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Dra. Mariana Scribel explica cuidados com cabelos no inverno

Baixa umidade, banhos quentes e uso frequente de secador exigem atenção com a saúde capilar durante o período frio

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Dra. Mariana Scribel explica cuidados com cabelos no inverno

Com a chegada do inverno, a combinação entre mudanças de temperatura e alterações na rotina pode impactar diretamente a saúde dos cabelos. O aumento do uso de água quente no banho e de ferramentas térmicas favorece o ressecamento dos fios e reduz sua resistência ao longo da estação.

Segundo a dermatologista especialista em tricologia e transplante capilar, Dra. Mariana Scribel, esse cenário interfere no equilíbrio natural da pele e da fibra capilar. "O inverno impacta bastante a saúde do couro cabeludo e dos fios por uma combinação de fatores climáticos e comportamentais. O principal é que o frio altera a barreira de proteção natural da pele e reduz a hidratação", explica.

Entre as manifestações mais comuns estão aumento do ressecamento, frizz, opacidade dos fios, sensibilidade e maior tendência à quebra. Em alguns casos, também podem ocorrer alterações na oleosidade e agravamento da caspa. A Dra. Mariana Scribel destaca que a temperatura da água durante o banho é um dos principais fatores associados a essas alterações.

"Água quente remove a camada lipídica natural do couro cabeludo. Isso causa desidratação da pele, irritação, piora da descamação e fragilidade da fibra capilar", alerta.

A redução da umidade do ar também contribui para o ressecamento dos fios, deixando o cabelo mais áspero e mais vulnerável à quebra. A dermatologista observa, ainda, que mudanças na rotina de lavagem podem interferir no equilíbrio do couro cabeludo.

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"No inverno, a umidade do ar cai. O couro cabeludo perde água mais facilmente e os fios ficam mais ásperos, sem brilho, com mais frizz e mais suscetíveis à quebra", afirma. "Muitas pessoas passam a lavar menos o cabelo no frio. Isso pode gerar acúmulo de oleosidade, proliferação de fungos associados à caspa e inflamação do couro cabeludo", acrescenta a Dra. Mariana Scribel.

O uso do pré-poo é uma das estratégias indicadas para reduzir o impacto da lavagem nos fios. A técnica cria uma barreira protetora antes do shampoo e ajuda a preservar a hidratação da fibra capilar. "O objetivo é reduzir o ressecamento causado pela lavagem e proteger a fibra capilar da ação detergente do shampoo", orienta a Dra. Mariana Scribel.

Uso de fontes de calor

No inverno, o uso de secador, chapinha e modeladores térmicos se intensifica devido à secagem mais lenta dos fios, o que aumenta a exposição ao calor. Esse hábito pode comprometer a estrutura capilar. "Isso intensifica dano térmico e desidratação da fibra", destaca a médica.

Por isso, o uso de protetor térmico passa a ser indispensável na rotina. "Nunca usar calor sem protetor térmico. O protetor térmico ajuda a reduzir a perda de água dos fios, minimizar dano térmico, diminuir quebra e proteger cutículas", ressalta a Dra. Mariana Scribel.

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A especialista também alerta para o uso de calor em cabelos ainda úmidos, o que pode comprometer a integridade da fibra capilar. A recomendação é aguardar a secagem completa ou parcial antes de qualquer procedimento térmico.

Queda dos fios

Além das mudanças visuais, o inverno pode evidenciar alterações no ciclo capilar. A queda de cabelo merece atenção quando há aumento persistente ou redução de volume dos fios. "A queda começa a merecer investigação quando existe aumento persistente, redução de volume ou sinais associados", explica a dermatologista. Entre os sinais de alerta estão afinamento progressivo, falhas localizadas e aumento da visibilidade do couro cabeludo.

Para atravessar o período com mais saúde capilar, a médica recomenda constância nos cuidados e atenção à base dos fios. Ela reforça que o equilíbrio do couro cabeludo é determinante.

"Muitas pessoas focam apenas nos fios e esquecem que a saúde capilar começa no couro cabeludo. Mesmo no frio, hidratação corporal e alimentação adequada influenciam no crescimento capilar, qualidade da fibra e resistência dos fios", conclui Dra. Mariana Scribel.

