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O encontro entre Miami e Goiás na Vila Cultural Cora Coralina

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A exposição“Caminhos de Terra e Vento” reúne 42 artistas da Coleção Rodríguez, pertencente ao MOCAA e coleções parceiras e 50 artistas de Goiás, totalizando 120 obras

 

A exposição “Caminhos de Terra e Vento” celebra o encontro entre Miami e Goiás, unindo coleções e instituições que dialogam sobre arte, memória e identidade latino-americana. O projeto é uma realização do Instituto Urukum, presidido pela produtora cultural Malu da Cunha, em parceria com o Museum of Contemporary Art of the Americas (MOCAA) — sediado em Miami e responsável pela Coleção Rodríguez, uma das mais importantes coleções de arte cubana e latino-americana contemporânea — com instituições de Goiás.

A mostra será inaugurada na terça-feira (21/10), às 19 horas, na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, com a presença dos diretores do museu de Miami e autoridades de Goiás. O evento se insere nas comemorações do aniversário de Goiânia, o que reforça o simbolismo do encontro entre culturas. As visitas seguem até 7 de dezembro, com entrada gratuita. 

A concepção e curadoria são assinadas por Dayalis González Perdomo (Miami), que também intermediou o projeto por meio da GALA Foundation e por Aguinaldo Coelho (Goiás). juntos, eles constroem uma ponte simbólica entre dois territórios culturais, aproximando a Coleção Rodríguez e o acervo goiano em uma mostra que celebra as afinidades visuais e poéticas entre os artistas.

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A exposição reúne 42 artistas da Coleção Rodríguez, pertencente ao MOCAA e a coleções parceiras e 50 artistas de Goiás, totalizando 120 obras. O conjunto goiano apresenta trabalhos provenientes de importantes acervos públicos — como o Museu de Arte de Goiânia (MAG), o Museu de Arte de Anápolis (MAPA), o Museu de Arte de Britânia (MABRI) e o Instituto Antônio Poteiro — além de obras de coleções particulares e de artistas consagrados de Goiás.

 

Um diálogo entre duas histórias 

“Caminhos de Terra e Vento” propõe um encontro entre dois territórios simbólicos: a terra, que guarda raízes e memórias, e o vento, que move, espalha e leva vozes para outros horizontes. O projeto nasce da travessia entre Miami e Goiás, conectando diferentes tempos e linguagens através do gesto do artista e da força do olhar.

Em Goiás, a arte moderna floresceu a partir da década de 1960, com nomes como Nazareno Confaloni, Ana Maria Pacheco, Gustav Ritter, D. J. Oliveira, Cléber Gouvêa, Selma Parreira e Siron Franco, fundando um campo visual próprio. Na sequência, artistas como Antônio Poteiro consolidaram uma poética singular, enraizada na cultura popular e no imaginário do Cerrado, projetando a arte goiana em novas dimensões simbólicas.

A Coleção Rodríguez, núcleo do MOCAA, inclui obras de artistas fundamentais para a história da arte cubana e latino-americana, como Wifredo Lam, René Portocarrero e Amelia Peláez. Sandú Darié e Manuel Mendive, representando diferentes fases e expressões da arte cubana e de sua diáspora.

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A mostra também destaca a força da produção contemporânea. Em Goiás, nomes como Marcelo Solá, Dalton Paula, Gerson Fogaça, Sophia Pinheiro, Pitágoras, Luiz Mauro e o Grupo Empreza reafirmam a potência criativa e a inserção internacional da arte produzida no Centro-Oeste. Na coleção sediada em Miami, artistas como Belkis Ayón, José Bedia, René Peña e Tomás Sánchez renovam a tradição caribenha com experimentações simbólicas, críticas e visuais de grande impacto.

 

Serviço

Exposição “Caminhos de Terra e Vento”

Abertura: terça-feira (21/10), às 19h

Visitações: de 22/10 a 7/12, das 9h às 16h

Local: Vila Cultural Cora Coralina, Goiânia (GO)

Realização: Instituto Urukum

Apoio institucional: Museum of Contemporary Art of the Americas (MOCAA – Miami)

Entrada gratuita!

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Nova jornada de trabalho avança no Congresso e acende alerta no setor de serviços

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Febrac aponta riscos de aumento de custos, pressão sobre empregos e impacto na oferta de serviços essenciais 

A decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados de admitir a proposta de emenda à Constituição (PECs) que altera a jornada de trabalho no país trouxe novo fôlego ao debate sobre o fim da escala 6×1, modelo em que se trabalha seis dias para um de descanso. A proposta segue agora para análise em comissão especial antes de ser votada em Plenário.

A medida, embora vista por parte da sociedade como um avanço nas relações de trabalho, gera apreensão em setores intensivos em mão de obra, como o de serviços. A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) avalia que mudanças dessa natureza exigem planejamento cuidadoso para evitar efeitos colaterais na economia e no mercado de trabalho.

Responsável por uma parcela significativa da geração de empregos formais no Brasil, o setor de serviços mantém operações contínuas em áreas como limpeza, conservação, facilities e apoio administrativo. Dados recentes do Novo Caged mostram que, entre janeiro e julho de 2025, o segmento criou mais de 80 mil vagas com carteira assinada, evidenciando seu papel estratégico.

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Na avaliação da entidade, a redução da jornada sem ajuste proporcional de salários tende a elevar os custos operacionais. Em atividades que não podem ser interrompidas como hospitais, escolas, aeroportos e edifícios públicos, a alternativa seria ampliar equipes para cobrir a nova carga horária, o que pressionaria contratos e orçamentos. Em alguns casos, o aumento pode ultrapassar dois dígitos.

O presidente da Febrac, Edmilson Pereira, afirma que o tema precisa ser tratado com equilíbrio. “É uma discussão legítima, mas não pode ser conduzida de forma apressada. Sem um período de adaptação e sem instrumentos que compensem o aumento de custos, como a redução de encargos, o risco é gerar efeitos contrários ao desejado, incluindo a diminuição de postos formais”, avalia.

Outro ponto levantado pela Febrac diz respeito ao ambiente tributário brasileiro, que já impõe elevada carga sobre a folha de pagamento. Nesse contexto, qualquer mudança que aumente o custo da mão de obra tende a ser repassada, direta ou indiretamente, para a economia, seja por meio de reajustes de contratos, seja pela redução da capacidade de contratação das empresas.

A entidade defende que eventuais alterações na legislação trabalhista sejam implementadas de forma gradual, com previsibilidade e participação do poder público na construção de soluções. O objetivo, segundo a Febrac, deve ser conciliar avanços nas condições de trabalho com a sustentabilidade das empresas e a preservação dos empregos.

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Com a tramitação das propostas em andamento, o tema deve ganhar protagonismo no Congresso e ampliar o debate entre governo, setor produtivo e representantes dos trabalhadores nos próximos meses.

Sobre a Febrac – A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) foi criada para representar os interesses dos setores de serviços de Asseio e Conservação. Hoje, representa 12 setores ligados à terceirização de mão de obra especializada.

Com sede em Brasília, a federação agrega sindicatos nas 27 unidades federativas do país e ocupa cargos na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nos Conselhos Nacionais do SESC e do SENAC, na Central Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços (CEBRASSE) e na Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis e na World Federation of Building Service Contractors (WFBSC). A Febrac tem como objetivo cuidar, organizar, defender e zelar pela organização das atividades por ela representadas.

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