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Saúde

Brasília é a 3ª cidade mais ensolarada do mundo

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Saiba como isso pode ser prejudicial à visão e como se proteger desse problema

 

Levantamento feito pela empresa Betway mostra que Brasília é a terceira cidade do mundo que possui dias mais longos e com maior exposição ao sol. Com uma média de 12 horas e 16 minutos de luz por dia durante o ano, a capital federal fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar de ser uma boa notícia para as pessoas que amam desfrutar a luz solar, o dado exige certa atenção quando o assunto se volta para a saúde ocular.

 

Já está comprovada a correlação direta entre exposição prolongada aos raios ultravioletas (UV) e a maior incidência de pterígio, catarata, degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O pterígio se caracteriza pelo crescimento anormal de tecido na parte branca do olho. Essa afecção, que pode se estender até a córnea e provocar sintomas como vermelhidão, irritação e sensação de corpo estranho no olho. Já a catarata, que ocorre quando o cristalino se torna opaco, pode causar visão embaçada, sensibilidade à luz e dificuldade em enxergar à noite.  Para ambas já existem procedimentos cirúrgicos que corrigem o problema.

 

Porém, quando o assunto é Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), os cuidados precisam ser ainda maiores. A doença, que afeta a mácula, região da retina responsável pela visão central, pode resultar em perda gradual da visão central, prejudicando atividades diárias como leitura e reconhecimento de rostos. Embora não haja cura, tratamentos como injeções intraoculares e antioxidantes específicos podem ajudar a retardar sua progressão. “A radiação ultravioleta é um dos fatores de risco para o desenvolvimento dessas condições, sendo assim, fica ainda mais evidente a importância da conscientização dos brasilienses sobre esses problemas e a adoção de medidas preventivas”, afirma o doutor Dr. Renato Braz Dias, especialista em Retina e Vítreo do Hospital de Olhos INOB –empresa do Grupo Opty.

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O oftalmologista lembra ainda que os efeitos da radiação UV são cumulativos. Ou seja, quanto mais os olhos são expostos aos raios UV, maiores serão os riscos do desenvolvimento de uma doença, com o passar dos anos. Então, utilizar óculos de sol é primordial para tentar evitar essas consequências. O oftalmologista ressalta que, no entanto, o artefato deve ter lentes de boa qualidade, que bloqueie entre 99% e 100% dos raios UVA e UVB, e preferencialmente tenha armação que envolva as laterais dos olhos. “Os óculos devem ser usados até em dias nublados. E as crianças também precisam dessa proteção. A maioria dos danos solares aos olhos é acumulada nos primeiros anos de desenvolvimento. Ou seja, óculos escuros não devem ser vistos apenas como um acessório para embelezar o rosto, mas como um objeto essencial para cuidar da saúde ocular”, assegura o Dr. Renato.

 

O alerta coincide com a semana da Saúde Ocular, que visa chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde dos olhos e pretende mostrar à população os benefícios das medidas preventivas. Orientações do Ministério da Saúde destacam que para garantir uma visão saudável, é necessário prevenir, proteger, preservar e priorizar a saúde dos olhos, por isso planejar uma ida anual ao oftalmologista e fazer check-up periódico é fundamental nesse processo.  Exames rotineiros são necessários para que o médico possa diagnosticar e identificar doenças sistêmicas, algumas das quais podem se desenvolver silenciosamente e até levar à cegueira. “Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma forma de deficiência visual, sendo que a maioria desses casos poderia ser evitada por meio de tratamentos adequados. Desta forma, aumentar a conscientização sobre os problemas de saúde ocular e a importância da prevenção e diagnóstico precoce das doenças que afetam os olhos é a maneira mais segura de garantir a qualidade de vida da população”, conclui o doutor Renato Braz Dias.

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Sobre o Grupo Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 28 marcas, totalizando 85 unidades, aproximadamente 3000 colaboradores e 1400 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (PE, RJ, SP e SC), fazem parte dos associados: o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), Hospital de Olhos INOB (DF), Hospital de Olhos do Gama (DF), Visão Hospital dos Olhos (DF), Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), Instituto de Olhos Villas (BA), Oftalmoclin (BA), Oftalmodiagnose (BA), Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), Sadalla.Smart (SC), HCLOE (SP), Visclin Oftalmologia (SP), Eye Center Oftalmologia (RJ), COSC (RJ), Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia – Unidade Paulista de Oftalmologia (SP), HMO – Hospital Medicina dos Olhos (SP), Instituto da Visão (SP), Visão Center (PE), Íris Oftalmo (PE), SEOPE (PE) e CEOP – Centro de Olhos do Pará (PA). Visite www.opty.com.br

 

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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