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Exposição I’m a Book inaugura no dia 24 de setembro

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Pinturas oníricas inéditas do artista Sergio Lopes serão apresentadas na Sergio Gonçalves Galeria, que acaba de completar um ano em São Paulo

 

Uma fronteira tênue entre palavra e imagem. As obras de Sergio Lopes que serão expostas na individual “I’m a Book” na Sergio Gonçalves Galeria, a partir do dia 24 de setembro, conduzem o espectador em uma imersão pelos estratos narrativos do artista. Sua arte propõe uma leitura visual que ultrapassa a simples imagem, evocando memórias, emoções e, sobretudo, a sensação íntima de abrir uma nova história – tal como se desfolha um livro. Em cada tela, a figura humana, o traço, os vazios e os gestos pictóricos se organizam como páginas de uma narrativa sensorial. A curadoria foi feita pelo artista em parceria com Sergio Gonçalves, que selecionaram cerca de 15 obras recentes e inéditas em acrílica sobre tela, além de esculturas que reproduzem lápis em vários tamanhos e estarão pendendo do teto, compondo uma instalação.

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Com grande domínio da figura humana, influências renascentistas e um olhar atento à matéria, Lopes construiu uma expressiva trajetória artística passando pela série Clowns, pela poética dos Cartas de Amor, até suas representações de animais e cenas com forte carga simbólica.

Convidamos você a descobrir essa “obra-livro” onde cada pintura é uma página viva, aberta ao olhar, à emoção e à interpretação. A experiência expande o olhar e ressoa além do visual, criando um diálogo entre quem vê e quem sente.

Saiba mais sobre o artista

Sergio Lopes (Caxias do Sul, RS, 1965) é um artista plástico cuja obra expressa uma síntese rara entre pesquisa conceitual, refinamento técnico e sensibilidade estética. Formado em Educação Artística pela Universidade de Caxias do Sul, também é docente nas disciplinas de Desenho, Pintura e Criatividade. Sua produção transcende fronteiras regionais e tem presença em importantes coleções e exposições no Brasil e no exterior

 

Serviço

“I’m a Book” – individual com pinturas de Sergio Lopes

Abertura: 24 de setembro, quarta-feira, das 17h às 21h

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Visitação: até 11 de outubro de 2025

Local: Sergio Gonçalves Galeria

Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 484 – Jardim América – São Paulo

Funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h; aos sábados, das 10h às 15h

Contatos: www.sergiogonçalvesgaleria.com/@sergiogoncalvesgaleria

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Agosto Dourado: como incentivar a amamentação sem aumentar a culpa materna

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Ginecologista alerta que promover o aleitamento materno também passa por acolhimento, informação baseada em evidências e apoio à saúde mental das mulheres

 

O Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça anualmente os benefícios da amamentação para a saúde do bebê e da mãe. No entanto, especialistas defendem que a discussão precisa avançar para além da informação sobre vantagens nutricionais e imunológicas e incluir um tema cada vez mais presente na realidade das famílias: a culpa materna.

Embora a amamentação seja recomendada de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e complementada até os dois anos ou mais, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas mulheres enfrentam dificuldades físicas, emocionais e sociais ao longo desse processo. Entre os principais desafios estão dor, fissuras mamilares, dificuldades na pega, privação de sono, exaustão, retorno ao trabalho e falta de rede de apoio.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Karoline Prado, é fundamental que a promoção do aleitamento seja acompanhada de acolhimento e suporte às mulheres. “A amamentação oferece benefícios importantes para a saúde do bebê e da mãe, mas precisamos falar também sobre as dificuldades reais que muitas mulheres enfrentam. Incentivar o aleitamento não pode significar responsabilizar ou culpabilizar mães que encontram obstáculos nesse processo.”

Segundo a especialista, a maternidade ainda é cercada por expectativas irreais que podem gerar sofrimento emocional. “Muitas mulheres chegam ao pós-parto acreditando que amamentar será algo instintivo e simples. Quando surgem dificuldades, elas se sentem frustradas, incapazes ou culpadas. Isso pode impactar diretamente sua autoestima e até sua saúde mental.”

