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Oferta de milho em Mato Grosso deve crescer 2,6% na safra 2024/25, aponta IMEA

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Previsão de oferta para o ciclo 2024/25

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) projeta que a oferta de milho em Mato Grosso para o ciclo 2024/25 deve atingir 50,56 milhões de toneladas. Esse volume representa um aumento de 2,60% em relação a maio deste ano e crescimento de 4,18% na comparação com a safra 2023/24.

Demanda em alta para a próxima temporada

A previsão de demanda para o mesmo período é de 50,04 milhões de toneladas, o que corresponde a uma alta de 2,56% em relação a maio e um crescimento de 3,49% quando comparada à safra anterior. Esse aumento da demanda é principalmente impulsionado pelo consumo estadual, que cresceu 4,31% em relação à última safra. Destaca-se o incremento de 9,35% no consumo das usinas de etanol de milho, que são responsáveis por 76,63% do consumo total do estado.

Exportações ganham força

No campo das exportações, o IMEA projeta um crescimento de 9,45% para a safra 2024/25, totalizando 26,93 milhões de toneladas, o que corresponde a 53,82% da demanda total.

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Estoque final estimado em alta significativa

Com os ajustes nas projeções de oferta e demanda para a safra 2024/25, os estoques finais foram estimados em 520,60 mil toneladas — um volume 190,41% superior ao registrado na temporada 2023/24.

Esses números indicam um cenário de maior disponibilidade e robustez para o mercado de milho em Mato Grosso na próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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