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Casos de ‘burnout’ avançam mais de 800% em quatro anos e escancaram crise da saúde mental no trabalho

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Segundo Darwin Grein, CEO da Juntxs, a implementação deve focar na reestruturação da cultura organizacional e na capacitação de líderes. 

De acordo com estimativas da Organização Internacional do Trabalho, divulgadas através do relatório “O ambiente de trabalho psicossocial”, os riscos psicossociais, anualmente, representam uma perda de 1,37% do PIB global.

No Brasil, a crise da saúde mental tem impactado diretamente o lucro das empresas e o equilíbrio dos cofres públicos. Para se ter uma noção, um levantamento recente do Ministério da Previdência Social mostra que os afastamentos por burnout cresceram 823% nos últimos quatro anos, agravando o cenário trabalhista.

Mapeando a saúde mental e os riscos psicossociais para além da ‘ergonomia’ no trabalho, o Brasil está próximo de um avanço histórico no bem-estar do trabalhador. O progresso, contemplado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), propõe um novo olhar acerca de denúncias antigas, mascaradas nos corredores das empresas.

“Uma vez que o foco da atualização da NR1 é o bem-estar do trabalhador, diretorias C-level, profissionais sêniores e CEOs devem se atentar para os benefícios da inclusão dos fatores psicossociais na aplicação da Norma. Se trabalhado estrategicamente, esse olhar interno pode representar uma redução das faltas (absenteísmo), rotatividade (turnover) e, consequentemente, um aumento na ‘produtividade’ das empresas. Esses benefícios podem reduzir perdas, tanto no setor público, quanto no privado”, comenta o CEO da Juntxs, Darwin Grein, que atua há mais de quinze anos com desenvolvimento humano e organizacional.

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Segundo a ata do Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, as queixas relacionadas a “excesso de demandas no trabalho (sobrecarga); assédio de qualquer natureza no trabalho; e falta de suporte/apoio no trabalho” passam agora pela identificação de riscos e medidas de prevenção contra danos emocionais.

 

Segundo Darwin, concretizar esse avanço significa a finalização de uma espera de quase meio século, desde a criação da Norma NR-1 em 1978. “Foram necessários 48 anos, aproximadamente, para que as normas de ‘segurança e saúde no trabalho’ (SST) fossem ocupadas pelo escopo dos riscos psicossociais ao trabalhador”, explica.

Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, que previu modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ainda na portaria 1.419/2024, resta menos de um mês para entrar em vigor as novas regras dos ambientes de trabalho – previstas para dia 26 de maio de 2026.

“Em nível operacional, a implementação começa pelo mapeamento das situações de risco no cotidiano das equipes. Isso inclui revisão de cargas de trabalho, análise de jornadas, canais de denúncia e avaliação da qualidade das relações de trabalho. O ponto central, no entanto, é a capacitação das lideranças para identificar sinais de adoecimento emocional e agir preventivamente”, revela.

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À frente da Juntxs, que possui em seu portfólio marcas como Votorantim, Boticário,  Nestlé, Banco Pan, Unilever, entre outros conglomerados, Darwin Grein revela que o desafio das organizações é reestruturar a cultura organizacional. Segundo ele,  metodologias colaborativas e vivenciais de treinamento e desenvolvimento são maneiras de capacitar lideranças, ampliar os canais de comunicação dentro das equipes e apoiar as organizações a evoluírem a partir de suas relações.

“Estamos acostumados com desafios corporativos, como o baixo engajamento, dificuldades de integração entre áreas, falhas de comunicação e desalinhamento de lideranças. Esse cenário costuma impactar o resultado final, aumentar os turnovers, gerar conflitos e enfraquecer o clima organizacional. Estamos falando de uma reestruturação da cultura organizacional e das dinâmicas entre os colaboradores. Nesse sentido, a NR-1 funciona como um marco regulatório que orienta essa mudança, ao incorporar de forma mais nítida a prevenção dos riscos psicossociais dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho”, conclui.

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Festival de Música Preta de Barra do Piraí recebe show de Pedro Madeira em programação gratuita

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Atividades, que incluem também a apresentação do Grupo de Dança Mineiro Pau Valdemar Madalena, acontecem no dia 10 de maio, domingo, a partir das 16h

 

Jovem talento da cena independente revelado pela cantora Iza, Pedro Madeira chega ao palco do Festival de Música Preta de Barra do Piraí no dia 10 de maio, domingo, às 19h, com o show “Soul da Periferia”. Realizada na Praça de Ipiabas, a programação começa às 16h com diversas atividades para toda família e é totalmente gratuita.

Carioca de 27 anos, nascido e criado na comunidade do Mineiro Pau, em Santa Cruz, na Zona Oeste, mas com raízes familiares em Ipiabas, Madeira iniciou sua trajetória musical de forma inusitada: em 2018, durante um show de Iza, ele surpreendeu a artista e o público ao cantar uma de suas músicas no microfone, viralizando na internet e ganhando fãs instantâneos, incluindo a própria artista. A partir dali, passou a consolidar sua trajetória musical com espetáculos, singles e álbum, pautados na fusão vibrante de Pop, Black Music e MPB, refletindo influências de artistas como Gilberto Gil e Beyoncé. Toda essa potência criativa e de referências poderá ser conferida no repertório da sua apresentação, com autorais e clássicos que ajudaram a moldar a sua assinatura.

– O encontro com a IZA foi um marco importantíssimo para mim. Naquela época, eu ainda não pensava minha carreira de forma profissional e, depois de cantar com ela, ter tido a honra de conhecê-la e conversar um pouco, minha mente virou uma chave. Passei a enxergar meu sonho como uma possibilidade real, muito também pelas coisas que ela me falou naquele momento. A IZA é uma mulher negra da Zona Norte e eu sou um homem negro da Zona Oeste. As nossas realidades são próximas, e acho que é isso que faz toda a diferença – conta Madeira.

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Parceria com lenda do Pop Rock

Em 2022, o talento de Pedro chegou ao conhecimento de Bruno Gouveia, vocalista da icônica banda Biquini Cavadão, que decidiu apoiar a sua carreira. E a parceria rendeu muitos frutos. No mesmo ano, Gouveia colaborou na produção do single de estreia de Pedro, “Chuva”, uma composição própria que ecoa o soul brasileiro dos anos 1970. No ano seguinte, a primeira composição assinada pela dupla: “Pássaros”, segundo single de Pedro, que flerta com o Pop e o Jazz. A faixa destaca a sua capacidade de transitar por diferentes gêneros musicais.

O tão sonhado primeiro álbum veio em 2024. Composto por 12 faixas que mesclam Samba, Soul e ritmos africanos, “Semideus dos Sonhos” aborda temas como identidade, resistência e as complexas realidades das periferias brasileiras. Nele, Pedro transforma as suas experiências pessoais em arte. O destaque do álbum é a canção “Só mais um preto que morreu”, composição de Pedro em parceria com Bruno Gouveia que serve como um grito contra a violência e a desigualdade racial. Além das composições autorais, Pedro revisita nesse trabalho clássicos como “Minha Missão”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, e “Bem que se Quis”, eternizado na voz de Marisa Monte.

– Eu conheci o Bruno de uma forma bem aleatória. Eu e meu pai sempre mandávamos e-mails com minhas demos e apresentações para várias pessoas e, um dia, acabamos chegando até ele. O Bruno me ligou, conversamos e ali começou uma relação de apadrinhamento muito bonita entre nós. Aprendi muitas coisas com ele sobre a indústria, carreira e sobre ser artista, além de ter recebido muitos conselhos e minhas primeiras grandes oportunidades. Sou eternamente grato ao Bruno Gouveia e ao Biquini por terem me acolhido e me apoiado tanto – recorda.

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Atuação social

Além de sua carreira musical, Pedro é assistente social e voluntário na Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), buscando ser uma inspiração para as crianças de sua comunidade. Com sensibilidade e autenticidade, Pedro Madeira desponta como uma voz emergente que reflete as lutas e esperanças de um Brasil em busca de justiça. Na programação de domingo do festival, inclusive, às 18h, o público poderá conhecer o Grupo de Dança Mineiro Pau Valdemar Madalena, criado na OSFRJ e que mantém viva a memória das raízes da sua comunidade.

 

Raízes em Ipiabas

– É uma honra cantar em Ipiabas num festival de música preta. Valorizar nossa ancestralidade e o povo preto através da minha música e da minha expressão artística é fundamental para minha carreira. Também é a primeira vez que levo um show solo meu para fora do município do Rio de Janeiro, então isso torna tudo ainda mais especial e emocionante para mim. E existe também uma raiz muito forte minha em Ipiabas, através da minha avó Arminda, rezadeira da cidade, e do meu avô Ailton, pessoas importantíssimas na minha vida – exalta Pedro.

 

Serviço:

Local: Praça Irineu Mendonça – Ipiabas, Barra do Piraí – RJ

Dia e hora: 10 de maio, domingo, a partir das 16h (show de Pedro Madeira será às 19h)

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Assessoria de imprensa: Carlos Pinho – @dicasdopinhao

Redes sociais: 

https://www.instagram.com/opedromadeira/

https://www.instagram.com/osfrj/

https://www.instagram.com/pmbpoficial/

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