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Brasil e China assinam acordos em C&T, energia nuclear e na área espacial

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou, nesta terça-feira (13) três memorandos de entendimento entre Brasil e China, voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação. Os acordos foram firmados durante a visita de Estado do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, em Pequim.

Um dos memorandos assinados entre o MCTI e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China prevê a criação conjunta do Centro de Transferência de Tecnologia China-Brasil e o Centro de Transferência de Tecnologia China-América Latina e Caribe – Sede Brasil, com base na igualdade e no benefício mútuo, com vigência de cinco anos. 

A sede brasileira pretende conectar-se a empresas, escritórios de transferência de tecnologia, instituições de pesquisa científica, universidades e faculdades de ambos os países, por meio de uma plataforma de conexão, estabelecendo uma relação cooperativa e sustentável com a sede chinesa e outras unidades do Centro China-América Latina e Caribe de Transferência de Tecnologia. A instituição no Brasil será responsável por organizar diversas formas de cooperação em transferência de tecnologia com base nas demandas de ambos os países. 

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O outro acordo firmado foi a Declaração Conjunta de Intenções entre a pasta brasileira e a Administração Espacial Nacional da China sobre o compartilhamento de dados espaciais com os países da CELAC no âmbito do programa CBERS. Pelo acordo, os dois países se comprometeram a envidar esforços para compartilhar com os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos as informações geradas pelos satélites CBERS-5 e CBERS-6. O documento também prevê oferecimento de capacitação e treinamento aos países da CELAC para a interpretação de dados espaciais e a comunicação de informações meteorológicas, ambientais e climatológicas.

Por fim, o terceiro memorando assinado entre Brasil e China trata da ampliação da cooperação em pesquisa e desenvolvimento na área de usos pacíficos da energia nuclear. O Memorando de Entendimento entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Autoridade de Energia Atômica da China (CAEA) contempla pesquisas fundamentais e aplicadas, além da formação de recursos humanos nas áreas de projeto, construção, operação e manutenção de reatores modulares pequenos e reatores de pesquisa multipropósito, entre outras iniciativas como segurança nuclear, segurança física nuclear, preparação e resposta a emergências nucleares e proteção radiológica.

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Fórum CELAC-China

 Antes das assinaturas dos acordos, a ministra Luciana Santos participou, ao lado do presidente Lula, da abertura do IV Fórum da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Este funciona como uma plataforma de cooperação intergovernamental entre países em desenvolvimento, que serve de vetor de promoção dos interesses do Sul Global. O encontro insere-se na agenda externa da CELAC, que inclui, também, diálogos regulares com a União Europeia, a União Africana, o Conselho de Cooperação do Golfo, a Índia e a Turquia.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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