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AgSUS oferta curso em Saúde Digital para profissionais do Programa Mais Médicos

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Os profissionais do Programa Mais Médicos para o Brasil do Ministério da Saúde terão a oportunidade para realizar qualificação em Saúde Digital por meio de um curso gratuito e on-line disponibilizado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). São 400 vagas disponíveis e os interessados devem preencher o formulário de pré-inscrição até 10 de setembro de 2025 pelo link bit.ly/FundamentosSaúdeDigital2025.

Com carga horária de 30 horas, o curso “Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS) – Atualização 2025” foi desenvolvido com o intuito de qualificar profissionais da APS para o uso e incorporação de ferramentas tecnológicas na prática do cuidado. O curso aborda tecnologias já disponíveis e de acesso gratuito, como o Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS APS), destacando também sua aplicação em iniciativas de telessaúde e a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil.

Como diferencial, o curso oferece um módulo prático inovador, baseado em simulações de uso das ferramentas digitais. Entre elas, destaca-se a teleconsulta entre médico remoto e usuário na Unidade Básica de Saúde (UBS), permitindo vivenciar o atendimento mediado por tecnologia.

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Outra simulação apresenta situações de teleconsultoria, incluindo a captura e o envio de imagens clínicas — como lesões dermatológicas e de orofaringe — para obtenção de uma segunda opinião especializada. Essa prática fortalece a qualidade do cuidado ao ampliar a troca de informações entre profissionais de saúde, garantindo maior resolutividade e integração no atendimento. O curso busca oferecer uma experiência de aprendizado acessível, prática e integrada à rotina já desenvolvida pelos profissionais nas unidades de saúde, com conteúdos atualizados e aplicáveis imediatamente no dia a dia.

Entre os conteúdos abordados estão:

  • Uso da telessaúde na APS;
  • Ferramenta de videochamada integrada ao PEC e-SUS APS;
  • Registro da teleconsulta no sistema;
  • Programa SUS Digital e à RNDS;
  • Aspectos éticos, jurídicos na oferta de telessaúde;
  • Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD);
  • Simulação de teleconsultas;
  • Inteligência artificial aplicada ao setor saúde.

Além de videoaulas com especialistas renomados da área, como Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da FMUSP, e Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, o curso oferece e-books, resumos ilustrados e materiais de consulta rápida. Devido ao número limitado de vagas, terão prioridade profissionais vinculados ao Programa Mais Médicos e aqueles que já utilizam o PEC e-SUS APS.

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“O objetivo do curso é qualificar o trabalho na ponta, aproximando teoria e prática. Com simulações, os profissionais do Programa Mais Médicos podem aplicar imediatamente os conhecimentos de saúde digital no cuidado aos usuários do SUS na Atenção Primária”, destaca a gestora da Unidade de Transformação Digital em Saúde da Diretoria de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Ana Claudia Cielo.

A capacitação integra o Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre a Agência e o HCFMUSP. Após a realização da inscrição, os alunos terão 60 dias para finalizar o percurso formativo.

Ministério da Saúde,
com informações da AgSUS

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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