Quando a amamentação deixa de ser apenas uma questão física

O período pós-parto é marcado por intensas transformações hormonais, emocionais e sociais. Nesse contexto, dificuldades relacionadas à amamentação podem potencializar quadros de ansiedade e sofrimento psíquico.

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“A mulher está se recuperando de uma gestação e de um parto, aprendendo a cuidar de um recém-nascido e lidando com privação de sono. Quando existe pressão excessiva para que tudo aconteça perfeitamente, a experiência pode se tornar ainda mais desgastante”, explica a médica.

De acordo com a Dra. Karoline, o acolhimento precoce e a orientação adequada fazem diferença tanto para a continuidade da amamentação quanto para o bem-estar materno. “O objetivo deve ser oferecer suporte para que a mulher consiga amamentar da melhor forma possível, mas sem julgamentos. Cada história é única e precisa ser compreendida dentro da realidade daquela família.”

Rede de apoio faz diferença

Outro fator decisivo para o sucesso da amamentação é a presença de uma rede de apoio efetiva. Parceiros, familiares, amigos e profissionais de saúde desempenham papel importante na redução da sobrecarga materna.

“Muitas vezes, a mulher é vista como a única responsável pelos cuidados com o bebê. Mas amamentar demanda tempo, energia e dedicação. Quando outras pessoas compartilham tarefas da rotina, ela consegue se recuperar melhor e dedicar-se ao processo de forma mais tranquila.”

A especialista ressalta que o apoio também envolve respeito às escolhas e às necessidades da mãe. “Nem sempre o incentivo acontece por meio de conselhos. Muitas vezes, apoiar significa ouvir, acolher, ajudar nas tarefas diárias e compreender os limites físicos e emocionais daquela mulher.”

Informação baseada em evidências ajuda a combater mitos

A circulação de informações incorretas continua sendo um dos desafios para as mães que amamentam. Entre os mitos mais comuns estão a existência de “leite fraco”, a ideia de que mamas pequenas produzem menos leite e a crença de que dificuldades iniciais significam incapacidade para amamentar. “A grande maioria das dificuldades pode ser identificada e manejada com orientação adequada. Por isso, é tão importante que as mulheres tenham acesso a profissionais capacitados desde a gestação e durante todo o puerpério.”

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Segundo a médica, preparar as gestantes ainda no pré-natal contribui para reduzir expectativas irreais e aumentar a confiança no período pós-parto. “Quando a mulher recebe informações de qualidade antes do nascimento do bebê, ela se sente mais segura para enfrentar os desafios que podem surgir.”

Amamentação e acolhimento devem caminhar juntos

Neste Agosto Dourado, especialistas reforçam que defender o aleitamento materno não significa ignorar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. Pelo contrário: promover a amamentação passa por garantir informação, suporte profissional, saúde mental e uma rede de apoio capaz de acolher as mães em suas diferentes realidades. “Precisamos substituir o julgamento pelo acolhimento. A amamentação é um processo que envolve mãe e bebê, mas também depende das condições oferecidas à mulher. Quanto mais apoio ela recebe, maiores são as chances de viver essa experiência de forma positiva e saudável”, conclui a Dra. Karoline Prado.

Serviço

Sinais de que a mãe pode precisar de apoio profissional durante a amamentação

  • Dor intensa e persistente ao amamentar;

  • Fissuras ou lesões mamilares frequentes;

  • Dificuldades na pega do bebê;

  • Sensação constante de exaustão ou sobrecarga;

  • Ansiedade excessiva relacionada à amamentação;

  • Sentimentos persistentes de culpa, incapacidade ou tristeza;

  • Dúvidas frequentes sobre produção de leite ou ganho de peso do bebê.

Karoline Prado

Médica ginecologista e obstetra, com atuação voltada à saúde íntima feminina em todas as fases da vida. Pós-graduada em procedimentos íntimos, incluindo laser e cirurgia íntima, trabalha com foco em bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida da mulher. Defende uma abordagem humanizada, baseada em evidências, com ênfase no acolhimento, autonomia e educação em saúde.

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