BRASÍLIA

Notícias Corporativas

A Sociedade Brasileira de Genética Médica completa 40 anos

Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) completa 40 anos acompanhando a evolução da especialidade, desde o período anterior ao Projeto Genoma Humano até a era da medicina de precisão e das terapias gênicas

Publicado em

A Sociedade Brasileira de Genética Médica completa 40 anos

Há 40 anos, a genética médica ajudava a decifrar doenças. Hoje, transforma diagnósticos, tratamentos e o futuro da medicina. Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) completa 40 anos acompanhando a evolução da especialidade, desde o período anterior ao Projeto Genoma Humano até a era da medicina de precisão e das terapias gênicas. Durante décadas, muitas famílias conviviam com doenças sem diagnóstico. Crianças nasciam com malformações sem causa conhecida, pacientes percorriam diversos especialistas em busca de respostas e inúmeras doenças hereditárias permaneciam sem explicação. Esse cenário começou a mudar com o avanço da genética médica, área que nas últimas quatro décadas transformou profundamente a forma como a medicina compreende, diagnostica e trata doenças.

A trajetória dessa evolução acompanha a história da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), que completa 40 anos em 15 de julho. Fundada em 1986, antes mesmo do lançamento do Projeto Genoma Humano, a entidade acompanhou uma das maiores revoluções científicas da medicina moderna e contribuiu para consolidar a genética médica como uma especialidade estratégica para a assistência à saúde no Brasil.

Quando a SBGM foi criada, o Projeto Genoma Humano ainda não existia. Os médicos geneticistas realizavam seus diagnósticos principalmente por meio da avaliação clínica, do histórico familiar, dos estudos cromossômicos e das primeiras técnicas de biologia molecular. Muitas doenças genéticas ainda não podiam ser identificadas, e milhares de famílias enfrentavam uma longa busca por respostas.

O cenário começou a mudar em 1990, com o lançamento do Projeto Genoma Humano, iniciativa internacional que resultou, em 2003, na conclusão da primeira sequência completa do DNA humano. O conhecimento do genoma abriu caminho para a identificação de milhares de alterações genéticas relacionadas a doenças, impulsionando uma nova era da medicina baseada na genômica. Em 2022, pesquisadores concluíram o sequenciamento das regiões do DNA que ainda permaneciam desconhecidas, consolidando o mapa mais completo do genoma humano.

Leia Também:  Universo da existência, universo da percepção: abertura do teamLab Biovortex Kyoto em 7 de outubro de 2025. Revelação completa

Os avanços científicos modificaram profundamente a prática médica. Atualmente, exames genéticos associados à avaliação clínica realizada pelo médico geneticista permitem diagnosticar doenças raras, identificar síndromes hereditárias, orientar casais sobre riscos reprodutivos, prever predisposições a diferentes tipos de câncer, auxiliar na escolha de medicamentos e indicar tratamentos personalizados de acordo com as características genéticas de cada paciente.

Essa transformação também alterou a forma como diversas doenças são classificadas. Muitas condições que antes eram definidas apenas pelos sintomas passaram a ser compreendidas por sua causa molecular, possibilitando diagnósticos mais precisos e terapias direcionadas.

O impacto é particularmente relevante nas doenças raras. Estima-se que existam mais de sete mil doenças raras descritas no mundo e que aproximadamente 80% delas tenham origem genética. Para milhares de pacientes, o diagnóstico representa o fim da chamada "odisseia diagnóstica", período marcado por anos de consultas, exames e incertezas, permitindo acesso ao aconselhamento genético, ao planejamento familiar e, em alguns casos, a tratamentos inovadores.

Além dos avanços no diagnóstico, a genética médica vive atualmente uma nova fase voltada ao desenvolvimento de terapias capazes de atuar diretamente na origem das doenças. Terapias gênicas, terapias celulares, medicamentos direcionados para alterações genéticas específicas e tecnologias de edição gênica, como o CRISPR-Cas9, já fazem parte da realidade em algumas condições e ampliam as perspectivas para o tratamento de doenças anteriormente consideradas sem opções terapêuticas.

