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Carne de búfalo estreia na Feicorte 2025 com pratos inspirados no tropeirismo e aposta em novos mercados

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A carne de búfalo será apresentada pela primeira vez na Feicorte, realizada de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A iniciativa marca a estreia da proteína bubalina em um dos principais encontros da cadeia produtiva de carnes do país.

A ação é conduzida por associados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que irão apresentar ao público preparações que unem carne e derivados do leite de búfala, reforçando o potencial gastronômico e a versatilidade do produto.

Degustações destacam carne de sol e produtos lácteos de búfala

Entre os destaques da programação, o público poderá degustar carne de sol de búfalo acompanhada de manteiga de búfala aromatizada e stracciatella. Outra preparação que integra o cardápio é a paçoca de pilão feita com carne bubalina, resgatando referências da culinária tradicional brasileira.

Além das receitas com carne, também serão apresentados derivados do leite de búfala, como muçarela, burrata, manteiga e stracciatella, utilizados nas combinações servidas durante o evento.

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Segundo o criador de búfalos em Sarapuí (SP) e ex-presidente da ABCB, Caio Rossato, a presença da espécie em uma feira voltada ao setor de carnes amplia a visibilidade do produto e aproxima o consumidor final da cadeia produtiva.

“A presença do búfalo em eventos ligados à carne e ao leite permite apresentar os produtos e ampliar o conhecimento do público sobre as qualidades, o sabor e as texturas da proteína e dos derivados lácteos”, afirmou.

Carne de búfalo resgata tradição do tropeirismo

A escolha da paçoca de pilão como uma das preparações apresentadas na feira tem ligação direta com a história do tropeirismo no Brasil. O prato remete à alimentação utilizada por viajantes que transportavam animais por longas distâncias no período colonial e imperial.

De acordo com Rossato, essa tradição gastronômica percorreu rotas importantes do Sul e Sudeste do país, passando por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, até chegar ao mercado de Sorocaba.

Estratégia de valorização e expansão do consumo

A participação na Feicorte também tem como objetivo ampliar o reconhecimento da carne de búfalo no mercado brasileiro, reforçando seu potencial como alternativa à carne bovina tradicional.

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Para a ABCB, eventos do setor são fundamentais para aproximar produtores, indústria e consumidores, promovendo a diversificação do consumo de proteínas e derivados lácteos.

“A degustação em feiras como esta ajuda a divulgar os produtos e permite que o consumidor conheça melhor o sabor e as diferentes formas de utilização da carne e dos lácteos de búfala”, reforçou Rossato.

Com a estreia na Feicorte, o setor bubalino busca consolidar espaço em um dos principais palcos da pecuária de corte no Brasil, ampliando sua presença em eventos estratégicos da cadeia da carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro da Pesca e Aquicultura participa de café da manhã com jornalistas

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O ministro Edipo Araujo abriu as portas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para receber repórteres de diferentes veículos da imprensa na manhã desta quarta-feira (24/06), em Brasília. A conversa foi mediada pela Chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MPA, Karolline Soares. Ela apresentou os jornalistas e falou um pouco sobre as experiências do ministro, que além de ser o mais jovem da Esplanada, é o primeiro engenheiro de pesca a ocupar o cargo no Ministério.

Em tom descontraído, Edipo se apresentou e acolheu cada um dos repórteres presentes. Em seguida, falou sobre algumas das principais ações do MPA.

Transcrição do pronunciamento

“É uma honra estar aqui com vocês. Que a gente possa ter esse momento de se aproximar e mostrar para a imprensa qual o time que está à frente do Ministério da Pesca e Agricultura. Eu não sou apenas o Edipo, eu tenho um quadro técnico ao meu lado, uma equipe muito pequena, mas única e linda, que trabalha em prol do nosso setor, dois segmentos estratégicos para o país: a pesca e a aquicultura. Muitos, inclusive, confundem aquicultura com agricultura, então é um ponto que a gente precisa também universalizar. A gente precisa cada vez mais fortalecer esse segmento que representa hoje no Brasil 33 mil aquicultores registrados no Ministério da Pesca e Aquicultura. Esta é uma oportunidade que a gente tem também de trazer e falar da importância desse segmento, que ainda é novo no Brasil. A gente tem essa missão aí de universalizar também o conceito de aquicultura, que é o segmento que envolve muitos atores nesse processo.

Do outro lado temos a pesca, que é uma atividade centenária no nosso país, e conta com um grande número de atores envolvidos, principalmente nas comunidades tradicionais do Brasil. Temos em torno de um milhão e setecentos mil pescadores e pescadoras, mais de 80% deles se concentram nas regiões Norte e Nordeste. Por isso, inclusive, temos um olhar muito especial para essas regiões, para que a gente possa construir políticas específicas.

