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Roubo de cargas muda de perfil e mira medicamentos

Especialistas explicam como inteligência operacional, tecnologia e monitoramento preventivo se tornaram decisivos na proteção de cargas de alto valor agregado

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Roubo de cargas muda de perfil e mira medicamentos

O roubo de cargas no Brasil deixou de priorizar o volume das mercadorias e passou a mirar produtos de alto valor agregado e fácil revenda, com os medicamentos assumindo o protagonismo entre os alvos das quadrilhas. De acordo com duas pesquisas encomendadas pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), o setor de distribuição de medicamentos especializados enfrentou prejuízos de R$ 283 milhões em 2024 devido ao roubo de cargas.

Apesar de corresponderem a apenas 2% do total de cargas roubadas no Brasil, os produtos farmacêuticos atraem a atenção de criminosos por causa de seu elevado valor, dificuldade de rastreamento e facilidade de revenda no mercado informal. O efeito no setor ultrapassa a perda direta de produtos: há um aumento nos custos operacionais e logísticos, além da exigência de implementar medidas de segurança cada vez mais rigorosas.

Para Ivan Amadeu Silveira, diretor-executivo da empresa Cargosoft, a mudança combina fatores econômicos e de mercado. Ele aponta que o alto valor agregado das cargas, a facilidade de comercialização e a crescente demanda por canetas emagrecedoras ajudam a explicar por que os medicamentos entraram na mira das organizações criminosas.

Da localização à antecipação

Esse novo perfil de risco exige mais do que rastreamento, segundo o executivo, e transfere o foco da simples localização do veículo para a antecipação de eventos. "Precisamos adotar uma abordagem mais integrada, combinando tecnologia, inteligência de dados e ações preventivas. Isso também passa por uma gestão rigorosa, com recrutamento e seleção criteriosos dos profissionais, treinamento contínuo das equipes e compartilhamento de informações entre embarcadores, transportadores e seguradoras", sugere Ivan.

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De acordo com Jones Ghisi, diretor de operações da GR Parceria, empresa responsável por fazer o gerenciamento de riscos das operações da Cargosoft, utiliza-se a inteligência operacional para identificar riscos antes que se convertam em ocorrências. "A estratégia combina monitoramento ostensivo 24 horas por dia, sete dias por semana, e uma central redundante, dedicada a operações de alto risco em uma célula independente", afirma.

No segmento farmacêutico, em que as cargas reúnem elevado valor financeiro e forte impacto social, acentua o executivo, a companhia reforça a validação de motoristas e veículos, a gestão documental, o planejamento de rotas, a definição de pontos seguros de parada e o acompanhamento das operações mais críticas.

"Os principais desafios hoje estão relacionados à combinação entre cargas de alto valor agregado, operações mais pulverizadas e a sofisticação das organizações criminosas", diz Jones Ghisi. Segundo ele, o maior obstáculo para embarcadores e operadores logísticos é equilibrar eficiência e segurança, já que o mercado exige entregas cada vez mais rápidas sem que a agilidade comprometa os controles de risco.

Jones Ghisi defende uma estratégia integrada de prevenção que reúne planejamento seguro de rotas, monitoramento em tempo real, telemetria, videomonitoramento com inteligência artificial (IA), validação contínua de motoristas e veículos e protocolos de resposta rápida.

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Olhando para os próximos meses, o diretor projeta um roubo de cargas ainda mais seletivo, planejado e orientado por inteligência, com as quadrilhas mantendo o foco em produtos de alta liquidez, como medicamentos, eletrônicos, defensivos agrícolas e alimentos premium, sobretudo em operações urbanas, centros de distribuição e na última milha.

Ivan avalia que a ampliação do uso de IA e de análise preditiva, integrando telemetria, videomonitoramento, rastreamento e análise comportamental do motorista, permitirá identificar padrões e antecipar situações críticas antes que evoluam para um sinistro.

"A tecnologia só produz resultado quando acompanhada de processos bem definidos e equipes capacitadas, o que torna a qualificação dos motoristas, o planejamento de rotas e as centrais de segurança operacional em funcionamento contínuo elementos decisivos para reduzir perdas e aumentar a resiliência das operações", conclui.

Sobre a Cargosoft, parceira da GR Parceria

Fundada em 2002, a Cargosoft é uma operadora logística brasileira especializada no transporte de cargas de alto valor e no atendimento ao setor farmacêutico. Com sede em Colombo (PR) e atuação nacional, a empresa tem foco em segurança, tecnologia e transporte climatizado.

Para saber mais, basta acessar: https://grparceria.com.br/

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Tecnologia aumenta produtividade logística sucroalcooleira

Em uma usina do setor sucroalcooleiro, por exemplo, a movimentação em marcha à ré de produto acabado entre a linha de produção e o estoque expunha conferentes de solo ao risco de atropelamento por máquinas de grande porte — o que já havia resultado em um acidente envolvendo um colaborador.

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Tecnologia aumenta produtividade logística sucroalcooleira

O setor sucroenergético brasileiro encerrou a safra 2025/2026 com 673,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, a terceira maior produção da história do país, atrás apenas dos ciclos 2022/2023 e 2024/2025, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado consolida o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de açúcar, com embarques que chegam a mais de 100 países.

O crescimento contínuo da atividade, no entanto, também eleva a complexidade logística das usinas, que precisam movimentar volumes cada vez maiores de matéria-prima e produtos acabados com segurança e agilidade — um desafio que impulsiona a adoção de tecnologias de monitoramento e produtividade nas operações agroindustriais.

O alto volume de produção se traduz em intensa movimentação logística dentro e fora das usinas: desde a distribuição de sementes, fertilizantes e insumos até o canavial, transporte da cana até a moagem e, na outra ponta, o escoamento de açúcar, etanol e subprodutos acondicionados em sacos, big bags, caminhões-tanque e vagões. Cada uma dessas etapas envolve tráfego intenso de empilhadeiras, tratores, colhedeiras e carretas operando lado a lado com trabalhadores em pátios, armazéns e áreas de estoque — cenário que concentra parte relevante dos riscos operacionais do setor.

Nesse ponto, a avaliação de riscos se torna um diferencial na logística. "Esse olhar crítico ajuda a ampliar produtividade e agregar valor à operação", afirma Afonso Moreira, CEO da AHM Solution, empresa especializada em gestão de riscos, perdas e produtividade na cadeia logística.

A gestão de riscos abre espaço para tecnologias voltadas para a logística do agronegócio. Em uma usina do setor sucroalcooleiro, por exemplo, a movimentação em marcha à ré de produto acabado entre a linha de produção e o estoque expunha conferentes de solo ao risco de atropelamento por máquinas de grande porte — o que já havia resultado em um acidente envolvendo um colaborador. "Esta usina passou a utilizar o sistema IRIS 860, tecnologia que identifica as faixas refletivas de coletes de segurança e aciona alarme quando detecta a proximidade entre pedestres e equipamentos", informa Moreira.

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A implantação do sistema resultou em redução significativa do risco de acidentes envolvendo pedestres e empilhadeiras no período seguinte à instalação, além de maior conscientização das equipes sobre segurança na operação. "O potencial de redução no risco de acidentes é de até 80% em movimentações de carga em pátios, armazéns e operações de campo com esse tipo de tecnologia", completa o executivo.

Além dos ganhos de segurança, a substituição do carregamento manual por acessórios de movimentação sem paletes — como os sistemas RollerForks e Push-Pull — ataca diretamente um dos focos críticos de risco nas operações agrícolas. Nas etapas de carregamento e descarregamento de sementes, fertilizantes e produtos acabados acondicionados em sacos e big bags, é comum encontrar equipes inteiras atuando manualmente no pátio, expostas a risco de atropelamento por máquinas, esforço repetitivo e lesões musculoesqueléticas — um passivo trabalhista significativo e recorrente no setor. Ao eliminar a necessidade de movimentação manual de carga, essas soluções reduzem a exposição de pedestres ao tráfego de empilhadeiras e, ao mesmo tempo, geram ganho médio estimado de 40% de produtividade nas movimentações, com menos mão de obra, menor tempo de operação e drástica redução de afastamentos por ergonomia.

"Essas soluções apontam ganho médio estimado de 40% de produtividade nas movimentações de carga agrícola, com redução de mão de obra, menor tempo de operação e menor exposição a lesões por esforço repetitivo", relata Moreira.

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Já os sistemas de câmeras para empilhadeiras, voltados a ampliar a visibilidade do operador em pátios e no campo, indicam estimativa de 60% de aumento de produtividade nas movimentações internas de carga no setor agrícola, segundo dados da empresa.

"As usinas de açúcar e álcool operam em ritmo intenso durante toda a safra, com colhedeiras, caminhões e empilhadeiras compartilhando o mesmo espaço que os trabalhadores. Cada minuto de parada ou cada acidente tem impacto direto na operação. O que buscamos são soluções objetivas, com retorno mensurável, que reduzam risco e aumentem produtividade sem exigir grandes mudanças na rotina das equipes", ressalta o CEO da AHM Solution.

Com a produção de cana projetada para seguir em patamar elevado nas próximas safras e o setor sucroenergético ampliando seu peso na matriz energética brasileira, a tendência, segundo ele, é de investimento crescente em tecnologia para tornar a logística das usinas mais segura, ágil e rastreável, tanto na ponta agrícola quanto na industrial.

Sobre a AHM Solution

A AHM Solution é uma empresa especializada em soluções de monitoramento inteligente e consultoria para gestão de riscos, perdas e produtividade na cadeia logística. Atua nos setores agrícola, alimentício, farmacêutico, elétrico, mineração, papel e celulose e data centers, com tecnologias de monitoramento de impacto, vibração, inclinação e temperatura, sistemas de detecção de pedestres, acessórios de produtividade para empilhadeiras e consultoria para certificação OEA (Operador Econômico Autorizado).

Mais informações em https://www.ahmsolution.com.br/

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