BRASÍLIA

BRASIL

Maus tratos à animais: Brasil registra 601 casos judiciais somente no mês de janeiro, segundo levantamento inédito do Escavador

Publicado em

Lançado nesta sexta-feira, 30, a análise apresenta o volume total de inquéritos por estado, entre os anos de 2023 e 2026.

Até a manhã desta sexta-feira, 30, o Brasil registrava 601 inquéritos associados à crimes de maus-tratos contra animais, em janeiro de 2026, segundo apuração inédita da plataforma Escavador. Com alta atividade no Judiciário, o número de processos já equivale a cerca de 3,2% de todo o volume registrado em 2025 – que totalizou 18,5 mil ações nos tribunais nacionais.

O crime de maus-tratos contra animais, tipificado na Lei 9.605/1998, Art. 32, prevê a pena de três meses a um ano, com multa, podendo se estender até cinco anos caso seja contra cães ou gatos. A análise inédita do Escavador identificou cerca de 57 mil inquéritos envolvendo maus-tratos contra animais abertos no Brasil, durante os últimos três anos.

No ano de 2023, os brasileiros levaram 18,3 mil casos à Justiça, subindo para 20 mil inquéritos no ano seguinte – um crescimento de 9,3% em um período de doze meses. Em 2025, os inquéritos voltaram ao patamar de 18,5 mil, mantendo o ritmo acelerado de processos em janeiro deste ano.

A Senior Legal Analyst e DPO do Escavador, Dalila Pinheiro, explica que os dados auxiliam a traçar um paralelo entre a frequência das denúncias e investigações e a aplicação proporcional das penas previstas. “O aumento dos inquéritos mostra que a sociedade está mais atenta aos maus-tratos e que o Judiciário está aplicando a lei com respostas proporcionais à gravidade de cada caso”, afirma.

Leia Também:  Bloco "Não Chuta que é Makumba" ocupa o Setor Comercial Sul nesta terça-feira de Carnaval

O Escavador também trouxe o volume total de inquéritos associados a crimes de maus-tratos contra animais por estado. O sudeste do país segue com três estados à frente das colocações, com liderança isolada de São Paulo, com 15,7 mil inquéritos; mais do que o dobro de Minas Gerais, segundo colocado com 7,6 mil; e mais do que o triplo do Rio de Janeiro, em terceiro, com 4,3 mil registros.

Os dados, que compreendem do período entre 2023 à 2026, trazem ainda a Bahia com 3,8 mil processos, seguidos dos estados de Sergipe (2,4 mil), Pará (2,2 mil), Mato Grosso do Sul (2,2 mil), Distrito Federal (2,1 mil), Paraná (1,9 mil), Amazonas (1,9 mil), Santa Catarina (1,5 mil), Ceará (1,2 mil), Mato Grosso (1,1 mil) e Alagoas (1 mil).

Entre os estados que menos registraram ações judiciais, estão Rondônia, com 428 casos, Roraima com 325 inquéritos e o Amapá, com 224 processos – todos da região Norte do Brasil, conhecido pela riqueza da fauna. Para Dalila, o levantamento auxilia a observar as diferentes caracterizações e denúncias dos crimes, trazendo um panorama mais detalhado sobre a efetividade das leis de proteção animal.

Leia Também:  Presidente Lula se reúne com presidente da Suíça em Nova York

“O andamento do processo criminal é impactado pela forma como o crime de maus‑tratos está tipificado e por suas etapas no Brasil. No sistema penal brasileiro, a investigação policial é apenas o início de um caminho que envolve maior grau de detalhamento, análise de provas e atuação do Ministério Público para oferecer denúncia, seguido de um processo judicial com possibilidade de defesa, garantidos pelo Código de Processo Penal”, conclui Dalila.

