TECNOLOGIA
Prospecção do futuro na ciência e tecnologia guia 1ª reunião da cooperação dos BRICS sobre ciência, tecnologia e inovação
Publicado em
14 de abril de 2025por
infocoweb
Com temas estratégicos como inteligência artificial, sustentabilidade, integração de big data e, foresight – metodologia de prospecção de futuros possíveis no âmbito da Ciência e Tecnologia e Inovação (CT&I) -, o Brasil avançou mais uma etapa na agenda de cooperação entre os países do BRICS. Nesta semana, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI) realizou o seminário Internacional de Prospecção Tecnológica: Oportunidades em CT&I para a Cooperação dos BRICS, em Brasília.
Ao longo do ano, estão previstos mais 13 encontros – presenciais e virtuais – para aprofundar o diálogo e alinhar estratégias comuns. Adriana Thomé, coordenadora-geral de Cooperação Multilateral do MCTI, destacou que, apesar das diferentes realidades dos países participantes, houve sintonia em torno de temas prioritários para o futuro da ciência e tecnologia.
“O que mais chamou a minha atenção foi a convergência de algumas temáticas — principalmente a questão da mudança do clima, que apareceu em várias falas. Isso mostra como diferentes países estão preocupados em desenvolver tecnologias que possam nos ajudar a enfrentar esse desafio global que afeta a todos. Essa preocupação é especialmente relevante neste ano, pois está diretamente ligada ao nosso próximo grande evento no Brasil, a COP30.”
Para o diretor-presidente da CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), Fernando Rizzo, o encontro foi uma oportunidade para que cada país compartilhasse suas experiências na área de ciência, tecnologia e inovação, além de fortalecer o incentivo a parcerias multilaterais.
“Percebemos uma convergência entre os países. Enquanto alguns ainda estão em fase de definição de direções, estratégias e formas de implementação de seus projetos, outros já se encontram em estágios mais avançados. É o caso da Indonésia e da Rússia, que atuam ativamente na área de foresight tecnológico. A Rússia, por exemplo, conta com a HSE University — uma universidade de excelência que oferece programas robustos voltados para métodos matemáticos aplicados à modelagem de inteligência artificial”, destacou Rizzo.
A Indonésia foi representada por Boediastoeti Ontowirj, que trouxe o tema de foresight para o debate por meio do Plano Nacional de Desenvolvimento da Indonésia, que pontua etapas para a implementação da metodologia de foresight tecnológico.
O professor Alexander Sokolov, da Higher School of Economics (HSE), da Rússia, a principal universidade e instituto de pesquisa do país, destacou como a metodologia foresight é usada para alcançar uma visão de futuro coletiva. Ele citou algumas das conquistas do país no tema, trazendo para o debate as principais tendências que afetam o desenvolvimento da ciência e tecnologia global. Sokolov ainda falou sobre métodos e aplicações de foresight em inteligência artificial.
O workshop reuniu autoridades, especialistas e lideranças globais em ciência, tecnologia e inovação dos 11 países que hoje integram o agrupamento: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
Foresight tecnológico
Durante o debate, o Brasil também apresentou sua visão sobre como a metodologia de foresight pode orientar políticas públicas e decisões estratégicas em ciência e tecnologia. Para Caetano Penna, diretor do CGEE, a prospecção tecnológica deve estar alinhada às necessidades concretas da população e ao papel transformador da ciência e da inovação.
“A Foresight – ou prospecção em português – é uma análise do futuro. Nesse contexto, trata-se de um estudo para antecipar tendências e identificar ações que podemos tomar hoje para atingir os objetivos da ciência, tecnologia e inovação. Essencialmente, busca responder como podemos desenvolver tecnologias para resolver os problemas da sociedade, olhando para o futuro e identificando quais tecnologias precisam ser desenvolvidas.Temos que ter a visão de que a ciência e a tecnologia devem servir para resolver problemas concretos e melhorar as condições de vida”.
Atualmente, no Brasil, diferentes instituições e grupos de pesquisa têm se aprofundado na aplicação da metodologia de foresight em áreas como agricultura, espaço, aeronáutica, medicina tropical, saúde pública e prevenção de pandemias, indústria farmacêutica e de cosméticos, e petroquímica.
Entre os cases nacionais de destaque, estão os trabalhos conduzidos por duas instituições que aplicam de forma sistemática estudos prospectivos em seu planejamento anual e em suas visões de médio e longo prazo: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na área da saúde, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que publica estudos de cenários desde os anos 1990, com foco na evolução tecnológica e em soluções inovadoras para o setor.
Cooperação e recomendações sobre foresight
Além do workshop, o CGEE está organizando um evento presencial em outubro de 2025, com o propósito de elaborar um documento oficial de recomendações sobre foresight. Este material buscará oferecer um conjunto de orientações estratégicas sobre as principais oportunidades dentro do tema, com foco em fomentar a cooperação entre os países do agrupamento. O objetivo é que ele também funcione como evidência para apoiar a coordenação mais estratégica da Cooperação Internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no contexto do BRICS, contribuindo para o fortalecimento das iniciativas conjuntas.
Com informações da Assessoria de Comunicação do BRICS
TECNOLOGIA
MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos
Published
13 horas atráson
24 de abril de 2026By
infocoweb
Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.
A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.
Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.
O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.
A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.
Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.
Minerais críticos
“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.
Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.
Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.
Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

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