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Mercado de fertilidade deve ultrapassar R$ 3 bi no Brasil

O mercado brasileiro de fertilidade deve movimentar mais de R$ 3 bilhões em 2026, impulsionado pelo adiamento da maternidade, pelo crescimento da reprodução assistida e pela maior procura pelo congelamento de óvulos. Nesse cenário de expansão, clínicas e empresas de tecnologia passam a investir em inteligência artificial para tornar os tratamentos mais personalizados, oferecendo análises mais precisas sobre o potencial reprodutivo dos óvulos

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Mercado de fertilidade deve ultrapassar R$ 3 bi no Brasil

O mercado de fertilidade no Brasil vive um dos ciclos de expansão mais acelerados da saúde privada. Impulsionado pelo adiamento da maternidade, aumento da procura por congelamento de óvulos e avanço da reprodução assistida, o setor deve movimentar mais de R$ 3 bilhões em 2026, segundo estudo da Redirection International, que também projeta crescimento anual de aproximadamente 23% para o segmento.

O avanço consolida o Brasil como principal mercado de reprodução assistida da América Latina. Segundo a Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA), o país concentra 40% de todos os centros de reprodução assistida da região e lidera procedimentos como fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, transferência de embriões e congelamento de óvulos.

O tema ganha espaço neste Mês Mundial da Conscientização sobre a Fertilidade, conhecido como Junho Laranja, e o mercado não para de se movimentar para se adequar às demandas dos pacientes. Desta forma, com o setor em expansão, clínicas e empresas de tecnologia começam a disputar um novo espaço dentro da medicina reprodutiva: o uso de inteligência artificial para tornar os tratamentos mais individualizados e informativos. Isso porque, apesar do avanço técnico da reprodução assistida nas últimas décadas, muitas pacientes ainda passam por processos como congelamento de óvulos ou FIV sem compreender claramente o potencial reprodutivo dos óvulos coletados ou as reais perspectivas do tratamento.

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Historicamente, as decisões clínicas foram guiadas principalmente por fatores estatísticos, como idade da paciente, quantidade de óvulos recuperados e análises morfológicas tradicionais. Agora, empresas especializadas em fertilidade começam a aplicar inteligência artificial para ampliar a quantidade de dados disponíveis durante essa jornada.

Uma das companhias que atuam nesse segmento é a Future Fertility, empresa canadense especializada em IA aplicada à reprodução humana, que também atua no Brasil. A companhia desenvolveu ferramentas que utilizam inteligência artificial para analisar imagens de óvulos e determinar sua qualidade e potencial reprodutivo, oferecendo relatórios complementares ao trabalho realizado por médicos e embriologistas.

Um dos principais relatórios da empresa, chamado VIOLET™, analisa imagens de óvulos coletados para congelamento, a partir de inteligência artificial treinada com milhares de casos clínicos. O objetivo é oferecer uma análise mais individualizada sobre o potencial dos óvulos, ajudando pacientes e especialistas a terem conversas mais embasadas durante o tratamento.

"O congelamento de óvulos evoluiu significativamente, mas as informações disponíveis para as pacientes nem sempre avançaram no mesmo ritmo. À medida que mais pessoas optam por preservar sua fertilidade, cresce a necessidade de informações mais personalizadas que ajudem cada paciente a compreender melhor seu potencial reprodutivo individual", afirma Christy Prada, CEO da Future Fertility.

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Além de alterar a experiência das pacientes, o avanço da IA também começa a impactar a dinâmica de negócios do setor. Clínicas de fertilidade passaram a investir em diferenciação tecnológica em um mercado cada vez mais competitivo.

"A inteligência artificial deve provocar na fertilidade uma transformação semelhante à observada em outras áreas da saúde, como radiologia e oncologia: menos decisões baseadas apenas em percepção subjetiva e maior apoio de dados ao longo da jornada clínica", acredita Christy Prada.

Em um mercado cada vez mais orientado por dados, a fertilidade começa a seguir o mesmo caminho de outras áreas da medicina: menos decisões baseadas apenas em estatísticas populacionais e mais análises individualizadas mediadas por inteligência artificial.

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Probióticos em vez de antibióticos na produção animal

Bactérias resistentes a antibióticos estão se tornando um problema cada vez mais grave para a saúde humana. 73% de todos os antibióticos utilizados globalmente são administrados na produção animal. O uso de antibióticos pode ser reduzido com o emprego de probióticos na alimentação animal.