Distribuição de processos por ‘maus-tratos contra animais’, por estado:

  • São Paulo – 15786

  • Minas Gerais – 7617

  • Rio de Janeiro – 4305

  • Bahia – 3877

  • Sergipe – 2474

  • Pará – 2251

  • Mato Grosso do Sul – 2226

  • Distrito Federal – 2169

  • Paraná – 1957

  • Amazonas – 1942

  • Santa Catarina – 1546

  • Ceará – 1201

  • Mato Grosso – 1175

  • Alagoas – 1021

  • Goiás – 862

  • Espírito Santo – 853

  • Paraíba – 822

  • Tocantins – 811

  • Pernambuco – 733

  • Rio Grande do Norte – 670

  • Acre – 627

  • Rio Grande do Sul – 573

  • Maranhão – 568

  • Piauí – 436

  • Rondônia – 428

  • Roraima – 325

  • Amapá – 224

Advertisement

BRASIL

COPA 2026: biometria ganha espaço no iGaming e fortalece a segurança em transações digitais

Published

on

By

Com o crescimento e o amadurecimento do mercado de apostas online no Brasil, aumenta também a demanda por tecnologias capazes de garantir que quem se cadastra, realiza um depósito ou solicita um saque seja, de fato, o titular da conta. Nesse contexto, a autenticação biométrica tornou-se uma ferramenta estratégica para fortalecer a verificação de identidade, reduzir o uso indevido de credenciais de acesso e gerar maior confiança nas transações digitais.

Esse cenário ganha ainda mais relevância durante a Copa do Mundo de 2026. Projeções da Sportradar e da SOFTSWISS indicam que o torneio poderá movimentar até US$ 60 bilhões em apostas esportivas no mundo, com o Brasil podendo representar cerca de 10% desse volume, o equivalente a aproximadamente R$ 31 bilhões até o final do torneio. Paralelamente, uma pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box mostra que 56% dos brasileiros irão apostar ou participar de bolões durante o Mundial, reforçando a expectativa de entrada de novos usuários nas plataformas e a importância de processos de verificação de identidade e autenticação biométrica para garantir operações seguras.

A tendência acompanha a evolução dos métodos de pagamento no país e a busca do setor por processos mais seguros e eficientes para os usuários. Responde também a um cenário de risco iminente: segundo o Veriff Fraud Index: América Latina, o Brasil figurou entre os três principais países da região em fraudes de identidade em 2024, com aumento de ataques de múltiplas contas, cadastros baseados em deepfakes e uso indevido de bônus por meio de identidades falsas.

Leia Também:  Evento gratuito e online para candidatos a estudar nos EUA

O ambiente regulatório de iGaming também evoluiu sob a Lei 14.790/2023 (Portaria SPA/MF Nº 722), aplicada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). O reconhecimento facial passou a ser obrigatório para verificar se a pessoa por trás de uma conta é realmente o titular e para remover a presença de menores de idade no setor.

Para a OKTO PAYMENTS, empresa provedora global especializada em tecnologia de pagamentos, a biometria representa um avanço importante na evolução da segurança digital, ao permitir a validação da identidade do usuário de forma ágil e integrada ao fluxo transacional. Em vez de depender exclusivamente de senhas ou códigos temporários, o recurso utiliza características biométricas únicas do indivíduo, acrescentando uma camada adicional de autenticação sem comprometer a experiência do usuário.

“O grande desafio hoje não é apenas processar um pagamento em segundos, mas garantir maior confiança de que quem está realizando aquela transação é realmente o titular da conta. A autenticação biométrica adiciona uma camada relevante de verificação de identidade e pode contribuir para reduzir o uso indevido de credenciais nas plataformas de iGaming, preservando uma jornada rápida e intuitiva para o usuário”, afirma Leonardo Montenegro Chaves, General Manager Brazil.

Leia Também:  STF divulga lista de custodiados que serão liberados após atos

A provedora de serviços de pagamento prevê que a autenticação biométrica se tornará, nos próximos anos, um componente cada vez mais integrado à infraestrutura de pagamentos digitais, especialmente em setores em que a confiança, velocidade e experiência do usuário são essenciais para a sustentabilidade e o crescimento das operações.

“O futuro dos pagamentos aponta para experiências cada vez mais fluidas e intuitivas, mas isso não significa reduzir os níveis de proteção. Pelo contrário: as tecnologias biométricas devem desempenhar um papel crescente na integração de conveniência, segurança e confiança no próprio processo de pagamento em uma única jornada, beneficiando tanto os operadores quanto os usuários”, acrescenta Leonardo Chaves.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI