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Corumbá de Goiás vive a era do turismo de experiência

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Entre os rios Corumbá e Ribeirão Bagagem, em 1731, nascia um povoado que, séculos depois, viria a se tornar um dos cartões postais do estado de Goiás, com atrações que vão de cachoeiras exuberantes, ao ecoturismo, à vitivinicultura


Com quase três séculos de existência, o Corumbá de Goiás participou – e testemunhou – mais da metade da história do Brasil. O município foi um dos destinos das primeiras expedições iniciais da busca de ouro pelos bandeirantes. Em 1931, iniciou-se a ocupação nas imediações do Rio Corumbá, onde o metal foi encontrado.

O ciclo do minério passou, mas a cidade descobriu uma nova riqueza: o turismo sustentável e de experiência. O charme da arquitetura colonial, os casarios que guardam histórias e memórias, suas paisagens serranas e cachoeiras, o vinho produzido na região atraem milhares de turistas anualmente. Hoje, aos 296 anos, a cidade integra a Rota dos Pirineus, que atrai 80 mil visitantes por mês na baixa temporada, e 120 mil visitantes por mês na alta temporada.

Só o Salto Corumbá, um dos maiores parques de ecoturismo do Estado situado no município, recebe cerca de 120 mil visitantes a cada ano. No local estão seis cachoeiras, entre elas a que dá nome ao parque, com 50 metros de altura. O que hoje atrai tanta gente, no passado, foi um empecilho para os portugueses, que desviaram o curso do rio e secaram a queda d’água para facilitar a exploração do ouro

A geografia serrana da região tem alguns pontos com altitude que chegam a 1.200 metros, o trouxe um clima mais ameno e também favoreceu o desenvolvimento da vitivinicultura nos últimos anos. A produção de queijos acompanhou este movimento e também se tornou reconhecida, com premiações nacionais e internacionais. Razão pela qual a região serrana integra a Rota dos Pirineus, destino para quem quer realizar uma rota gastronômica. A cidade também é início do Caminho de Cora Coralina, trilha de mais de 300 quilômetros que termina na Cidade de Goiás.

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O proprietário do Salto Corumbá, Rodrigo Estivallet, conta que “as pessoas vão até Corumbá de Goiás em busca de contato com a natureza, viver experiências, e estar em um contexto de desaceleração e contemplação”, diz.

A rede de hospitalidade da cidade também está em fase de expansão com a chegada de condomínios horizontais, voltados para a construção de casas de veraneio, para locação e até segunda moradia. É o caso do Salto Imperial, o primeiro empreendimento da cidade, que teve a primeira etapa praticamente esgotada.

“Os terrenos acidentados são os queridinhos do público, os primeiros a acabar porque a intenção dos proprietários é fazer casas instagramáveis e inspiradoras”, diz o coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro.

A secretária de turismo do município, Gheovanna Lowrranny, explica que esta expansão imobiliária é reflexo deste novo momento da cidade, sendo estratégica para o desenvolvimento turístico uma vez que aumenta os locais de hospedagem e de experiências. “E este condomínio abriu as portas para a chegada de outros”, diz. Ela informa que, além de mais um lançamento, o volume de consultas para a implantação de novos projetos vem aumentando.

Atualmente, o município também está desenvolvendo junto ao Sebrae um plano de ação para se tornar um Destino Turístico Inteligente, certificado concedido pelo Ministério de Turismo para municípios que usam a inovação, sustentabilidade e acessibilidade para gerir seu território. “Estamos implementando as mudanças necessárias para que nosso destino alcance mais pessoas”, diz.

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Cultura e patrimônio histórico
O professor de história Ramir Curado, o que mais ressalta aos olhos dos estudiosos da história do município é como Corumbá conseguiu preservar a sua cultura através dos tempos.

O centro histórico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e conta com uma centena de edificações coloniais bem preservadas e o Museu de Arte Sacra, que fica na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França.

É da cidade a Corporação Musical 13 de Maio, banda civil fundada em 1890 e considerada a mais antiga em atividade no estado. E os amantes da história tem oportunidade de ter contato com objetos históricos raros, como um crucifixo doado pelos jesuítas durante o ciclo do ouro.

“Entre as tradições folclóricas da região estão as cavalhadas que acontecem em setembro, na festa de Nossa Senhora da Penha, as folias em maio e junho na Festa do Divino Espírito Santo e a popular semana santa da cidade”, lista.

A cidade também guarda a efervescência literária. Vem de seus berços o escritor Bernardo Élis, único goiano a integrar a Academia Nacional de Letras, e José J. Veiga, que teve seus livros publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal. Ganhou, pelo conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras. A Academia Corumbaense de Letras promove uma série de atividade para manter viva a tradição na cidade.

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Conjunto Moderno da Pampulha: um marco da arquitetura brasileira reconhecido pela Unesco

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Na capital mineira, Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha emoldura um dos marcos mais revolucionários da história da arquitetura mundial. Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha foi concebido entre 1940 e 1943 e representa o nascimento de uma identidade arquitetônica genuinamente brasileira, unindo arte e paisagismo.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o complexo integrou o uso do concreto armado a painéis de azulejos de Candido Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins tropicais do paisagista Roberto Burle Marx.

Reconhecimento

A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Conjunto Moderno da Pampulha por ser um testemunho das artes e da arquitetura do século 20. O projeto introduziu novas formas ao movimento moderno internacional, ao flexibilizar as linhas retas da época em favor das curvas no concreto.

O reconhecimento destaca a integração entre as edificações e o espelho d’água da lagoa artificial, criando uma “cidade-jardim” onde arquitetura, artes plásticas e paisagismo conversam em perfeita harmonia. A Pampulha serviu também como um verdadeiro laboratório de ideias que, anos mais tarde, inspiraria a construção de Brasília – outro ícone brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Confira AQUI.

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O que fazer

Entre os principais atrativos do Conjunto Moderno da Pampulha estão:

  • Igreja de São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha): mais famoso cartão-postal da capital, destaca-se pelo seu formato ondulado e linhas curvas, pelos jardins de Burle Marx e pelo impressionante painel externo em azulejos azuis, pintado por Candido Portinari.

  • Museu de Arte da Pampulha (MAP): o primeiro edifício do conjunto a ser concluído surpreende pelo jogo de espelhos, transparências e mármores, abrigando exposições e eventos culturais.

  • Casa do Baile: em uma ilha artificial conectada por uma ponte, destaca-se pela marquise que contorna o espelho d’água. É o atual Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.

  • Iate Tênis Clube: projetado para a prática de esportes náuticos, possui arquitetura que remete à estrutura de um barco.

  • Casa Kubitschek: antiga residência de férias de JK, projetada por Niemeyer, com jardins de Burle Marx, hoje é aberta à visitação como museu.

Como chegar

O Conjunto Moderno da Pampulha fica na Zona Norte de Belo Horizonte (MG), a cerca de 10 quilômetros do centro da capital.

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Para quem chega de avião, o ponto de acesso principal é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins), a cerca de 30 quilômetros da Pampulha. O deslocamento, a partir do aeroporto ou da região central, pode ser feito de carro ou ônibus executivos pelas avenidas Antônio Carlos e Pedro I.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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