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Logística e infraestrutura ganham protagonismo diante dos novos investimentos no Nordeste

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Com uma carteira crescente de investimentos em portos, ferrovias, terminais e centros logísticos, o Nordeste vive um momento estratégico para consolidar sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Mas, para transformar esse cenário em vantagem competitiva, será necessário avançar na integração entre os diferentes modais de transporte, reduzir entraves regulatórios e investir na qualificação da mão de obra. Esses serão alguns dos temas em debate durante a Multimodal Nordeste 2026, que acontece entre os dias 4 e 6 de agosto, no Recife Expo Center.

Consolidada como um dos principais eventos de negócios do setor na região, a feira chega à terceira edição reunindo empresas, especialistas e lideranças dos segmentos de logística, transporte, intralogística, tecnologia e comércio exterior. A programação contará com exposição de marcas e serviços, além do Conecta Multimodal, espaço dedicado a palestras, painéis e debates sobre inovação, infraestrutura e os desafios da cadeia logística.

Para o sócio-diretor da Multimodal Nordeste Domenico Carneiro, o principal desafio do Nordeste é transformar os investimentos em infraestrutura em ganhos efetivos de competitividade.

“O grande desafio para o Nordeste transformar os investimentos em infraestrutura logística em diferencial competitivo está em avançar rumo à multimodalidade, reduzindo a forte dependência do modal rodoviário e integrando de forma mais eficiente ferrovias, portos, cabotagem e hidrovias. Isso permite reduzir custos de transporte e desengargalar o escoamento de cargas, mas só gera competitividade real se os modais funcionarem de forma articulada, e não como projetos isolados”, afirma.

Segundo ele, a posição geográfica privilegiada da região amplia ainda mais o potencial de crescimento. “O fortalecimento da cabotagem e da conectividade marítima entre os portos do Nordeste e os grandes centros consumidores e exportadores é um caminho direto para inserir a região nas cadeias logísticas nacionais e internacionais”, destaca.

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Carneiro também chama atenção para fatores que vão além das obras de infraestrutura. “Reduzir entraves regulatórios, ampliar a segurança jurídica e investir na qualificação da mão de obra são condições fundamentais para atrair investimentos de longo prazo. A expansão da infraestrutura só gera valor pleno quando acompanhada de profissionais preparados para operar sistemas logísticos cada vez mais tecnológicos”, acrescenta.

O avanço da infraestrutura também vem sendo acompanhado por empresas que atuam diretamente na cadeia logística. O gerente de Negócios da E-Log, Marcelo Moura, afirma que a companhia tem direcionado investimentos para ampliar sua capacidade operacional por meio de soluções integradas.

“O E-Log vem acompanhando esse movimento por meio de investimentos em infraestrutura integrada, oferecendo soluções que atendem diferentes etapas da cadeia logística. Nosso objetivo é criar um ecossistema logístico capaz de acompanhar o crescimento da demanda e oferecer aos clientes uma estrutura preparada para as necessidades atuais e futuras”, explica.

 

Outro exemplo desse movimento é o Tecon Suape, que também vem ampliando investimentos para atender ao crescimento da movimentação de cargas na região. De acordo com o diretor comercial da empresa, Giovanni Souza, a estratégia tem sido fortalecer a infraestrutura, investir em tecnologia e ampliar a capacidade operacional.

“O Nordeste vive um momento muito positivo, e o Tecon Suape tem se preparado para acompanhar esse crescimento. Investimos continuamente em infraestrutura, novos equipamentos, tecnologia e digitalização dos processos para aumentar nossa capacidade e eficiência. Nosso foco é garantir uma operação cada vez mais ágil, segura e previsível, oferecendo aos clientes uma solução logística completa, personalizada e preparada para o crescimento da região”, destaca.

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Para o executivo, o potencial logístico da região ainda oferece grandes oportunidades de desenvolvimento. “O Nordeste possui uma localização estratégica, um mercado em expansão e enorme potencial para crescer. Nosso papel é transformar essas oportunidades em soluções que reduzam custos, aumentem a eficiência e gerem mais competitividade para os nossos clientes”, afirma.

 

A tecnologia também ocupa papel central nessa transformação. “Investimos em automação, inteligência de dados e digitalização para tornar nossas operações mais rápidas, eficientes e seguras. Além disso, seguimos com investimentos consistentes em iniciativas voltadas à eficiência energética e às práticas ESG. Acreditamos que competitividade e responsabilidade precisam sempre andar lado a lado”, completa Giovanni Souza.

Durante a Multimodal Nordeste, empresas como E-Log e Tecon Suape apresentarão soluções, cases e tecnologias voltadas à integração entre infraestrutura, inovação e sustentabilidade, reforçando o papel da feira como um espaço estratégico para discutir o futuro da logística no Nordeste.

Promovida pela Insight Feiras & Negócios, a Multimodal Nordeste reúne empresas, operadores logísticos, transportadoras, representantes da indústria, varejo e especialistas para discutir tendências, inovação e oportunidades de negócios voltadas ao desenvolvimento da logística e da infraestrutura no Nordeste. A feira conta com patrocínio do Porto do Recife, além do apoio de Correios Log+ e NEQ e apoio institucional da ABAC, ADAB, ANELOG, GRISTEC, FIEPE, FIEA e FIEPB.

 

Serviço

Multimodal Nordeste 2026

Data: 4 a 6 de agosto de 2026, das 14h às 20h

Local: Recife Expo Center – Recife (PE)

O credenciamento antecipado pode ser realizado pelos canais oficiais do evento no site www.multimodalnordeste.com.br.

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Pensão militar ainda gera dúvidas entre famílias; especialista esclarece quem tem direito e o que mudou nos últimos anos

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Marcelo Almeida, especialista em Direito Militar, explica que as regras variam conforme a data do falecimento do militar, a legislação vigente e a condição dos dependentes. 

Mesmo após as mudanças na legislação que rege o Sistema de Proteção Social dos Militares, a pensão militar continua cercada de dúvidas. Questões relacionadas aos beneficiários, às regras aplicáveis em cada caso e aos direitos preservados pela legislação ainda geram insegurança entre militares da ativa, da reserva, pensionistas e familiares, especialmente diante da grande quantidade de informações desencontradas que circulam na internet.

Embora o tema seja frequentemente debatido nas redes sociais, muitas informações são compartilhadas sem o devido contexto. A legislação sofreu alterações importantes ao longo das últimas décadas, especialmente com a edição da Medida Provisória nº 2.215-10, de 2001, e, mais recentemente, com a Lei nº 13.954/2019, que reestruturou o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas, modificando regras de contribuição e atualizando dispositivos relacionados à carreira militar.

Segundo o especialista em Direito Militar Marcelo Almeida, compreender qual norma se aplica ao caso concreto é o primeiro passo para saber se existe ou não o direito ao benefício. “A primeira análise sempre deve considerar quando ocorreu o falecimento do militar e qual legislação estava em vigor naquele momento. Esse detalhe faz toda a diferença na definição dos beneficiários e das regras que serão aplicadas.”

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Quem pode receber a pensão militar?

A pensão militar é destinada aos dependentes do militar falecido, observando a ordem de prioridade prevista na legislação. Em regra, o benefício pode ser destinado ao cônjuge ou companheiro, aos filhos que preencham os requisitos legais e, em situações específicas, a outros dependentes previstos em lei. Entretanto, cada pedido deve ser analisado individualmente, levando em consideração a legislação vigente e a documentação apresentada.

Marcelo Almeida explica que uma das maiores dúvidas envolve o direito das filhas de militares. “Muitas pessoas ainda acreditam que toda filha de militar tem direito automático à pensão vitalícia, mas essa afirmação não corresponde à realidade. O reconhecimento desse direito depende da legislação aplicável e, em determinadas situações, da opção feita pelo militar em vida para manter a contribuição específica prevista na época.”

O que mudou nos últimos anos?

As alterações mais conhecidas começaram ainda em 2001, quando novas regras passaram a disciplinar a pensão militar e deixaram de garantir, para os novos casos, o direito automático à pensão vitalícia das filhas maiores. No entanto, militares que optaram por continuar contribuindo com um percentual adicional mantiveram esse direito para seus dependentes, preservando situações já consolidadas.

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Mais recentemente, a Lei nº 13.954/2019 promoveu uma ampla reestruturação do Sistema de Proteção Social dos Militares. Entre as principais mudanças estão a atualização das alíquotas de contribuição, alterações na carreira militar e ajustes nas normas que regulam o sistema de proteção social das Forças Armadas. “As pessoas costumam misturar mudanças ocorridas em momentos diferentes. Houve alterações importantes no início dos anos 2000 e outras trazidas pela reforma de 2019. Por isso, não existe resposta pronta sem antes analisar a legislação aplicável ao caso.”

Informação equivocada pode levar à perda de direitos

O aumento da circulação de conteúdos sobre pensão militar nas redes sociais também ampliou a disseminação de informações imprecisas. Entre os mitos mais comuns estão a ideia de que toda filha de militar tem direito ao benefício vitalício ou de que as mudanças na legislação retiraram automaticamente direitos de todos os pensionistas.

Segundo Marcelo Almeida, esse tipo de desinformação pode provocar insegurança e até fazer com que famílias deixem de buscar um direito que realmente possuem. “Generalizações costumam gerar erros. Cada família possui uma realidade diferente, e somente a análise da documentação e da legislação vigente permite identificar quem realmente faz jus ao benefício.”

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