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Música no Museu recebe concertos de Patrícia Glatzl e Coral Cobra Vocal

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Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da Cidade Rio de Janeiro, projeto celebra 29 anos em 2026

 

O projeto Música no Museu dá sequência aos Concertos de Outono na comemoração dos seus 29 anos com um programa movimentado que passeia pelas músicas brasileira e internacional. A jovem pianista Patrícia Glatzl, no Palácio São Clemente, na renovação da música clássica, um dos focos do projeto, e o Coral Cobra Vocal, no Museu do Exército, no Forte de Copacabana, fecham a programação de junho.

Criado por Sergio da Costa e Silva, o Música no Museu é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro e já atingiu mais de 1 milhão e 250 mil pessoas em quase três décadas de atividades ininterruptas. Os concertos são gratuitos.

 

Confira o programa completo:

Dia 27 de junho, sábado, às 18h
Palácio São Clemente – Consulado de Portugal – Rua São Clemente, 424, Botafogo

Capacidade: 100 lugares
Músico: Patrícia Glatzl, piano

Programa: Recital Chopin

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Entrada: gratuita.

 

Dia 30 de junho, terça-feira, às 18h

Museu do Exército – Forte de Copacabana – Praça Cel. Eugênio Franco, 1, Posto 6, Copacabana

Capacidade: 120 lugares

Músicos: Coral Cobra Vocal – Direção Marco D’Antonio

Programa: Clássicos Brasileiros

Entrada: gratuita.

 

Rede social: https://www.instagram.com/musicanomuseu/

Site: https://www.musicanomuseu.com.br/

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O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

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Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal.

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

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Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, conclui.

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