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Aplicação de ácido hialurônico na articulação? Tratamentos simples ganha destaque entre idosos e atletas em Brasília

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Conhecida como viscosuplementação, técnica pouco invasiva auxilia no tratamento da osteoartrite 

De acordo com um estudo realizado pela Institute Health Metrics and Evaluation (UHME), 7,6% da população mundial sofre com a osteoartrite, doença crônica que afeta as articulações, principalmente aquelas que suportam peso, como joelhos, quadris e coluna. Nos últimos anos, tratamentos inovadores com intuito de promover maior qualidade de mobilidade tem ganhado espaço na área médica. A meta é acelerar o processo de recuperação da cartilagem desgastada, que o tem menor probabilidade de recuperação especialmente com o avançar da idade.

Nos últimos anos, a viscosuplementação com ácido hialurônico tem ganhado espaço nas clínicas ortopédicas. O produto é aplicado diretamente na articulação em sessões espaçadas determinadas por avaliação médica. De acordo com o ortopedista e especialista em dor Dr. Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, essa técnica ajuda a lubrificar área de juntas o que favorece uma mobilidade mais fluida entre os tecidos. 

“Diferentemente de outros tecidos do corpo, a cartilagem possui baixa vascularização, o que dificulta o processo natural de regeneração. Por isso, os tratamentos devem ajudar a reduzir o atrito e a viscosuplementação atua nesse sentido e de maneira pouco invasiva”, conta Dr. Lúcio. 

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Dr. Lúcio aponta, no entanto, que o procedimento não deve ser encarado como definitivo, ele deve ser combinado com mudança de hábitos e técnicas da medicina regenerativa para uma melhora de longo prazo e reparadora do tecido. 

“Hoje, a medicina regenerativa tem ampliado as possibilidades de tratamento ao estimular a recuperação natural do corpo. Tecnologias como o laser de alta intensidade eliminam células disfuncionais e estimulam a regeneração das saudáveis. Em estágios iniciais e moderados da osteoartrite, podemos retardar procedimentos mais invasivos como a colocação de próteses”, explica o especialista. 

Viscosuplementação em atletas de alto rendimento 

Um levantamento da consultoria Pés Sem Dor aponta que 69% dos brasileiros acima de 18 anos sentem algum tipo de desconforto no joelho. Apesar do agravamento da condição acontecer entre pessoas com mais idade e normalmente sedentárias, atletas e esportistas de alto rendimento já estão atentos a tratamentos como a viscosuplementação. 

Entre atletas e praticantes de atividades de alto impacto, o desgaste articular também pode surgir de forma precoce devido à sobrecarga repetitiva, especialmente em modalidades que exigem saltos, corrida e mudanças bruscas de direção. O tratamento surge, portanto, como mecanismo para a manutenção dos esportistas em suas atividades profissionais com cuidado e acompanhamento, aliviando os traumas produzidos pelos excessos que essas posições geram para o corpo.

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“Nas clínicas, recebemos muitos atletas e esportistas que chegam preocupados com a possibilidade de perder oportunidades de voltar às competições. Em muitos casos, a dor afeta a confiança e autoestima do atleta. Quando conseguimos controlar esse quadro precocemente, aumentamos as chances de preservar a longevidade esportiva e evitar um desgaste articular ainda mais acelerado”, finaliza Dr. Lúcio Gusmão.

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Agosto Dourado: como incentivar a amamentação sem aumentar a culpa materna

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Ginecologista alerta que promover o aleitamento materno também passa por acolhimento, informação baseada em evidências e apoio à saúde mental das mulheres

 

O Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça anualmente os benefícios da amamentação para a saúde do bebê e da mãe. No entanto, especialistas defendem que a discussão precisa avançar para além da informação sobre vantagens nutricionais e imunológicas e incluir um tema cada vez mais presente na realidade das famílias: a culpa materna.

Embora a amamentação seja recomendada de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e complementada até os dois anos ou mais, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas mulheres enfrentam dificuldades físicas, emocionais e sociais ao longo desse processo. Entre os principais desafios estão dor, fissuras mamilares, dificuldades na pega, privação de sono, exaustão, retorno ao trabalho e falta de rede de apoio.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Karoline Prado, é fundamental que a promoção do aleitamento seja acompanhada de acolhimento e suporte às mulheres. “A amamentação oferece benefícios importantes para a saúde do bebê e da mãe, mas precisamos falar também sobre as dificuldades reais que muitas mulheres enfrentam. Incentivar o aleitamento não pode significar responsabilizar ou culpabilizar mães que encontram obstáculos nesse processo.”

