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TCU alerta: falta de profissionais ameaça governo digital
O TCU alertou para a dificuldade do governo federal em atrair e reter profissionais de tecnologia responsáveis por serviços como Gov.br e Meu INSS. O órgão recomendou medidas para fortalecer a carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), considerada essencial para a transformação digital do país. Segundo a ANATI, sem valorização desses profissionais, aumenta o risco de perda de talentos e de comprometimento dos serviços digitais.
Publicado em
24 de junho de 2026por
DINO
Quem acessa o Gov.br, consulta benefícios pelo Meu INSS ou utiliza a Carteira Digital de Trânsito raramente pensa nos profissionais responsáveis por desenvolver, evoluir e garantir o funcionamento desses serviços, mas uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada na última quarta-feira (18), acendeu um alerta: o governo federal enfrenta dificuldades para atrair e reter especialistas em tecnologia da informação responsáveis pela sustentação da infraestrutura digital do Estado.
No âmbito do processo TC 007.353/2024-3, o TCU recomendou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), e à Secretaria de Governo Digital (SGD), a adoção de medidas para aumentar a atratividade da carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), considerada estratégica para a transformação digital do país.
Os Analistas em Tecnologia da Informação atuam em mais de 250 órgãos federais e são responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas, segurança da informação, integração e governança de dados, fiscalização de contratos de tecnologia, além de contribuírem para a formulação e implementação de políticas públicas relacionadas à transformação digital e ao governo digital.
São esses profissionais que ajudam a manter e evoluir serviços amplamente utilizados pela população, como Gov.br, Meu INSS, Carteira Digital de Trânsito, plataformas de benefícios sociais e diversos sistemas que dão suporte às políticas públicas em áreas como saúde, educação, segurança e arrecadação.
A preocupação do tribunal é reforçada por dados do próprio governo. No Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), foram aprovados e chamados 1.151 candidatos para a carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI). O processo esgotou todo o cadastro reserva disponível, mas, apesar da autorização inicial para o preenchimento de 600 vagas, a expectativa é que apenas cerca de 420 profissionais permaneçam ao final das convocações, o que representa uma desistência de aproximadamente 63% dos candidatos chamados.
O cenário evidencia a dificuldade do governo federal não apenas em atrair novos profissionais, mas também em efetivar a permanência dos especialistas que chegam ao serviço público. Estudos técnicos do MGI apontam que uma das principais causas da baixa atratividade da carreira é a diferença salarial em relação ao mercado privado e a outras carreiras públicas com atribuições semelhantes.
O alerta ocorre em um momento em que o governo amplia investimentos em inteligência artificial, computação em nuvem, segurança cibernética e digitalização de serviços públicos. Segundo documentos analisados pelo TCU, diversos órgãos relatam equipes reduzidas, sobrecarga de trabalho e dificuldades para executar projetos considerados estratégicos.
Na avaliação do TCU, as medidas adotadas até agora não foram suficientes para resolver o problema. Mesmo com novos concursos e mudanças na estrutura da carreira, o governo segue sem conseguir preencher todas as vagas e reter parte dos especialistas que ingressam no serviço público.
O alerta do tribunal vai além de uma discussão sobre remuneração. O que está em jogo é a capacidade do Estado de manter o conhecimento técnico necessário para gerir infraestruturas digitais, formular políticas públicas de transformação digital e garantir a continuidade de serviços essenciais relacionados a benefícios sociais, arrecadação tributária, saúde, educação e segurança.
Embora empresas privadas tenham papel fundamental na inovação e na execução de soluções tecnológicas, determinadas competências estratégicas do Estado como governança digital, segurança da informação, gestão de dados públicos, planejamento tecnológico e formulação de políticas digitais dependem de quadros próprios altamente qualificados, capazes de definir prioridades, fiscalizar contratos, proteger informações e garantir a autonomia do governo.