Para saber mais, basta acessar o site marianascribel.com.br

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Hospitais entram na era da gestão da saúde baseada em dados

Com central que monitora indicadores estratégicos em tempo real, plano de saúde da Paraíba consegue acelerar decisões, reduzir custos e melhorar assistência

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Hospitais entram na era da gestão da saúde baseada em dados

Estruturas complexas, os hospitais enfrentam desafios na busca pela eficiência operacional sem comprometer a qualidade da assistência. Mas a tecnologia vem se tornando grande aliada para superar barreiras ao oferecer ferramentas que possibilitam uma gestão baseada em dados. O que antes dependia de planilhas e decisões fragmentadas agora pode ser acompanhado em tempo real com o apoio de modernas estruturas. Na Paraíba, a Unimed João Pessoa, operadora de planos de saúde com mais de 183 mil beneficiários, investiu na estruturação de um Command Center, uma central que monitora a jornada dos pacientes em suas unidades próprias.

O Command Center funciona 24 horas por dia. Por meio de painéis dinâmicos, uma equipe acompanha indicadores de tempo e qualidade em três frentes assistenciais: pronto atendimento, centro cirúrgico e internação. O foco é atuar nos principais gargalos, evitando insatisfações e otimizando recursos. "O Command Center surge como estratégia de integração, monitoramento e inteligência corporativa, colocando o paciente no centro do cuidado", declara o presidente da Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho.

Ao identificar situações como demora no pronto atendimento, atrasos no início de cirurgias ou subutilização de leitos, por exemplo, a equipe aciona a área assistencial envolvida no processo, o que viabiliza correções rápidas, melhora a eficiência operacional e permite tomar decisões mais rápidas e assertivas. "Um projeto como o Command Center prevê uma melhor experiência por possibilitar o monitoramento do fluxo dos pacientes em toda a jornada", destaca Wandeberg Gomes, coordenador médico do Command Center.

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Segundo os especialistas, dois indicadores importantes para a segurança do paciente são o de assertividade na previsão da alta e no tempo médio entre a alta e a saída do paciente — ou seja, o tempo que o paciente espera para ir para casa após ser liberado pelo médico. Em pouco mais de um ano, a assertividade na previsão de alta no Hospital Alberto Urquiza, o primeiro a contar com o Command Center, aumentou 10%, passando de 36% em março de 2025 para 46% em maio de 2026, com tendência de crescimento.

O resultado é considerado bom no contexto hospitalar. Já o tempo médio de saída do hospital dentro da meta definida de até duas horas após a alta médica cresceu 15% no mesmo período, passando de 59% para 74%. "Nós conseguimos resolver o gargalo e diminuir o tempo de exposição do paciente em um ambiente hospitalar, melhorando a experiência", diz Eva Maria Coura, supervisora do Command Center.

Para a operadora, a eficiência nas altas é sinônimo de otimização dos leitos e redução de custos. No Hospital Alberto Urquiza, que é o maior da Unimed João Pessoa com 249 leitos, pronto atendimento e 13 salas cirúrgicas, os custos com tempo de internação tiveram uma redução de 71% comparando o primeiro quadrimestre de 2025 com o de 2026. O custo evitado foi de R$ 167.204,33 por mês, de acordo com estudo apresentado pela equipe do Alberto Urquiza.

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No Brasil, existem poucas centrais de comando hospitalares em operação no modelo adotado pela Unimed João Pessoa. Uma das experiências mais antigas é a do Hospital Israelita Albert Einstein que, em 2018, implementou a Central de Comando Operacional (CCO).

Após um período experimental, o Command Center da Unimed João Pessoa iniciou as atividades, efetivamente, em março de 2025 no Hospital Alberto Urquiza. Cinco meses depois, foi ampliado para o hospital pediátrico e, em março deste ano, chegou a uma unidade hospitalar focada em procedimentos de baixa e média complexidades e a um centro pediátrico que atende urgências. O próximo passo é ampliar o serviço para as outras 15 unidades próprias da operadora.

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