A gente tem um time hoje estruturado em quatro secretarias finalísticas. Uma estruturada especificamente nos temas de aquicultura; duas direcionadas para a pesca, uma secretaria com pesca artesanal e outra com industrial. E temos uma quarta secretaria, que é a Secretaria de Registro, Monitoramento e Pesquisa. Essa é a secretaria que trabalha com o maior número de dados e de processo, e que subsidia também as outras secretarias, para que a gente consiga avançar nas nossas políticas públicas.

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Quando a gente olha para o currículo do nosso time, é um Ministério que hoje não alcança apenas o ministro mais jovem, o Ministro engenheiro de pesca, com toda uma trajetória acadêmica, com mestrado e doutorado na área e uma carreira de Extensionista Rural do Amazonas, do IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas). Eu carrego a Juventude, carrego o lado técnico, a Ciência, que é muito frágil. É isso que a gente vem trabalhando nesses poucos meses de gestão, dando continuidade ao trabalho do querido amigo André de Paula, que eu tive a honra de estar ao lado dele enquanto secretário-executivo. Um ministro que me ensinou muito, é muito experiente, vem do Congresso. Eu aprendi muito com o ministro André, principalmente como atender pessoas, porque eu acho que o gesto mais importante que a gente tem e que pode deixar para os outros, é atender. E isso eu acho que a gente tem em comum, e ficou muito mais claro e evidente depois que eu pude conviver mais com André de Paula, porque a gente entende que os políticos têm que ser mais próximos do povo. Mas o que era mais interessante no André de Paula, é que ele não fazia aquela política de querer agradar a todos. A gente fazia a boa política de dar o retorno e não querer enganar as pessoas, de dizer que ia fazer algo que a gente não poderia fazer. Isso me chamou a atenção na gestão do André e carrego comigo até hoje. Fazemos dobradinha no mesmo prédio e temos um trabalho totalmente interseccional com a Esplanada dos Ministérios.

Assim, a gente trabalha muito com o Ministério do Meio Ambiente. Porque temos essa missão dada pelo presidente Lula, que é trabalhar as políticas de acesso aos recursos pesqueiros em conjunto, com portaria assinada entre ambos os Ministérios. Temos um diálogo muito próximo hoje com o ministro Capobianco. A gente dialoga com o Ministério dos Povos Indígenas, com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a gente dialoga fortemente com o Ministério do Trabalho e Emprego, porque parte da nossa política impacta diretamente a política de emissão e pagamento do Seguro-defeso. Isso mostra que nós não estamos isolados na Esplanada dos Ministérios. O público da pesca artesanal é o público da agricultura familiar. Por isso a gente vem trabalhando bem próximo ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Inclusive, com políticas que alcançamos público da agricultura familiar, como o plano SAFRA. Ou seja, a gente não está isolado. o pescador, a pescadora, a aquicultura, todos têm o Ministério como advogado, e a gente advoga e prova que esse setor econômico, obviamente, sem distanciar nossos olhares de tudo aquilo que a gente acredita no conceito de desenvolvimento sustentável, mas com uma missão muito clara de promover a transformação azul no Brasil e ampliar o consumo de pescado no país. Porque quando eu falo de ampliar o consumo de pescado eu estou falando de uma proteína animal rica em ácidos graxos, em componentes essenciais para a vida humana. É a proteína animal que tem o menor impacto no ambiente, principalmente na emissão de gases de efeito estufa. Então, por que a gente não consome mais essa proteína? A proteína que tem o menor impacto no meio ambiente?

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Era essa a minha mensagem geral para vocês. É o nosso compromisso em fortalecer esse segmento que ajudou a tirar o Brasil do mapa da fome. Desse segmento que constrói o Brasil. É um setor que estava em invisibilidade por muitos anos. Só um presidente como o Lula, para tirar da invisibilidade mais de 1,7 milhão de pescadores e mais de 33 mil aquicultores, que colocam na nossa mesa em torno de 1,4 milhão de toneladas de pescado. A gente tem que trabalhar com isso, para crescer ainda mais e ampliar o nosso consumo de pescado, que está abaixo da média mundial”.

Perguntas dos repórteres

Após os discursos, os repórteres puderam fazer perguntas ao ministro Edipo Araujo. Lista dos participantes e seus respectivos veículos:

Caroline Aguiar – TV Record

Daniela Ramos – TV Globo/ Programa DF no Campo

Iandara Pimentel – TV Globo

Igor Cardim – CBN

Ana Claudia Leocádio – Revista Cenarium

Foram realizadas perguntas sobre o Tarifaço dos Estados Unidos e o Programa Brasil Soberano. Também questionaram sobre as políticas públicas do Ministério, como o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e o pagamento do Seguro-Defeso, que é de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, os profissionais da imprensa tiraram dúvidas sobre questões regionais relacionadas à pesca na Amazônia e em diferentes regiões do Nordeste.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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