Nesse contexto, o papel do médico geneticista tornou-se ainda mais relevante. O especialista é responsável pela avaliação clínica dos pacientes e de seus familiares, interpretação dos exames genéticos, correlação entre os achados laboratoriais e as manifestações clínicas, aconselhamento genético e definição das estratégias diagnósticas e terapêuticas mais adequadas.

A genética também passou a integrar a rotina de diversas especialidades médicas, como oncologia, neurologia, cardiologia, endocrinologia, imunologia, pediatria, medicina fetal e reprodução humana, refletindo a incorporação crescente da medicina de precisão na prática clínica.

Leia Também:  Modular Bahia participa da Bienal de Arquitetura de SP

"Quando a SBGM foi fundada, a medicina genômica ainda era uma perspectiva para o futuro. Ao longo dessas quatro décadas, acompanhamos uma transformação que mudou profundamente a assistência aos pacientes. A entidade participou desse processo defendendo a especialidade, estimulando a formação de novos médicos geneticistas, promovendo educação continuada, incentivando a pesquisa científica e contribuindo para a elaboração de diretrizes que orientam a prática clínica baseada em evidências", afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Dra. Ida Schwartz.

Segundo a entidade, além da atuação científica, a SBGM também contribuiu para ampliar o diálogo com universidades, centros de pesquisa, gestores públicos e instituições de saúde, fortalecendo políticas voltadas às doenças raras, à ampliação do acesso ao diagnóstico genético e à incorporação de novas tecnologias no sistema de saúde.

Para a vice-presidente da SBGM, Dra. Antonette Souto El Husny, a evolução da especialidade pode ser observada em um intervalo relativamente curto quando comparado à história da medicina.

"Celebrar os 40 anos da SBGM é celebrar uma trajetória que acompanha a própria evolução da genética médica no Brasil. Em apenas quatro décadas, passamos da análise cromossômica para tecnologias como o sequenciamento do exoma e do genoma, a medicina de precisão e terapias capazes de atuar diretamente sobre a causa genética de diversas doenças. Poucas áreas da medicina evoluíram de forma tão acelerada em tão pouco tempo", destaca.

Ao completar quatro décadas de atuação, a SBGM reforça a importância da genética médica para o futuro da assistência em saúde. Com a ampliação do conhecimento sobre o genoma humano e o desenvolvimento contínuo de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas, a expectativa é de que a medicina de precisão se torne cada vez mais relevante.

Advertisement

Notícias Corporativas

Robôs Humanoides da Booster Robotics Conquistam Todos os Títulos do Campeonato da RoboCup 2026

Published

on

By

SANTA CLARA, Califórnia, July 10, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Na RoboCup 2026, a principal competição de robótica do mundo, as equipes que competiram com robôs humanoides da Booster Robotics conquistaram todos os títulos do campeonato nas divisões Pequena, Média e Grande. Este ano, 59 equipes de todo o mundo participaram da RoboCup 2026; 38 delas competiram com robôs da categoria Booster, incluindo, entre outras: Badger Bots (EUA), Bahia Robotics Team (Brasil), Berlin United (Alemanha), B-Human (Alemanha), HTWK Robots (Alemanha), HULKs (Alemanha), Inha-United (Coreia do Sul), KURA (Emirados Árabes Unidos), NUbots (Austrália), Pumas (México), RedbackBots (Austrália), RFC-Tsudanuma (Japão), Rhoban (França), RoboEireann (Irlanda), Robo-Erectus (Singapura), Ruhrbot Devils (Alemanha), rUNSWift (Austrália), SPQR Team (Itália), Tech United (Países Baixos), UT AustinVilla (EUA) e whIRLwind Amsterdam (Países Baixos).

