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IMBR Agro desenvolve agente de IA para revolucionar acesso a dados no agronegócio e no Seguro Rural

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Da esquerda para direita: Hernan Angulo, Lucas Koren e Gustavo Naoki- Foto: IMBR Agro

 

A Inteligência Artificial já deixou de ser tendência para se tornar infraestrutura operacional do agronegócio. Em meio à transformação digital do setor e à crescente demanda por análises climáticas, produtivas e territoriais mais precisas, a IMBR Agro desenvolveu um agente de Inteligência Artificial especializado no processamento de dados para o mercado brasileiro.

O projeto foi desenvolvido pela equipe de tecnologia da startup brasileira para atender uma necessidade do setor: transformar grandes volumes de dados em inteligência prática para tomada de decisão. A solução atua na geração automatizada de análises técnicas, modelagem produtiva, geossubscrição, relatórios agroclimáticos e avaliações de risco para diferentes segmentos do agro.

A tecnologia já está sendo utilizada em operações ligadas ao Seguro Rural e na prática, o agente da startup atua como uma infraestrutura automatizada de inteligência técnica. O módulo de geossubscrição, gera relatórios completos para avaliação de risco agrícola. Esses documentos incluem análise climática da região, histórico produtivo, comportamento da cultura, janela ideal de plantio baseada no ZARC, risco por data de semeadura, mapas territoriais, clusters ambientais e gatilhos para Seguro Paramétrico.

O sistema cruza bases como ERA5, CHIRPS, ZARC, IBGE e modelos proprietários da startup para calcular produtividade esperada, risco climático e comportamento fisiológico das culturas. Tudo isso é feito automaticamente, sem necessidade de elaboração manual. O agente foi desenvolvido para atender todo o ecossistema agro brasileiro, incluindo seguradoras, cooperativas, revendas, tradings, instituições financeiras, produtores rurais e empresas ligadas à inteligência territorial e análise climática.

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A estrutura tecnológica utiliza Inteligência Artificial, modelos bayesianos, séries climáticas históricas, cruzamento de dados territoriais e análise edafoclimática em larga escala. O projeto surge em um momento em que a Inteligência Artificial passa a ocupar o centro das discussões globais sobre produtividade e transformação econômica. Um dos principais movimentos recentes veio da Anthropic, uma das maiores empresas de IA do mundo e criadora do Claude, que anunciou uma parceria de US$200 milhões com a Gates Foundation para acelerar aplicações de IA voltadas à agricultura familiar e segurança alimentar. Entre os objetivos da parceria está a criação de datasets públicos envolvendo tipos de solo, condições climáticas e culturas agrícolas relevantes para regiões tropicais. A iniciativa também prevê benchmarks globais para avaliar modelos de IA aplicados à consultoria agrícola, manejo de culturas e análise de risco climático.

Para a IMBR Agro, o movimento reforça uma direção que já vinha sendo construída no Brasil há anos. “O agro será um dos setores mais impactados pela Inteligência Artificial no mundo. O que estamos construindo não é apenas automação. Estamos criando uma infraestrutura de inteligência para tomada de decisão agrícola baseada em dados reais, clima, produtividade e comportamento territorial”, afirma Gustavo Naoki Oharomari, Diretor de Tecnologia e fundador da empresa. Segundo ele, o mundo ainda explora apenas uma pequena parte do potencial da IA no agronegócio. “Um estudo recente da Anthropic mostrou que a utilização prática da Inteligência Artificial ainda está muito abaixo do potencial teórico da tecnologia. Na agricultura isso é ainda mais evidente. Existe uma enorme oportunidade de transformar produtividade, seguro rural, gestão de risco e previsibilidade agrícola através da IA”, completa.

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A discussão também ganha força no setor segurador. Recentemente, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) afirmou que a Inteligência Artificial deve transformar profundamente o mercado de seguros nos próximos anos, especialmente em áreas ligadas à análise de risco, personalização de produtos e automação operacional. No Brasil, o cenário do Seguro Rural também passa por mudanças estruturais importantes. Projetos em tramitação no Congresso Nacional propõem ampliar garantias aos produtores e tornar obrigatória a execução orçamentária do seguro rural, fortalecendo o setor em um momento de aumento dos eventos climáticos extremos.

Hoje, apesar da relevância econômica do agronegócio, o Seguro Rural ainda cobre cerca de apenas 3% da área agrícola brasileira, segundo dados recentes do setor. Para a IMBR Agro, o uso de Inteligência Artificial será essencial para ampliar acesso, reduzir custos operacionais e melhorar a precisão da análise de risco agrícola. “Defendemos que a IA é uma ferramenta para potencializar a capacidade analítica do produtor rural, seguradoras e empresas do setor que não querem apenas receber dados. A tecnologia é um apoio e a tomada de decisão ainda é a estratégia humana”, afirma Naoki. A expectativa da empresa é ampliar o ecossistema de agentes especializados nos próximos anos, expandindo culturas agrícolas, análises territoriais e aplicações voltadas ao Seguro Rural, crédito agrícola, carbono, rastreabilidade e gestão climática. Com a combinação entre Big Data, Inteligência Artificial e inteligência territorial, a IMBR Agro aposta que o futuro do agronegócio brasileiro será cada vez mais orientado por dados.

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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