Para o presidente da Associação Nacional dos Analistas em Tecnologia da Informação (ANATI), Luiz Alexandre, a decisão do TCU reforça uma preocupação antiga da categoria.
"O acórdão evidencia uma inércia preocupante: o Estado reconhece o risco de um apagão na área de tecnologia da informação, mas segue limitado por entraves orçamentários. O alerta do TCU deve servir como instrumento de cobrança para que medidas concretas sejam adotadas. Sem isso, o governo continuará enfrentando a fuga de talentos e o risco de comprometimento dos serviços digitais oferecidos à população", afirma.
Além de manter plataformas essenciais para a população, os profissionais da carreira também contribuem para a eficiência do gasto público. Em 2025, revisões técnicas realizadas em grandes contratações de tecnologia permitiram uma economia de R$ 831 milhões aos cofres públicos, resultado obtido a partir de ajustes em processos que somavam mais de R$ 5 bilhões em investimentos previstos.
Dados do Portal da Transparência, atualizados até abril de 2026, mostram ainda que, dos 170 servidores que tomaram posse em 2025, 163 permanecem em exercício. Embora o número represente a situação registrada até aquele período, os dados de desligamentos e movimentações continuam sendo atualizados, e a diferença entre o total de ingressantes e o número de servidores em atividade tende a se ampliar ao longo dos meses. As informações também são acompanhadas pelo painel ConectATI, da ANATI.
Ao determinar o monitoramento das ações do Ministério da Gestão e Inovação, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, e da Secretaria de Governo Digital, o tribunal deixa uma mensagem clara: a transformação digital do Brasil não depende apenas de inteligência artificial, softwares ou novas plataformas. Ela depende, principalmente, de profissionais qualificados capazes de desenvolver, proteger, formular estratégias e manter funcionando os sistemas que sustentam os serviços públicos digitais.
Para mais informações, basta entrar em contato: [email protected].
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VerSprite lança Fork e Knife: Metodologia de ameaças orientada por IA e testes adversários criados para a velocidade do software moderno
Impulsionada pela metodologia PASTA, centrada em riscos, e por duas décadas de segurança ofensiva credenciada, a plataforma integrada permite que as empresas modelem ameaças em um sprint de segurança e, em seguida, comprovem o risco por meio de testes conduzidos por IA e com intervenção humana.
Published
4 minutos atráson
26 de junho de 2026By
DINOA VerSprite, líder global em metodologia de ameaças baseada em riscos e empresa por trás da metodologia PASTA (Processo para Simulação de Ataques e Análise de Ameaças), anunciou hoje a disponibilidade geral da Fork (www.forktm.com), uma plataforma de metodologia contínua de ameaças a aplicativos, juntamente com a Knife, uma plataforma de testes adversários conduzida por IA e com intervenção humana para aplicativos web e endpoints de API web. Juntos, os dois produtos operacionalizam um novo modelo para segurança de produtos — um modelo em que os aplicativos são projetados com segurança, modelados continuamente e testados ativamente como parte do próprio processo de desenvolvimento.
O lançamento aborda um problema que todo líder de segurança conhece, mas que poucas ferramentas resolveram: a metodologia de ameaças é essencial, nunca tanto quanto na era da IA, mas continua lenta, manual e ancorada em frameworks projetados para um cenário de ameaças diferente.
O problema: A metodologia de ameaças importa mais do que nunca — e a maioria das ferramentas está presa em 2005
Por duas décadas, a metodologia de ameaças para aplicações tem se apoiado fortemente no STRIDE — um mnemônico de categorização para spoofing, adulteração, repúdio, divulgação de informações, negação de serviço e elevação de privilégios. O STRIDE é útil para classificar ameaças em categorias, mas nunca foi uma metodologia. Ele não incorpora inteligência de ameaças em tempo real, não considera o impacto para o negócio e suas categorias estáticas nada dizem sobre os comportamentos dos adversários que definem os riscos atuais — persistência, extorsão, ransomware de dupla extorsão, comprometimento da cadeia de suprimentos e as novas superfícies de ataque introduzidas por aplicações habilitadas por IA.
