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Orya lança nova era de tradução de palestras com IA

Tecnologia elimina cabines físicas, rádios transmissores e filas em grandes congressos, ampliando a participação de públicos internacionais.

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Orya lança nova era de tradução de palestras com IA

O mercado brasileiro de grandes congressos e convenções corporativas consolida uma virada tecnológica importante. Pela primeira vez no país, o modelo tradicional de tradução simultânea, dependente de cabines físicas de isolamento, fones receptores e complexa logística, começa a dar espaço para sistemas de inteligência artificial (IA) que realizam o processamento de áudio e texto em tempo real.

Diante desse cenário, a startup Orya desenvolveu uma plataforma proprietária focada em tradução de palestras com inteligência artificial. A tecnologia nacional tornou-se a solução oficial de grandes convenções no continente, como a Convenção Nacional da Unimed, o Congresso Pan-Americano de Otorrinolaringologia e o Congresso Latino-Americano de Medicina de Emergência, entre outros.

A rápida adoção do sistema por comitês científicos decorre do desenvolvimento de uma inteligência especializada em jargões técnicos. Diferente de ferramentas globais e genéricas, a tradução de palestras com inteligência artificial aplicada pela startup foca na exatidão contextual, elemento crítico para eventos em que a precisão de um termo técnico é vital.

Segundo Moa Vianna, especialista em tecnologia e CEO da Orya, a chancela da plataforma em ambientes de alta exigência consolidou um novo padrão para o setor. "A Orya entrega hoje o que existe de mais avançado globalmente em tradução de palestras em tempo real com IA", aponta Vianna, que desenvolveu o sistema ao lado do cofundador Brian Parisotto.

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No modelo tradicional de tradução, a inclusão de novos idiomas exigia altos custos de infraestrutura para cada língua adicionada. Com a nova tecnologia em nuvem, a ampliação de idiomas é instantânea e escalável, permitindo que eventos locais atraiam palestrantes e participantes estrangeiros sem inflar o orçamento operacional.

Na visão do fundador, a nova era de tradução de palestras com inteligência artificial não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade presente:

"Estamos promovendo eventos verdadeiramente sem barreiras, permitindo que os produtores ampliem seus palcos e atraiam participantes de qualquer parte do mundo", conclui Moa Vianna, CEO da Orya.

Para mais informações, basta acessar: https://orya.pro ou https://www.instagram.com/orya.ia

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Reconstruções pós-enchente exigem critério técnico

Enchentes comprometem infraestrutura hídrica e sanitária em todo o Brasil. Entenda os critérios técnicos que determinam a segurança e a eficiência da reconstrução pós-desastre.

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Reconstruções pós-enchente exigem critério técnico

Entre o fim de abril e o início de maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu o maior desastre hidrológico já registrado no Brasil. Em apenas duas semanas, a precipitação em diversas regiões do estado atingiu cerca de 40% do volume médio anual. Aproximadamente 2,4 milhões de pessoas foram atingidas, mais de 600 mil ficaram desalojadas e 70 mil precisaram ser alocadas em abrigos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Dos 497 municípios gaúchos, 478 foram impactados.

O evento, apesar da dimensão, não é isolado. Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2023, desastres causaram R$ 639,4 bilhões em prejuízos no Brasil, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). No mesmo período, 5.233 municípios registraram 64.742 decretações de situação de emergência ou estado de calamidade pública, o equivalente a 94% dos municípios brasileiros atingidos ao menos uma vez. O padrão se repetiu nos anos seguintes: em 2025, o Brasil registrou 1.493 eventos hidrológicos, entre alagamentos, enxurradas, deslizamentos e inundações, afetando mais de 336 mil pessoas. Em janeiro do mesmo ano, chuvas extremas atingiram Pernambuco e, em junho, o Rio Grande do Sul foi novamente afetado.

Por trás dos números de vítimas e desabrigados, há um impacto menos visível, mas ainda grave: o colapso da infraestrutura enterrada. Após as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, mais de 900 mil residências ficaram sem abastecimento de água. Os efeitos se estenderam ao esgotamento sanitário, à coleta de resíduos sólidos e aos sistemas de drenagem urbana. Além disso, a contaminação da água, o extravasamento de esgotos e a obstrução de galerias pluviais são consequências que se amplificam com o tempo.

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O relatório oficial do governo gaúcho registrou ainda danos extensivos à infraestrutura rural: 9.158 localidades e mais de 206 mil propriedades atingidas, com severos prejuízos em estradas, construções e sistemas de abastecimento. A reconstrução dessas estruturas impõe um problema técnico que frequentemente recebe menos atenção do que merece: como intervir com eficiência em terrenos instáveis, saturados de água e de difícil acesso.

Matheus K. Leite, engenheiro mecânico na Bristol, indústria de implementos hidráulicos, aponta que as condições encontradas após desastres diferem substancialmente de uma obra convencional. "Após enchentes e deslizamentos, o solo costuma apresentar excesso de umidade, perda de compactação e instabilidade. Isso aumenta o risco de afundamentos e falhas estruturais durante a execução dos serviços, exigindo equipamentos que ofereçam controle preciso de torque e estabilidade durante as perfurações", afirma.

Segundo o engenheiro, a escolha dos implementos, como brocas e acessórios acoplados às máquinas, é tão determinante quanto o equipamento em si. "A especificação correta, conforme as características do terreno, seja ele argiloso, arenoso ou rochoso, influencia diretamente a eficiência da perfuração, a durabilidade do equipamento e a qualidade estrutural do resultado final", explica. Sistemas que distribuem melhor a força aplicada ao solo reduzem impactos excessivos na área de trabalho e permitem intervenções mais seguras para as equipes de campo.

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A velocidade de resposta, no entanto, não pode prescindir de critério técnico. "Do ponto de vista da engenharia, trabalhar onde o solo perdeu estabilidade exige respostas que sejam ao mesmo tempo rápidas e tecnicamente seguras. Cada hora conta para restabelecer acessos, sistemas de abastecimento e estruturas essenciais, mas uma intervenção mal especificada pode comprometer a estrutura executada e prolongar ainda mais o processo de recuperação", alerta Leite.

Diante do histórico de desastres no país e da frequência com que eventos climáticos extremos têm se repetido, o engenheiro aponta que a prontidão operacional de prefeituras, empresas de saneamento e construtoras torna-se um fator estrutural. A capacidade de perfurar novos pontos de captação, remover estruturas comprometidas e executar fundações em terrenos instabilizados determina a velocidade com que comunidades afetadas retomam o acesso a serviços básicos. Segundo Leite, equipamento adequado e especificação técnica condizente com o solo são, nesses momentos, elementos determinantes.

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