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Cinco dicas para trabalhar no mercado editorial

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Foto: Artem Malushenko/Pexels

 

Setor foi responsável pela criação de 70 mil postos de trabalho nos últimos dois anos

 

 

O mercado editorial brasileiro registra um período de expansão. Segundo pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o número de novos empreendimentos no setor cresceu 13% entre os anos de 2023 e 2025, e a consequência foi a abertura de postos de trabalho em todo o país. Para a CBL, o aquecimento reflete a manutenção do interesse do público pelo livro físico e pela leitura, mesmo diante do avanço das plataformas digitais.

 

O Painel de Dados do Observatório da Fundação Itaú revela que o mercado editorial, que engloba livros, jornais, revistas e outras publicações e formatos, foi responsável pela criação de 70 mil postos de trabalho nos últimos dois anos.

 

O cenário de expansão apresenta oportunidades para empresas e profissionais da área, mas também revela desafios: diante do aumento da concorrência, é necessário pensar fora da caixa para se destacar.

 

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) destaca que o mercado oferece oportunidades para designer gráfico, editor, fotógrafo, produtor audiovisual, revisor, profissionais de marketing, entre outros.

 

De acordo com o editor sênior e consultor, Daniel Higginbotham, só a área de atuação da publicação de livros inclui os segmentos acadêmico, comercial ou de negócios, educacional, ficção, profissional e científico, técnico ou médico. “A publicação digital também está crescendo, especialmente nas áreas acadêmica, educacional e científica, médica e técnica”, ressalta.

Passo a passo para ingressar no mercado editorial

Para quem busca seguir um caminho profissional no mercado editorial, é importante não só gostar da literatura, mas, segundo a jornalista especialista em carreiras, Amanda Nonato, também buscar formações e experiências relevantes na área, a fim de expandir as possibilidades de soluções criativas

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Um dos primeiros passos é conhecer as diferentes carreiras que podem ser trilhadas na área, que envolvem criação, organização e divulgação de obras.

1. Conheça as profissões mais comuns

Há diferentes profissões na área, desde a concepção até a obra chegar às mãos dos leitores. O escritor/autor é responsável por criar o conteúdo. O editor de texto trabalha junto aos autores, revisando, editando e aprimorando o material.

 

Já o designer gráfico é o responsável pela aparência visual do livro, enquanto o ilustrador cria imagens e desenhos que complementam o texto. 

 

O agente literário atua como intermediário entre os autores e as editoras; e o revisor de texto corrige erros de ortografia, gramática e pontuação. 

 

Há, também, o gerente de produção editorial, que supervisiona o processo de produção, desde a edição inicial até a impressão e distribuição; o impressor, responsável pela impressão física do livro; e o distribuidor, responsável por garantir que os livros cheguem às livrarias, bibliotecas e consumidores.

 

O livreiro trabalha na venda de livros para o público, e o bibliotecário organiza, cataloga e disponibiliza livros para o público de bibliotecas. Na lista também estão o crítico literário, que escreve análises e críticas, avaliando a qualidade, o significado e o impacto dos livros, e o tradutor, que converte o texto de um livro de um idioma para outro.

2. Defina a área de formação

Sabendo as funções desempenhadas por quem está no mercado editorial, é possível identificar qual aspecto do trabalho mais interessa. Isso ajuda a definir a graduação ou as especializações mais adequadas à área de interesse.

 

Entre as possibilidades estão:

  • letras, curso ideal para futuros escritores, editores e revisores; 
  • jornalismo, para quem tem interesse por crítica literária e reportagem; 
  • editoração, que inclui formação referente ao processo editorial, design gráfico, marketing e vendas; 
  • artes visuais, caminho para quem se interessa por ilustração, por exemplo;
  • biblioteconomia ou ciência da informação, formação indicada para quem deseja trabalhar em bibliotecas; 
  • tradução e interpretação, para quem deseja atuar como tradutor.
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3. Busque informações sobre os salários

Como o mercado editorial engloba muitas funções, os salários variam de acordo com o trabalho, a experiência profissional e o porte da editora. 

 

Segundo dados do setor, um editor de livros tem média salarial nacional entre R$ 6.425 e R$ 8.526, enquanto revisores e assistentes variam na faixa de R$ 1.700 a R$ 5.700, em cargo júnior. 

 

Já no caso de editor de jornal ou revista, a média salarial nacional é de R$ 7.483,11, enquanto para o designer é de R$ 5.126. 

4. Desenvolva habilidades 

Quem pretende trabalhar no mercado editorial deve estar atento a detalhes, além de dominar o idioma e o uso de ferramentas digitais. Atualização dos conhecimentos e flexibilidade para atuar em formatos físicos e digitais são habilidades consideradas fundamentais pelo setor. 

 

Além disso, o avanço das tecnologias traz oportunidades em formatos audiovisuais e  multimídia, o que ajuda a ampliar o campo para profissionais com múltiplas habilidades.

5. Busque destaque e visibilidade

Uma das formas de ganhar visibilidade é participar de eventos literários, publicar trabalhos em blogs ou redes sociais e criar portfólios sólidos. Outra recomendação é investir em temas que estão em alta. E mais: avaliar a participação em cursos que incluem edição de texto, tradução especializada, design editorial e escrita criativa.

 

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Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

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Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

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A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

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O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

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