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Blockchain pode aumentar segurança na nuvem

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Foto: Rodrigo Reis

 

De acordo com um estudo da consultoria Gartner, as empresas devem aumentar em 26,8% os investimentos em segurança na nuvem neste ano.

Para Rodrigo Reis, Cloud Solutions Champion da NAVA Technology for Business, a blockchain pode ser um aliado nessa missão crítica por ter criptografia de ponta a ponta em suas transações. Também exige identificação biométrica e tem transações auditáveis e rastreáveis, além de capacidade de geoindependência e de rodar em várias nuvens e em ambientes híbridos.

Entre os principais desafios de segurança na nuvem que podem ser reduzidos pela blockchain, Reis destaca:

  • Ataques de superfícies não gerenciadas: como a carga de trabalho da empresa pode rodar em múltiplos ambientes, a exposição a ataques cibernéticos é bem maior. Os times de segurança devem realizar um mapeamento e utilizar proteção dos sistemas de informações. Com a blockchain, os registros são armazenados em uma rede descentralizada, evitando um único ponto de falha, o que torna o sistema mais resistente a ataques.
  • Problemas de configuração: o ambiente de nuvem foi projetado para o uso de aplicações e de sistemas que em sua maior parte são utilizados de maneira pública. Logo, é notório que trazem a facilidade de estar conectados sempre à internet, mas caso seja cometido algum erro na configuração dos serviços, os dados podem ser expostos. Porém, com a blockchain é possível utilizar algoritmos criptográficos que garantem mais segurança, podendo até tornar os dados invioláveis.
  • Erro humano: a maioria dos problemas de segurança é causada por falhas humanas. Entre os motivos para isso estão o surgimento de novas tecnologias, como API e controles abertos e mal configurados pelo time técnico, e a dificuldade dos especialistas de acompanhar as mudanças tecnológicas. Com isso, é recomendável que haja guard rails, com o intuito de criar políticas internas para proteger as companhias e as pessoas de falhas que podem ocorrer no dia a dia com políticas de governança e segurança de nuvem. Além disso, a blockchain pode ser usada para criar sistemas mais seguros que garantam a integridade de dados e, assim, evitar possíveis erros de atividades manuais.
  • Brecha de dados: dados que não deveriam estar expostos, ou seja, não são públicos ou deveriam estar protegidos pela LGPD, podem ser objeto de vazamento. Com a blockchain é possível proteger os dados contra o acesso não autorizado e adulterado, pois são distribuídos em várias partes que tornam mais difícil para os invasores obterem acesso e comprometer o sistema.
  • Roubo de identidade: é um problema sério de segurança, pois o sistema pode identificar uma pessoa “x” como se fosse uma pessoa “y”, o que viabiliza práticas como fraudes, sabotagens e outros tipos de crime. A blockchain pode auxiliar na resolução dessa questão, pois é possível fornecer uma plataforma segura e descentralizada para armazenar e verificar as informações de identidade. Assim, o usuário pode manter o controle sobre os seus dados e compartilhar apenas com indivíduos confiáveis, para reduzir o risco de roubo de identidade e fraude.
  • Espionagem interna: ocorre quando a ameaça interna à segurança cibernética vem de um funcionário, ex-funcionário ou outra pessoa que tenha acesso direto à rede da empresa, aos dados confidenciais e à propriedade intelectual, assim como o conhecimento de processos de negócios, políticas da empresa ou outras questões que ajudariam a realizar tal ataque. A blockchain pode melhorar a segurança cibernética interna com o domínio do gerenciamento de identidade, sendo essencial provar as informações pessoais em diversos serviços.
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Sobre a NAVA Technology for Business

Com mais de 27 anos de atuação, a NAVA Technology for business fornece serviços e soluções de negócios e tecnologia, como Plataforma de AIOps & Observability Strategy, Digital Strategy & Agile Development, Payments, Intelligent Outsourcing, Cloud & Infrastructure Solutions, Advanced Analytics & Automation e Cybersecurity. Assim, a NAVA inspira pessoas e empresas dos setores financeiro, seguros, meios de pagamento, educação, energia, saúde, telecomunicações e varejo a transformar e impactar positivamente o mundo.

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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