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Uso de inteligência artificial no Direito é motivo de alerta

José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos, chama a atenção para o risco de uso inadequado da inteligência artificial (IA) no Direito. Ele defende a importância da checagem humana de todas as informações e da proteção de dados

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Uso de inteligência artificial no Direito é motivo de alerta

Um juiz lê uma petição, tenta localizar a jurisprudência citada e não encontra nada. O motivo: ela foi criada por uma inteligência artificial (IA) que, ao ser pressionada por uma resposta, simplesmente inventou fatos, números de processos e todos os detalhes.

A situação não é apenas hipotética. Casos semelhantes já aconteceram no Paraná, em São Paulo e em outros países, como nos Estados Unidos e na Austrália, gerando alertas e até punições aos advogados responsáveis por apresentar as peças à Justiça.

Os casos ocorrem em um contexto no qual a IA generativa vem se popularizando: 77% dos profissionais de Direito, por exemplo, usam a tecnologia com frequência. O dado é de uma pesquisa feita pela Ordem dos Advogados do Brasil — Seção São Paulo (OAB SP), Trybe, Jusbrasil e Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), noticiada pela Exame.

"Segundo vários relatos, as pessoas têm utilizado a IA como uma forma de facilitador do trabalho. Só que as inteligências podem gerar ‘alucinações’ se não tiverem sido formatadas ou configuradas da forma correta", afirma José de Souza Junior, advogado e diretor do Grupo RG Eventos. Ele é especialista em IA e segurança cibernética, com experiência na proteção cibernética de eventos internacionais, como a COP30.

Na prática, os modelos de linguagem das IAs funcionam prevendo qual palavra vem a seguir em uma sequência textual. Quando não têm a resposta certa, eles não dizem "não sei", mas constroem uma resposta minimamente plausível, pontua Souza Junior. No campo jurídico, isso pode significar a citação de um acórdão que nunca existiu, redigido com linguagem técnica perfeita, detalha o especialista.

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Além das sugestões jurídicas, Souza Junior chama atenção para o risco à confidencialidade das informações inseridas nessas ferramentas. Isso porque, em muitos casos, processos contêm informações sigilosas que são compartilhadas com as IAs, como dados do cliente, detalhes da estratégia defensiva, provas ainda não juntadas aos autos e informações empresariais delicadas.

Ao alimentar um modelo de linguagem com esse conteúdo sem verificar sua política de uso de dados, o profissional pode estar inadvertidamente tornando essas informações disponíveis para retreinamento de modelos ou armazenamento em servidores externos.

"Isso pode gerar alguns problemas, pois já houve vazamentos de informações na rede. É algo que traz riscos para a estratégia do processo, podendo prejudicar o advogado e o cliente", alerta o diretor do Grupo RG Eventos.

Souza Junior lembra que, em 2024, o Conselho Federal da OAB editou a Recomendação 001/2024, que estabelece diretrizes para o uso de inteligência artificial generativa na prática jurídica. O documento exige entendimento adequado das limitações da ferramenta, verificação rigorosa das informações geradas, transparência com clientes e vedação à delegação de atos privativos do advogado sem supervisão qualificada.

"A norma, no entanto, não tem força de lei. É uma recomendação. E os casos multiplicados nos tribunais indicam que boa parte da classe ainda não a incorporou à rotina. Em pelo menos dois processos documentados, os relatos apontam que advogados transferiram a responsabilidade pela pesquisa jurídica inteiramente a ferramentas de IA sem qualquer revisão posterior", diz o especialista.

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Por outro lado, a solução não está em banir o uso da IA no Direito, defende Souza Junior. Ele diz que é necessário ter uma preparação técnica e cultural para utilizar a tecnologia com responsabilidade.

"A IA trouxe uma transformação que não deixará de existir, mas ela tem que ser usada com conhecimento técnico da pessoa para fazer revisão e checar as informações antes que a peça saia do escritório e chegue ao juiz, garantindo a veracidade do conteúdo e a proteção de dados", salienta Souza Junior.

Na prática, segundo a especialista, a IA generativa deve ser vista mais como uma assistente do que a mente por trás do processo. Portanto, sempre que ela trouxer uma informação nova, cabe ao advogado checar em fontes oficiais, como nos arquivos do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e diretamente nas leis.

Outra orientação dada pelo especialista é anonimizar os dados ao inseri-los na IA. Ou seja, em vez de escrever o nome da empresa, os números dos processos ou valores financeiros, o advogado pode usar "empresa A" e "quantia X", prevenindo-se contra possíveis vazamentos, e fazendo os ajustes necessários posteriormente de maneira manual.

Para saber mais, basta acessar o blog do Grupo RG Eventos e seu Instagram.

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Setor imobiliário amplia uso de tecnologia e dados

Plataforma da DWV conecta corretores e incorporadoras, amplia acesso à informação e fortalece decisões de negócio em todo o país.

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Setor imobiliário amplia uso de tecnologia e dados

A digitalização do mercado imobiliário brasileiro tem avançado com o apoio de plataformas que conectam dados, profissionais e oportunidades de negócio. Nesse contexto, a DWV vem sendo adotada por corretores e incorporadoras como um ambiente para centralização de informações. A plataforma reúne dados de produtos, estoque e comportamento de mercado em tempo real, reduzindo a dependência de processos manuais e da comunicação descentralizada.

De acordo com Guilherme Wohlke, corretor da Imobille Negócios, a centralização das informações trouxe mais agilidade ao trabalho. "Hoje tenho tudo em um único lugar. Isso acelera o acesso aos produtos e melhora o atendimento ao cliente", afirma.

A redução de tarefas operacionais também é apontada como um dos principais ganhos. Antes, segundo o corretor, era necessário dedicar tempo — e até um colaborador — para organizar tabelas, fotos e documentos. "O tempo que antes era gasto com processos operacionais agora pode ser direcionado para fazer mais ofertas, acompanhar clientes e fortalecer o relacionamento", diz.

Além da eficiência, o acesso a dados estruturados permite uma atuação mais estratégica. A plataforma disponibiliza informações sobre vendas, estoque e tendências de mercado, apoiando negociações e análises. "Com mais informação, conseguimos construir uma narrativa mais completa para o cliente e ajudá-lo a entender se está fazendo o melhor negócio", destaca Wohlke.

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Do lado das incorporadoras, a tecnologia também tem sido utilizada como ferramenta de expansão e posicionamento. Segundo Pablo do Valle, diretor de parcerias da Benx Incorporadora, a plataforma contribui para ampliar o alcance da empresa em diferentes regiões. "A DWV tem sido importante na expansão da empresa para todo o Brasil e facilita o nosso trabalho nesse processo", pontua.

Além da distribuição de produtos, a ferramenta é utilizada em estratégias de marketing e relacionamento. De acordo com o executivo, ações de conteúdo realizadas na plataforma podem alcançar grande volume de visualizações entre corretores, contribuindo para o fortalecimento da marca e o planejamento de médio e longo prazo.

Para Dagoberto Fagundes, cofundador e diretor de operações da DWV, o objetivo da plataforma vai além da eficiência operacional. "Buscamos transformar a forma como o mercado toma decisões, conectando dados, pessoas e oportunidades em um mesmo ambiente. O acesso à informação estruturada permite que o corretor atue de forma mais estratégica, impactando toda a cadeia", ressalta.

Na avaliação dos profissionais, a integração entre corretores e incorporadoras é um dos principais efeitos do uso da tecnologia. O modelo contribui para aumentar a produtividade, qualificar o atendimento ao cliente e ampliar a visibilidade dos empreendimentos. "A DWV conecta quem tem o produto com quem está na ponta vendendo, facilitando o fluxo de negócios", informa Valle.

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Com o avanço da digitalização e a crescente demanda por eficiência e inteligência de mercado, plataformas baseadas em dados tendem a ocupar um papel cada vez mais central nas estratégias do setor imobiliário no Brasil.

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