisão de compra para 39% dos consumidores de pães frescos na América Latina. Soluções que alinham naturalidade, autenticidade e perfil sensorial equilibrado despontam como as principais alavancas para que o varejo converta visitas em compras de maior valor.

Leia Também:  TOURISE e a Oxford Economics apresentam um relatório que delineia a trajetória do turismo rumo à resiliência e à estabilidade em meio à volatilidade global

 

Sobre o Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (Ideal)

 

Com mais de 25 anos de mercado, o Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação norteia o mercado com dados inéditos sobre a panificação no Brasil. Por meio de estudos técnicos, consultorias e capacitações leva apontamentos cruciais para o desenvolvimento sustentável das empresas alimentícias.

 

O estudo Indicadores de Performance da Panificação e Confeitaria – dados 2026 – está disponível gratuitamente no site www.consultideal.com.br

 

 

Sobre a Lesaffre

 

A Lesaffre é uma importante empresa global no setor de fermentação há mais de 170 anos, com um faturamento de 3,2 bilhões de euros. Presente em todos os continentes, com 81 unidades de produção ao redor do mundo, conta com 11.000 funcionários de mais de 100 nacionalidades. Com base nessa experiência e diversidade, trabalhamos com clientes, parceiros e pesquisadores para encontrar respostas cada vez mais relevantes para as necessidades de alimentação, saúde, naturalidade e respeito ao meio ambiente. Assim, todos os dias, exploramos e revelamos o potencial infinito dos microrganismos. Alimentar 9 bilhões de pessoas, de forma saudável, em 2050, aproveitando ao máximo os recursos do nosso planeta, é um desafio importante e sem precedentes. Acreditamos que a fermentação é uma das respostas mais promissoras para esse desafio.

 

Presente em mais de 50 países, a Lesaffre está no Brasil há mais de 30 anos e inaugurou em 2021 a primeira fábrica de fermento natural do país. Com sede da unidade de panificação em Campinas, a empresa conta com uma equipe técnica por meio do Baking Center™ e uma rede de distribuidores em todo o território nacional.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI