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Açúcar dispara mais de 2% em Nova York após mínimas históricas e incertezas climáticas

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O mercado global de açúcar registrou uma forte alta nesta quarta-feira, com contratos futuros em Nova York e Londres operando em valorização após semanas de queda. Na ICE Futures US, o contrato outubro/25 subiu 2,17%, sendo negociado a 16,48 cents de dólar por libra-peso. O contrato março/26 também avançou 1,90%, cotado a 17,15 cents. Em Londres, o contrato agosto/25 teve valorização ainda mais expressiva, de 3,24%, fechando a US$ 491,20 por tonelada.

Quedas recentes e projeções de superávit global

Os preços do açúcar vinham recuando nas últimas semanas, influenciados por previsões de um superávit global expressivo para a temporada 2025/26. A consultoria Czarnikow estima um excedente de 7,5 milhões de toneladas, o maior dos últimos oito anos. Já o USDA, no relatório divulgado em maio, projetou um aumento de 4,7% na produção global, que pode atingir um recorde de 189,3 milhões de toneladas, com os estoques finais crescendo 7,5%, chegando a 41,2 milhões de toneladas.

Incertezas climáticas influenciam o mercado

Apesar da pressão do excesso de oferta, o mercado passou a focar nas condições climáticas em áreas produtivas essenciais. No Brasil, ainda estão sendo avaliados os impactos das geadas ocorridas no final de junho, o que gera dúvidas sobre a produtividade da safra do Centro-Sul.

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Situação na Índia e previsão meteorológica

Na Índia, a chegada antecipada das monções e um volume de chuvas 9% acima da média em junho reforçam a expectativa de uma safra forte, cenário que pressiona os preços para baixo. O Departamento Meteorológico indiano projeta chuvas acima da média também para julho, favorecendo o desenvolvimento dos canaviais.

Essa movimentação reflete a volatilidade atual do mercado, marcada pelo equilíbrio entre a oferta global elevada e as incertezas climáticas nas principais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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