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Probióticos em vez de antibióticos na produção animal

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as bactérias resistentes a antibióticos representam um dos maiores riscos globais à saúde humana. Ao ampliar o conhecimento sobre bactérias formadoras de esporos e desenvolver pesquisas nessa área, a Evonik busca contribuir para a redução do uso de antibióticos na produção animal e para o combate à disseminação da resistência aos antimicrobianos.

Em 2021, mais de um milhão de pessoas morreram como resultado direto de patógenos resistentes a antibióticos. Especialistas estimam que esse número poderá chegar a aproximadamente dois milhões de mortes por ano até 2050. Parte do surgimento da resistência aos antibióticos é atribuída ao consumo elevado desses medicamentos.

"73% de todos os antibióticos utilizados no mundo são administrados na produção pecuária — para fins terapêuticos, profiláticos e como promotores de crescimento. Portanto, esse é o ponto de intervenção mais eficaz para conter o avanço da resistência", explica Stefan Pelzer, responsável por Pesquisa em Microbioma da Evonik.

Na produção animal, diferentes estratégias vêm sendo utilizadas para reduzir a dependência de antibióticos. Entre elas estão aditivos para ração, como ácido butírico, compostos de origem vegetal e probióticos. Em 2025, as vendas globais de probióticos para o setor de alimentação animal alcançaram cerca de US$ 4 bilhões, com crescimento anual aproximado de 7%.

Nesse contexto, a Evonik desenvolve pesquisas com o Ecobiol®, probiótico baseado na bactéria Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940. Os estudos são conduzidos no Biotech Hub da empresa, em Halle (Vestfália), com foco na compreensão de sistemas biológicos e no aprimoramento de produtos obtidos por biotecnologia.

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O Ecobiol® atua no fortalecimento do microbioma intestinal e do sistema imunológico dos animais, além de auxiliar no controle da disseminação de patógenos como Escherichia coli, Salmonella e Clostridium. Um dos principais desafios para a produção animal é o Clostridium perfringens, bactéria associada à enterite necrótica subclínica em aves. A doença compromete a integridade intestinal, afeta o crescimento dos animais e pode provocar mortalidade precoce, gerando perdas econômicas globais estimadas entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões por ano.

Os probióticos utilizados como aditivos para ração podem contribuir para a prevenção dessa doença quando apresentam atividade no intestino delgado. "No caso de bactérias formadoras de esporos, como Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940, que constitui a base do Ecobiol®, o fator decisivo é a rapidez e o local do sistema digestivo em que elas se transformam em células vegetativas ativas", afirma Pelzer.

Utilizando o modelo de intestino de aves DAISy (Dynamic Avian Intestine in vitro System), a equipe de pesquisa avaliou como ocorre esse processo durante a digestão da ração. Os cientistas também identificaram que o processo de fabricação influencia o comportamento de germinação e desenvolvimento dos esporos.

Com base nessas descobertas, foi desenvolvido um produto com germinação mais rápida no intestino, sem modificação da cepa bacteriana. Segundo a empresa, esse comportamento favorece a multiplicação das bactérias no intestino delgado e amplia o tempo de atuação contra microrganismos patogênicos.

Um estudo realizado pela Oklahoma State University demonstrou que, em frangos de corte expostos ao patógeno Clostridium perfringens, essa germinação mais rápida melhorou as taxas de sobrevivência em 50% em comparação com um probiótico padrão disponível no mercado, além de reduzir significativamente os danos estruturais ao intestino.

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Como as formulações de ração variam amplamente entre regiões e fases de desenvolvimento dos animais, os cientistas avaliaram o comportamento de germinação e desenvolvimento do Ecobiol® em diferentes tipos de ração.

As pesquisas relacionadas a probióticos e ao microbioma animal fazem parte dos esforços voltados à manutenção da saúde dos animais e à redução do uso de antibióticos na produção pecuária. Segundo Pelzer, os conhecimentos obtidos também podem contribuir para outras aplicações envolvendo produtos à base de Bacillus — seja em nutrição, cuidados pessoais, higiene oral, agricultura ou produtos de limpeza.

Evonik: Leading beyond chemistry

A Evonik vai além dos limites da química com sua combinação de força inovadora e experiência tecnológica de ponta. A empresa química global, com sede em Essen, Alemanha, está presente em mais de 100 países e registrou vendas de 14,1 bilhões de euros e lucro operacional (EBITDA ajustado) de 1,9 bilhão de euros em 2025. A motivação em comum de aproximadamente 31.000 colaboradores: oferecer aos clientes uma vantagem competitiva decisiva com produtos e soluções sob medida como uma superforça para a indústria, melhorando assim a vida das pessoas. Em todos os mercados. Todos os dias.

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