  • Divisão Grande: Campeão, Tsinghua Hephaestus; Vice-campeão, CAU Mountain&Sea; Terceiro lugar, BISTU Water. Todos competiram no Booster T1.
  • Divisão Média: Campeão, B-Humano; Vice-campeão, HTWK Robots; Terceiro lugar, Rhoban. Todos competiram no Booster K1.
  • Divisão Pequena: Campeão, Invic; Vice-campeão, Hamburg Bit-Bots; Terceiro lugar, GeoHBots. Invic e GeoHBots competiram no Booster K1 Air.

O Campeão dos Campeões

Essa adoção generalizada sinaliza uma mudança fundamental no que as competições de robótica analisam, de "quem pode construir o robô" para "quem pode tornar o robô mais inteligente". Nos últimos anos, as equipes gastaram grande parte dos seus recursos de P&D construindo o próprio robô a partir do zero, com um esforço significativo em design mecânico, desenvolvimento de hardware e controle básico de locomoção. Este ano marcou um claro ponto de inflexão: as equipes líderes se concentraram quase inteiramente em expandir os limites da percepção, tomada de decisões em tempo real e coordenação multiagente, com a Booster Robotics atuando como uma plataforma paralela dando continuidade ao avanço dos recursos de locomoção de pernas e pés dos robôs, aumento da confiabilidade em corridas de alta velocidade, paradas e voltas repentinas, recuperação de quedas e movimento sustentado. Essa separação do hardware e do software possibilita que o código complexo tenha um desempenho confiável no mundo real.

Leia Também:  SISQUAL® WFM é reconhecida no Prêmio Líderes da Saúde 2025

Booster Robotics Constrói um Ecossistema Global de Inteligência Incorporada

A Booster Robotics lançou recentemente o Booster Studio, o primeiro ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) do mundo focado na inteligência incorporada, oferecendo a engenheiros, pesquisadores e desenvolvedores de todo o mundo uma plataforma unificada para a programação, simulação e implantação de comportamentos mais eficientes dos robôs humanoides. A empresa também lançou oficialmente o Torneio de Futebol 3v3 Booster Champion (champion.booster.tech/?lang=en), convidando desenvolvedores e entusiastas de inteligência incorporada de todo o mundo a competir, colaborar e ajudar na criação conjunta do futuro da inteligência incorporada. A competição se expandirá para mais cenários do mundo real daqui para frente.

Uma das equipes mais jovens da RoboCup 2026 foi da Pui Ching Middle School (Macau). Usando o Booster Studio, esses jovens desenvolvedores conseguiram desenvolver, treinar e validar seus algoritmos em um ambiente digital altamente realista antes de implantá-los perfeitamente em robôs reais. Desde as principais universidades de pesquisa e laboratórios líderes até desenvolvedores e equipes de estudantes do dia a dia, um ecossistema aberto e compartilhado para o desenvolvimento de inteligência incorporada está tomando forma.

Leia Também:  Golpes digitais afetam 29% dos consumidores em todo o mundo

Sobre a Booster Robotics

A Booster Robotics é uma empresa de robótica humanóide dedicada em levar a inteligência incorporada para o mundo real. Na RoboCup 2026, as equipes que competiram em robôs Booster conquistaram todos os títulos do campeonato nas divisões Pequena, Média e Grande, ampliando a liderança técnica da Booster em robótica humanoide. Para mais informações, visite booster.tech. Para mais informações sobre o Booster Studio, visite studio.booster.tech.

FONTE Booster Robotics

Nota: Imagens e recursos de vídeo de alta resolução disponíveis mediante solicitação. Contato [email protected]

Contato com a Mídia: Booster Robotics | [email protected]

Fotos deste comunicado podem ser encontradas em:

https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/3b5f3e3a-6e48-4365-bf7d-4ec5bd778c23

https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/b571735e-8754-4ce8-89bb-c98823a8f774

https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/370f2eeb-f910-493f-b829-6b0539634511

https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/c325bbe4-b0d5-4824-b485-3b16802b8bf2

https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/5ade4f45-57ce-4cca-ae72-dff06da8c051

GLOBENEWSWIRE (Distribution ID 9760680)

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI