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Rede Colabora APS: encontro nacional apresenta 30 iniciativas de boas práticas e anuncia inscrições para próximo ciclo

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Brasília (DF) sediou o último Encontro Nacional da Rede Colaborativa de Inovações em Atenção Primária à Saúde – Rede Colabora APS do primeiro ciclo nos dias 6, 7 e 8 deste mês. A iniciativa do Ministério da Saúde e da Fiocruz reuniu 30 experiências de boas práticas de todas as regiões do País e anunciou a abertura das inscrições para o próximo ciclo do programa de intercâmbio: de 11 de maio a 9 de junho.

“Agradeço a participação de gestoras, gestores, secretárias e secretários de saúde que, durante o processo de trabalho da Rede, se deslocaram de seus municípios para outro território a fim de conhecer experiências bem-sucedidas, trazendo para dentro da gestão ganhos importantes no cuidado, além do intercâmbio constante entre os profissionais de saúde”, salientou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

O evento contou com a entrega do livro Rede Colabora APS – Experiências inovadoras na APS do SUS, que reúne detalhes das 30 iniciativas, e a exibição de oito web documentários que retratam as experiências dos grupos de profissionais em intercâmbio nos territórios. Esses vídeos estarão disponíveis no site da Rede a partir da segunda quinzena de maio.

Foto: Marlon Max/MS
Foto: Marlon Max/MS

O idealizador da Rede e vice-diretor da Escola de Governo em Saúde (ENSP/Fiocruz), Eduardo Alves Melo, afirmou que a iniciativa é um sucesso, já que identificou, mapeou e sistematizou as vivências dos profissionais, assim como das 30 experiências inovadoras. Para ele, “o conteúdo produzido em versão audiovisual e impressa traz visibilidade e coloca em evidência a diferença que a APS e o SUS fazem na saúde das pessoas”.

Experiências inovadoras

A nutricionista da equipe de saúde da APS, Tatiane Santos, falou sobre seu trabalho contemplado pela Rede: “é um privilégio para mim e meu grupo estar aqui e contar do importante trabalho que desenvolvemos para transformar nosso antigo grupo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) em equipe Multiprofissional para a APS (eMulti). Foi um trabalho de gestão muito estratégico, que apresentou nossa resolubilidade e muita articulação”.

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Os projetos apresentados envolvem diversas temáticas, como: cuidado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), vigilância ambiental na zona rural, atenção odontológica, inserção do DIU por enfermeiras, acesso ao implante contraceptivo subdérmico, transformação digital, gestão inovadora, qualificação dos profissionais, abordagem a pessoas com sobrepeso, equidade, saúde prisional, vigilância alimentar, entre outras.

Confira as informações sobre todas as 30 iniciativas

Futuro da APS no Brasil

Uma das atividades do evento foi o Conversatório, que teve transmissão ao vivo e possibilitou um debate aberto com os participantes, que puderam levar suas dúvidas sobre o futuro da APS no Brasil. Entre os debatedores estavam Claunara Schilling Mendonça, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hêider Aurélio Pinto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Renato Tasca, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a secretária Ana Luiza Caldas e o vice-diretor Eduardo Alves Melo.

Além disso, foram promovidas oficinas em temas estratégicos em promoção da equidade de gênero, práticas antirracistas, internações por condições sensíveis à APS, ampliação do acesso à saúde e incorporação de tecnologias no cuidado, essa última promovida diretamente pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), com todas as vagas preenchidas. “Essas tecnologias, compreendidas para além dos equipamentos em si, podem ampliar o acesso, fortalecer a coordenação do cuidado e qualificar a capacidade de resposta no território quando incorporadas ao cotidiano das equipes”, ressaltou a coordenadora de Atributos e Ações Estratégicas da APS, Juliana Fernandes.

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2º ciclo de captação de experiências inovadoras na APS

O novo ciclo de experiências está organizado em dois grandes eixos temáticos: ampliação do acesso na APS e fortalecimento das interfaces entre atenção primária e atenção especializada. O objetivo é identificar estratégias que enfrentam barreiras de acesso, fortalecer a coordenação do cuidado, promover a integração entre serviços e qualificação do manejo das condições de saúde.

Até 20 experiências serão selecionadas para um percurso colaborativo de três a seis meses, envolvendo atividades formativas, intercâmbios, encontros presenciais e virtuais, visitas locais e espaços de aprendizagem coletiva, reforçando o caráter de cooperação voltado à experimentação e troca de saberes entre diferentes territórios do país.

Sobre a Rede

Fruto de parceria iniciada em setembro do ano passado entre o Ministério da Saúde, que atua como financiador e apoia tecnicamente o projeto, e a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP Fiocruz), responsável pelo gerenciamento e execução da Rede, a iniciativa obteve 472 trabalhos inscritos em edital, dos quais 30 foram selecionados. 

A Rede utiliza a cooperação horizontal e troca de experiências para promover o intercâmbio a partir de visitas presenciais aos territórios onde as experiências foram desenvolvidas. O objetivo é constituir um instrumento de trabalho, de médio e longo prazo, para o fortalecimento da gestão e da organização de equipes na APS. Os encontros favorecem a problematização das práticas e contribuem com reflexões sobre o cuidado e o processo de trabalho levando em conta a realidade dos territórios.

Confira o edital da chamada pública

Inscreva-se para 2º ciclo de captação de experiências inovadoras na APS

Para saber mais, acesse o site da Rede Colabora APS

Renata Osório
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde abre consultas públicas para atualizar tratamento da leishmaniose visceral no SUS

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O Ministério da Saúde abriu duas consultas públicas para discutir mudanças no cuidado às pessoas com leishmaniose visceral no Sistema Único de Saúde (SUS). As medidas buscam ampliar o acesso a tratamentos mais seguros e eficazes, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

As propostas também têm como objetivo melhorar a resposta terapêutica e aprimorar o cuidado oferecido pelo SUS. Profissionais de saúde, pesquisadores, gestores, usuários do sistema público e toda a sociedade podem participar das consultas e enviar contribuições sobre os temas em debate.

Nova associação terapêutica

Uma das medidas em discussão está na Consulta Pública nº 32, que avalia a incorporação da associação entre anfotericina B lipossomal e miltefosina para pessoas imunocomprometidas com leishmaniose visceral.

Atualmente, o SUS oferece a anfotericina B lipossomal para esse público. Estudos científicos recentes, porém, indicam que a combinação entre os medicamentos apresenta maior eficácia e pode melhorar a resposta ao tratamento, principalmente entre pessoas com maior risco de complicações.

Com base nessas análises, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) emitiu recomendação inicial favorável à adoção da associação terapêutica no SUS. As contribuições para a Consulta Pública nº 32 podem ser enviadas até o dia 11 de maio de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo.

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Ampliação do acesso

A Consulta Pública nº 33 discute a ampliação do uso das formulações lipídicas de anfotericina B no SUS. Hoje, a anfotericina B lipossomal está disponível apenas para grupos específicos, como gestantes, pessoas imunocomprometidas, crianças menores de um ano, pessoas com mais de 50 anos e casos graves da doença. Para os demais quadros, o tratamento é realizado, em geral, com antimoniato de meglumina.

No entanto, estudos científicos demonstram que as formulações lipídicas de anfotericina B apresentam melhores resultados terapêuticos e maior segurança quando comparadas ao antimoniato de meglumina. Diante disso, a Conitec também emitiu recomendação inicial favorável à ampliação do uso dessas formulações como principal alternativa terapêutica no SUS. As contribuições para a Consulta Pública nº 33 podem ser enviadas até o dia 25 de maio de 2026.

Os documentos disponíveis no portal da Conitec reúnem estudos e análises técnicas que embasam as propostas em discussão e ajudam a população a acompanhar as mudanças avaliadas para o tratamento da leishmaniose visceral no SUS. 

Contribua com a Consulta Pública nº 32/2026 sobre tratamento da leishmaniose visceral

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Participe da Consulta Pública nº 33/2026 sobre anfotericina B para leishmaniose visceral

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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