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MPA destaca iniciativas que impulsionam o protagonismo de pescadores e pescadoras negras no Brasil

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Comemorado neste dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra representa reparação histórica para a população negra do Brasil. A data faz referência a Zumbi dos Palmares, grande líder que lutou contra a escravidão, e também reforça a valorização da cultura africana em diversas áreas e segmentos sociais, inclusive na pesca artesanal do país.

De acordo com o Painel Unificado do Registro Geral da Atividade Pesqueira do MPA (RGP), o Brasil conta com 1.389.313 pescadoras e pescadores registrados, sendo 1.386.056 (mais de 99%) da pesca artesanal. Desse total, 897.299 (64%) se declaram pretos ou pardos. Os estados com os maiores índices de pescadores negros e pardos são: Maranhão (134.423), Pará (38.727), Bahia (12.432) e Amazonas (9.842).

Confira abaixo ações do MPA que fortalecem pescadores e pescadoras negras do Brasil.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O Plano garante mais apoio e políticas públicas para quem vive da pesca artesanal. Ele foi construído junto com as comunidades e aprovado na Plenária Nacional da Pesca Artesanal.

Ele representa uma reparação histórica para pescadores e pescadoras negras, reconhecendo suas lutas e valorizando as comunidades quilombolas.

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Conheça mais sobre o Plano clicando aqui.

Programa Boa Maré

O Boa Maré fortalece as organizações da pesca artesanal, financiando ações de produção, beneficiamento, comercialização e inovação. E tem um detalhe fundamental: o edital reserva cotas específicas para projetos de comunidades quilombolas.

As inscrições estão abertas até 31 de dezembro. Não perca o prazo e contribua para o fortalecimento das comunidades tradicionais.

Clique aqui e saiba mais sobre o edital Boa Maré.

Projeto Kayala

Com apoio direto do MPA, o Kayala promove formação, geração de renda e cidadania para mulheres quilombolas e marisqueiras do Recôncavo Baiano. Ele faz parte do Programa Saberes das Águas, que une o conhecimento tradicional da pesca ao saber das universidades.

Clique aqui e confira mais informações sobre o Saberes das Águas.

Protagonismo negro

De acordo com o pescador e quilombola Arlyson Moreira, da comunidade Vila União Campinas, no município de Salvaterra (PA), o Dia da Consciência Negra representa resistência e luta.

“Para nós, povos quilombolas, o Dia da Consciência Negra é um dia de resistência contra o racismo. É uma data muito importante para nós, pois somos descendentes de Zumbi dos Palmares e Dandara. O Ministério da Pesca tem contribuído com as comunidades quilombolas, realizando trabalhos intensos para a pesca artesanal, garantindo novas conquistas e oportunidades para nosso ambiente e para as comunidades”, destacou Arlyson.

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Para a socióloga e assessora de Participação Social e Diversidade do MPA, Sheila Cavalcante dos Santos, o MPA tem colaborado com pescadores e pescadoras negras a partir da defesa dos territórios, do apoio à infraestrutura, da valorização dos saberes tradicionais e da ampliação da participação social nos processos decisórios.

“O MPA pode efetivamente transformar a realidade de milhares de famílias negras que vivem da pesca no país. Como uma das grandes ferramentas de atuação social do poder Executivo é a promoção de políticas públicas, é necessário que o MPA inclua, em seus programas e projetos, um recorte racial transversal. Também é fundamental que o Ministério considere que pescadores e pescadoras negras formam um grupo historicamente afetado por desigualdades raciais, de gênero, territoriais, ambientais e econômicas”, finalizou Sheila.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Safra da Lagosta 2026: limite de captura, monitoramento e controle

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Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicaram a Portaria Interministerial MPA/MMA 56, DE 30 DE ABRIL DE 2026 que estabelece o limite de captura para a pesca da lagosta vermelha (Panulirus argus) e da lagosta verde (Panulirus laevicauda), e as medidas de monitoramento e controle dessa pesca para o ano de 2026 – além de alterar a Portaria nº 221/2021 da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Fica estabelecido o limite máximo de 6.192 toneladas para a pesca de ambas as espécies citadas acima, em todo o território nacional no ano de 2025 nas modalidades de permissionamento 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 da Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10/2011.

Atenção: esse limite máximo engloba a soma de captura das duas espécies.

Ainda, o tamanho mínimo para captura da lagosta vermelha é: 13 cm de comprimento da cauda e 7,5 cm de comprimento do cefalotórax, e da lagosta verde: 11 cm de comprimento da cauda e 6,5 cm de comprimento do cefalotórax. As lagostas somente poderão ser armazenadas a bordo, desembarcadas, transportadas e entregues às empresas pesqueiras se estiverem vivas.

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Monitoramento

O monitoramento do limite máximo de captura das lagostas será realizado por meio da “Declaração de entrada de lagosta em Empresa Pesqueira”, conforme oAnexo I da portaria.

A empresa pesqueira que adquirir lagosta deverá informar o recebimento da produção, por meio da declaração, em até 3 dias úteis, a contar da data constante na nota de produtor, nota fiscal de primeira venda ou da nota de entrada na empresa.

A declaração de entrada de lagosta deverá ser preenchida e enviada por meio de formulário eletrônico disponível no portal eletrônico oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no endereço https://lagosta.mma.gov.br.

Durante a temporada de pesca de 2025 para a captura das lagostas, será disponibilizado, no portal eletrônico do Ministério da Pesca e Aquicultura em: Menu principal > Assuntos > Pesca > Principais Recursos Pesqueiros > Lagosta, o painel de acompanhamento das capturas.

A captura será encerrada quando for atingido 95% do limite, com divulgação no portal eletrônico e redes sociais do MPA.

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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