Segundo a especialista, a maternidade ainda é cercada por expectativas irreais que podem gerar sofrimento emocional. “Muitas mulheres chegam ao pós-parto acreditando que amamentar será algo instintivo e simples. Quando surgem dificuldades, elas se sentem frustradas, incapazes ou culpadas. Isso pode impactar diretamente sua autoestima e até sua saúde mental.”

Quando a amamentação deixa de ser apenas uma questão física

O período pós-parto é marcado por intensas transformações hormonais, emocionais e sociais. Nesse contexto, dificuldades relacionadas à amamentação podem potencializar quadros de ansiedade e sofrimento psíquico.

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“A mulher está se recuperando de uma gestação e de um parto, aprendendo a cuidar de um recém-nascido e lidando com privação de sono. Quando existe pressão excessiva para que tudo aconteça perfeitamente, a experiência pode se tornar ainda mais desgastante”, explica a médica.

De acordo com a Dra. Karoline, o acolhimento precoce e a orientação adequada fazem diferença tanto para a continuidade da amamentação quanto para o bem-estar materno. “O objetivo deve ser oferecer suporte para que a mulher consiga amamentar da melhor forma possível, mas sem julgamentos. Cada história é única e precisa ser compreendida dentro da realidade daquela família.”

Rede de apoio faz diferença

Outro fator decisivo para o sucesso da amamentação é a presença de uma rede de apoio efetiva. Parceiros, familiares, amigos e profissionais de saúde desempenham papel importante na redução da sobrecarga materna.

“Muitas vezes, a mulher é vista como a única responsável pelos cuidados com o bebê. Mas amamentar demanda tempo, energia e dedicação. Quando outras pessoas compartilham tarefas da rotina, ela consegue se recuperar melhor e dedicar-se ao processo de forma mais tranquila.”

A especialista ressalta que o apoio também envolve respeito às escolhas e às necessidades da mãe. “Nem sempre o incentivo acontece por meio de conselhos. Muitas vezes, apoiar significa ouvir, acolher, ajudar nas tarefas diárias e compreender os limites físicos e emocionais daquela mulher.”

Informação baseada em evidências ajuda a combater mitos

A circulação de informações incorretas continua sendo um dos desafios para as mães que amamentam. Entre os mitos mais comuns estão a existência de “leite fraco”, a ideia de que mamas pequenas produzem menos leite e a crença de que dificuldades iniciais significam incapacidade para amamentar. “A grande maioria das dificuldades pode ser identificada e manejada com orientação adequada. Por isso, é tão importante que as mulheres tenham acesso a profissionais capacitados desde a gestação e durante todo o puerpério.”

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Segundo a médica, preparar as gestantes ainda no pré-natal contribui para reduzir expectativas irreais e aumentar a confiança no período pós-parto. “Quando a mulher recebe informações de qualidade antes do nascimento do bebê, ela se sente mais segura para enfrentar os desafios que podem surgir.”

Amamentação e acolhimento devem caminhar juntos

Neste Agosto Dourado, especialistas reforçam que defender o aleitamento materno não significa ignorar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. Pelo contrário: promover a amamentação passa por garantir informação, suporte profissional, saúde mental e uma rede de apoio capaz de acolher as mães em suas diferentes realidades. “Precisamos substituir o julgamento pelo acolhimento. A amamentação é um processo que envolve mãe e bebê, mas também depende das condições oferecidas à mulher. Quanto mais apoio ela recebe, maiores são as chances de viver essa experiência de forma positiva e saudável”, conclui a Dra. Karoline Prado.

Serviço

Sinais de que a mãe pode precisar de apoio profissional durante a amamentação

  • Dor intensa e persistente ao amamentar;

  • Fissuras ou lesões mamilares frequentes;

  • Dificuldades na pega do bebê;

  • Sensação constante de exaustão ou sobrecarga;

  • Ansiedade excessiva relacionada à amamentação;

  • Sentimentos persistentes de culpa, incapacidade ou tristeza;

  • Dúvidas frequentes sobre produção de leite ou ganho de peso do bebê.

Karoline Prado

Médica ginecologista e obstetra, com atuação voltada à saúde íntima feminina em todas as fases da vida. Pós-graduada em procedimentos íntimos, incluindo laser e cirurgia íntima, trabalha com foco em bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida da mulher. Defende uma abordagem humanizada, baseada em evidências, com ênfase no acolhimento, autonomia e educação em saúde.

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