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Brasil registra saída líquida de US$ 2,2 bilhões pelo câmbio até 16 de maio, aponta Banco Central

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O Brasil registrou um fluxo cambial total negativo de US$ 2,226 bilhões no mês de maio até o dia 16, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC). O resultado parcial do mês é influenciado principalmente pelas saídas líquidas no canal financeiro, apesar do desempenho positivo no setor comercial.

Canal financeiro tem saída líquida de mais de US$ 4 bilhões

De acordo com o BC, pelo canal financeiro, que inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, além de remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações, houve uma saída líquida de US$ 4,375 bilhões até o dia 16 de maio.

Canal comercial tem saldo positivo no período

Na contramão do financeiro, o canal comercial, que engloba operações de exportação e importação, apresentou um saldo positivo de US$ 2,150 bilhões no mesmo período.

Semana entre 12 e 16 de maio também foi negativa

Na semana entre 12 e 16 de maio, o fluxo cambial total foi negativo em US$ 3,301 bilhões, reforçando a tendência de saída de dólares do país neste mês.

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Acumulado do ano já soma saída de mais de US$ 11 bilhões

No acumulado de 2024 até o dia 16 de maio, o Brasil contabiliza um fluxo cambial negativo de US$ 11,133 bilhões, segundo os dados preliminares do Banco Central, que fazem parte das estatísticas do câmbio contratado.

O resultado mantém a atenção do mercado sobre os movimentos de entrada e saída de capital estrangeiro no país, sobretudo em um cenário de maior volatilidade econômica e mudanças nos fluxos globais de investimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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