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Internações de bebês por bronquiolite alertam para a importância da vacinação de gestantes

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Antes do período de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), o Ministério da Saúde reforça a vacinação de gestantes para proteger recém-nascidos contra formas graves da bronquioliteDesde a implementação da imunização no Sistema de Saúde (SUS), em dezembro, cerca de 88,4 mil gestantes foram vacinadas.   

Lúcia Soares, enfermeira e mãe de duas crianças, viveu de perto a gravidade da bronquiolite. A filha mais velha foi internada após infecções respiratórias que evoluíram para a doença. “Foram duas internações: uma com 1 ano e 3 meses e outra com 1 ano e 7 meses. A gente ficou muito apreensivo porque precisou de oxigênio, de monitoramento. Permanecemos por uma noite na UTI até a Isabella estabilizar. Depois ainda sentimos medo da doença voltar”.  

A expectativa é de que com a vacinação, cerca de 28 mil internações por bronquiolite possam ser evitadas por ano, além de beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 1,8 milhão de doses do imunizante contra o vírus. 

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Com a incorporação da vacina na rede pública de saúde, Lúcia comemora. “Saber que hoje existe essa proteção traz um alívio enorme. Minha irmã está grávida e tenho amigas que também estão esperando bebês. Todas ficaram muito mais tranquilas sabendo que a vacina está disponível no SUS. Nenhuma mãe merece ver seu bebê na internação. 

O que é o VSR?  

A bronquiolite é uma infecção respiratória comum em crianças pequenas, especialmente em bebês menores de 2 anos. A vacinação durante a gestação, a partir da 28ª semana, permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê. A imunização garante a proteção nos primeiros meses de vida, que é a fase de maior vulnerabilidade às complicações da bronquiolite. 

Embora muitos casos sejam leves, a doença pode evoluir para quadros graves, principalmente em recém-nascidos, prematuros e crianças com comorbidades. Por isso, Ministério da Saúde orienta que gestantes procurem a unidade de saúde mais próxima para se informar sobre a vacinação e manter o calendário vacinal em dia.  

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Acesse a campanha de prevenção da bronquiolite

Juliana Soares 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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