O resultado é um gargalo conhecido. A metodologia de ameaças é tratada como um exercício pontual, repleto de documentos, que ocorre muito tarde no ciclo de vida, torna-se obsoleta no momento em que um aplicativo muda e raramente se conecta aos testes que realmente validariam se uma ameaça é real. À medida que as organizações lançam produtos mais rapidamente e adotam IA em toda a pilha de tecnologia, a lacuna entre a velocidade com que o software evolui e a lentidão com que é modelado tornou-se um risco significativo.
A solução: Metodologia de ameaças centrada em risco na velocidade de um sprint
A Fork é uma implementação prática, orientada a software, da PASTA — a única metodologia de metodologia de ameaças centrada em risco e alinhada aos negócios, co-escrita por Tony UcedaVelez, fundador e CEO da VerSprite. Em vez de categorizar ameaças de forma abstrata, as sete etapas da PASTA partem dos objetivos de negócios, passando pela superfície de ataque, decomposição da aplicação, análise de ameaças, análise de fraquezas e vulnerabilidades, metodologia de ataques e, finalmente, análise de riscos e impactos — de modo que as ameaças identificadas sejam as mais prováveis de ocorrer e as mais prejudiciais caso se concretizem.
A Fork traz esse rigor para o ritmo do desenvolvimento moderno, permitindo que as equipes criem um modelo de ameaças defensável e priorizado por risco em menos de duas horas e o mantenham atualizado desde o primeiro sprint. Os principais recursos incluem:
- Árvores de ataque aceleradas por IA. Os recursos de IA da Fork otimizam a árvore de ataque de uma aplicação, removendo ruídos e direcionando os analistas para caminhos viáveis e de alto impacto, em vez de caminhos teóricos exaustivos.
- Modelos contextualizados e informados por ameaças. A Fork enriquece cada modelo com inteligência de ameaças cibernéticas em tempo real, os dados de vulnerabilidades mais recentes em toda a pilha de tecnologia de um produto e vetores de ataque viáveis comprovados por testes adversários reais.
- Taxonomias alinhadas ao setor. A plataforma correlaciona automaticamente as descobertas com as estruturas confiáveis da MITRE e da OWASP — incluindo CWE, CVE com pontuação EPSS, CAPEC, ATT&CK, D3FEND e ASVS — para impulsionar mitigações direcionadas e defensáveis.
- Uma fórmula proprietária de risco residual. À medida que os testes são concluídos e as condições mudam, a Fork recalcula o risco residual para que os líderes sempre tenham uma visão precisa e atualizada da exposição.
- Uma visão unificada. Ameaças do setor, a superfície de ataque de um aplicativo e a inteligência de ameaças convergem em uma visão unificada e colaborativa para as partes interessadas de segurança, engenharia, produto e negócios.
Do projeto à comprovação: Apresentando a Knife
Um modelo de ameaças define quais caminhos de ataque são mais importantes. A Knife os comprova.
A VerSprite está lançando a Knife, uma plataforma adversária orientada por IA e com interação humana para aplicativos da web e endpoints de API da web, treinada com base em mais de 20 anos de trabalho de segurança ofensiva reconhecido e credenciado pelo setor, realizado pela equipe BREAKERS OffSec da VerSprite. Enquanto a Fork serve como modelo para testes adversários, a Knife executa esse modelo, combinando a escala e a velocidade da IA com a supervisão humana especializada para validar a explorabilidade com fidelidade no mundo real.
A integração fecha o ciclo que há muito separava a metodologia de ameaças dos testes. Dentro de um modelo de ameaça Fork, as equipes podem solicitar testes direcionados e sob demanda de pontos fracos e padrões de ataque específicos. Knife executa a avaliação; os resultados fluem de volta para o modelo; e a Fork atualiza o risco residual do produto automaticamente. A metodologia de ameaças e os testes de adversários deixam de ser eventos sequenciais e desconectados e se tornam um sistema contínuo e de atualização automática.
Um novo modelo operacional: SecOps com IA
“O futuro da segurança de produtos e softwares reside em um modelo integrado de SecOps com IA — onde os produtos são projetados e testados com segurança como parte do processo de desenvolvimento funcional, e não adicionados posteriormente. O STRIDE forneceu ao setor um vocabulário. A PASTA, uma metodologia. A Fork e a Knife agora oferecem velocidade operacional — metodologia contínua de ameaças e testes integrados, orientados por IA, que acompanham a forma como o software é realmente desenvolvido e como os adversários realmente se comportam.”
— Tony UcedaVelez, CEO e fundador da VerSprite e coautor da metodologia PASTA
Visibilidade operacionalizada por meio de integrações profundas
A Fork foi projetada para potencializar, e não substituir, as ferramentas de segurança que as empresas já utilizam. Por meio de integrações em todo o ecossistema de segurança de aplicativos (AppSec) — abrangendo SAST, DAST e análise de composição de software, varredura de vulnerabilidades, postura de segurança na nuvem, gerenciamento de superfície de ataque (CASM), plataformas de teste de penetração e gerenciamento de serviços de TI — a Fork transforma descobertas dispersas em um panorama de risco dinâmico. As integrações conectadas e planejadas incluem ServiceNow, Veracode, Snyk, Semgrep, Checkmarx, OpenCTI, Qualys, Tenable, Mandiant e Archer, entre outras.
O resultado é visibilidade em tempo real, operacionalizada: à medida que os testes contínuos e sob demanda são concluídos e geram relatórios, o modelo de ameaças e o risco residual de um produto são atualizados na velocidade de entrega — proporcionando aos líderes de segurança e de produto uma compreensão sempre atualizada do que pode dar errado, qual a probabilidade disso acontecer e qual seria o custo para a empresa.
Disponibilidade
A Fork já está disponível. Uma edição gratuita da Fork Community oferece suporte a um único modelo de ameaças de aplicativo com ingestão de vulnerabilidades via SBOM ou OVAL, enquanto a Fork Enterprise desbloqueia aplicativos e equipes ilimitados, todas as integrações, SSO, controles de acesso granulares e registro de auditoria. Fork Enterprise PT amplia a plataforma com testes adversários sob demanda — com tecnologia da Knife e da equipe BREAKERS da VerSprite — solicitados diretamente de dentro de um modelo de ameaças. A VerSprite também oferece Metodologia de Ameaças como Serviço para organizações que buscam treinamento especializado e entrega gerenciada.
Para saber mais, solicitar uma demonstração ou começar gratuitamente, acesse www.forktm.com.
Sobre a VerSprite
A VerSprite é uma empresa global de cibersegurança especializada em metodologia de ameaças baseada em risco, segurança ofensiva e serviços gerenciados de segurança. Fundada em 2007 e sediada em Atlanta, Geórgia, a VerSprite é a criadora da metodologia PASTA (Processo para Simulação de Ataques e Análise de Ameaças) e faz parceria com empresas da Fortune 500 e organizações de produtos em todo o mundo para reduzir o risco cibernético por meio de uma abordagem estruturada, orientada por dados e informada sobre adversários. Saiba mais em www.versprite.com.
Spbre a Fork
A Fork é a plataforma de metodologia contínua de ameaças de aplicativos da VerSprite. Construído com base na metodologia PASTA e acelerado por IA, a Fork permite que equipes de segurança, engenharia e produto criem modelos de ameaças centrados em riscos em menos de duas horas, contextualizem-nos com inteligência de ameaças em tempo real e dados de vulnerabilidades de toda a pilha de tecnologias e os mantenham continuamente alinhados com a evolução dos aplicativos — agora com testes adversários integrados e orientados por IA por meio da Knife.
O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.
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Fonte: BUSINESS WIRE

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