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Mulheres do agro debatem sucessão e geopolítica em Cuiabá

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O avanço da participação feminina nos centros de decisão do agronegócio brasileiro estará no centro das discussões do Encontro Elas no Campo 2026, que será realizado nos dias 17 e 18 de junho, no Cenarium Rural, em Cuiabá. Considerado o maior evento voltado às mulheres do agro no Centro-Oeste, o encontro reunirá produtoras rurais, executivas, consultoras e especialistas para debater temas como geopolítica, reforma tributária, sucessão familiar, governança corporativa, inovação e saúde mental.

A programação ocorre em um momento de crescimento da presença feminina na gestão das propriedades rurais brasileiras. Dados do Censo Agropecuário do IBGE mostram que cerca de 947 mil estabelecimentos rurais são comandados por mulheres, o equivalente a aproximadamente 19% do total de propriedades do País. Juntas, elas administram cerca de 30 milhões de hectares e ampliam sua participação em áreas estratégicas da cadeia produtiva, como gestão financeira, planejamento patrimonial, tecnologia e sucessão empresarial.

Entre os destaques do evento está a participação do economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS. Em palestra magna, ele abordará os impactos das transformações geopolíticas sobre o comércio global de alimentos e as oportunidades para o Brasil em um cenário de reorganização das cadeias de suprimentos.

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A sucessão familiar, considerada um dos principais desafios das empresas rurais brasileiras, também ocupará espaço central na programação. Os debates reunirão lideranças como Sarita Rodas, CEO do Grupo Junqueira Rodas, e Teresa Vendramini, referência nacional na representação do setor agropecuário. As discussões abordarão mecanismos para reduzir conflitos societários, fortalecer a governança e estruturar processos de transição entre gerações.

Outro tema de destaque será a reforma tributária. Especialistas devem apresentar análises sobre os possíveis impactos das novas regras sobre custos de produção, planejamento patrimonial e rentabilidade das atividades agropecuárias. O assunto ganha relevância em um momento em que produtores acompanham a regulamentação do novo sistema tributário brasileiro.

A agenda de inovação inclui debates sobre inteligência de dados, tecnologia aplicada à produção, certificações ESG e estratégias de gestão voltadas à competitividade. Entre os participantes estão executivas ligadas a grandes empresas do setor, como Rabobank, Amaggi e John Deere.

Além dos temas econômicos e de gestão, o encontro também dedicará espaço às discussões sobre saúde mental, inteligência emocional e qualidade de vida das lideranças rurais. A proposta é ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por profissionais que atuam em um setor cada vez mais exposto a oscilações de mercado, riscos climáticos e processos sucessórios.

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Organizadores do evento avaliam que o crescimento da participação feminina nas decisões estratégicas das empresas rurais reflete uma transformação estrutural do agronegócio brasileiro. Mais do que ampliar presença no campo, as mulheres assumem papel crescente na definição das estratégias de negócios que sustentam a competitividade do setor.

Serviço

Evento: Encontro Elas no Campo 2026
Data: 17 e 18 de junho de 2026
Local: Cenarium Rural
Endereço: Rodovia Helder Cândia (MT-010), km 6, Cuiabá (MT)
Público: Produtoras rurais, empresárias, executivas, consultoras, estudantes e profissionais ligados ao agronegócio
Informações e inscrições: Elas no Campo 2026

Destaques da programação:

  • Geopolítica e mercado global, com Marcos Troyjo;
  • Reforma tributária e impactos para o produtor rural;
  • Governança e sucessão familiar no agronegócio;
  • Liderança feminina e gestão de negócios;
  • Inovação, tecnologia e ESG;
  • Saúde mental, inteligência emocional e bem-estar no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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